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Quem sabe a “tragédia” de se perder André Clementino deu ao MDB a grande “oportunidade” para os emedebistas biguaçuenses faturarem a eleição para prefeito do município no pleito de outubro de 2020. Explicamos.

Podem falar o que quiser de André, mas de uma coisa não é possível: que André não é carismático, bom de voto, coerente & “otras buenas cositas más”.

O PSL, que foi há pouco tempo foi o partido do presidente Bolsonaro, pretende lançar a candidatura de André Clementino para prefeito de Biguaçu em 2020. Ontem (quarta, 25/12), no Natal, o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) gravou um vídeo anunciando que André deverá ser mesmo o candidato a prefeito apoiado pelo seu partido em Biguaçu.

Tudo indica que serão inúmeros candidatos a prefeitos. Além de André, deverá sair Vilson Alves, atual vice-prefeito. Se não for traído, o PP lançará Vilson com ou sem coligação com o PSD do prefeito Ramon Wollinger (PSD). Independente disso, a administração Ramon está mal na fita e isso está prejudicando Vilson absurdamente.

Aliás, Vilson está literalmente com as mãos atadas. Se criticar Ramon (não lhe faltam motivos), enterra o apoio do PSD. Mas não falar, fazer de conta que tudo está bem, também prejudica Vilson na medida em que o eleitorado o associa aos desmandos do atual governo.

Uma terceira candidatura é a do ex-comandante da PM de Biguaçu, Coronel Heriberto Peres, que está vindo com tudo. Se em 2018 houve a onda Bolsonaro, tudo leva a crer a possibilidade dessa onda também eleger candidatos fora dos esquemas da Velha Política, como é o caso de Peres.

No páreo, estão também os pré-candidatos a prefeito, Alexandre Martins de Souza e José Braz da Silveira.

Aí entra o MDB de Biguaçu. Pois vejamos. Tudo indica que poderão ser entre três a cinco candidatos a prefeito, os já citados André Clementino, Vilson Alves, Peres, Alexandre Martins de Souza e José Braz da Silveira.

Pode ser lançada a bomba de Hiroshima, mas o MDB de Biguaçu sempre tem por volta de 25% do eleitorado. É claro que 25% não é o suficiente para eleger alguém para prefeito, mas é uma força considerável para “alavancar” qualquer candidatura.

A força do MDB foi demonstrada na última eleição municipal, a de 2016. Naquela ocasião, o MDB lançou Tuta para prefeito, tendo como adversário o atual prefeito Ramon Wollinger. Detalhe: Ramon com todo o aparato da prefeitura, com um exército de cabos-eleitorais, com a maioria dos vereadores, com todo o poderio econômico, quase perdeu o pleito.

Conclusão: num cenário de quatro candidatos a prefeito, o MDB tem sérias chances de eleger seu candidato a prefeito, mesmo numa chapa pura. Afinal de contas, ninguém tira os 25% da votação do MDB. Em Biguaçu, o MDB sempre inicia a corrida com 25%. Dentro desse cenário, quanto mais candidatos, maiores são as chances do MDB.

Esta avaliação está sendo feita atualmente neste fim de dezembro de 2019. É verdade que muita água vai rolar até as convenções de julho e julho de 2020, mas esta é uma grande possibilidade do MDB se realmente André, Vilson e Peres não se entenderem com o objetivo de formar alguma aliança.

 

Jornais em Foco – Segunda-feira (23/12/2019)

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