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Na tarde do último sábado (14/12), foi realizada uma feira de vinil na rua Victor Meirelles, no centro de Florianópolis.

Trata-se de uma feira que surgiu espontaneamente que uniu gente que deseja vender discos de vinil com aficionados do rock. Combinada ou não com um bar local, a feira cresceu e hoje já virou atração turística numa região de Florianópolis que tem um ar antigo. É que na rua Victor Meirelles, a maioria do casario do final do século XIX e início dos anos 1900 ainda está de pé.

Mas o que essa feira tem a ver com Biguaçu? É que Biguaçu não passa de um “deserto cultural”. Não tem eventos culturais.

Não temos apresentações de música ao ar livre. Não há uma feira de livros, discos de vinil, CDs e outros artigos principalmente antigos e raros. Não temos apresentações de dança, declamação de poesia e palestras. Enfim, Biguaçu é um “deserto” total.

Talvez por ser capital, Florianópolis é mais dinâmica no aspecto promoção de eventos culturais, mas aqui em Biguaçu é uma vergonha a cidade ter um departamento ou uma secretaria cuja função é promover cultura, mas o que promove na realidade é dar empregos para gente que não tem o dinamismo mínimo e necessário para “sacudir” um pouco a cidade.

Aos sábados, Biguaçu precisa de uma feira na praça com música ao vivo. O gênero musical não importante. Pode ser até sertanejo já que o perfil do biguaçuense é mais para esse gênero do que rock.

É preciso agitar. É lamentável que os fins de semana de Biguaçu são ao ritmo do “deserto”.

 

Ozias Alves Jr (Editor)

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com

 

FOTOS

Apresentação da banda Mister Twisted, do baterista Carluxo, na rua Victor Meirelles. (Foto Divulgação)

Grilo, Panta, Guilherme Sombra do Burn, Camisão e Nyco. (Foto Divulgação)

 

 

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Jornais em Foco – Sexta-feira (13/12/2019)

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