Publicidade

Walter Lemos Filho

E-mail: walterlemos1961@gmail.com

 

BOM DIA

Galba Nazareti. (Foto Divulgação)

Meu bom dia desta quinta-feira, vai para à amiga Galba Nazareti. Nascida em Lajes, e moradora de Timbo, Galba é a pessoa das belas mensagens e palavras. Uma grande amiga das redes sociais. Deixo aqui meu carinho e respeito à você. Beijos e um excelente ano de 2020.

TIME

Do Avai, fazendo bonito na Copa São Paulo de Futebol Jr. Parabéns para a garotada, e ao técnico Fabrício Bento.

ACHO

Um absurdo alguns homens usarem o argumento que as mulheres assediadas e atacadas sexualmente usam trajes indecorosos. Mesma coisa você falar que ficou com dinheiro que estava perdido na rua dentro de uma carteira com os documentos do dono.

NOVO

Largo da Alfândega, ficará pronto até a primeira quinzena de Fevereiro. Realmente promete. A revitalização de alguns espaços públicos e o asfaltaço, colocam o prefeito Jean como sério candidato a reeleição.

OFENSAS NOS ESTÁDIOS DE FUTEBOL

Quando, no último dia 10 de janeiro, o árbitro do jogo entre Audax e Sport, pela Copa São Paulo de futebol Júnior, interrompeu a partida e pediu o apoio da polícia militar em função de repetidas manifestações de torcedores do time paulista contra o goleiro Túlio da equipe pernambucana, ele seguiu, de forma clara uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que passou a classificar, a partir de 2019, como crime atos de homofobia com base na lei de racismo. Ele também seguiu a cartilha estabelecida pela Confederação Brasileira de Futebol em agosto de 2019 e reforçou o basta contra este tipo de comportamento, que deverá, cada vez mais punir os clubes com a perda de pontos e multas. Mas e se não se tratar de um crime de homofobia?

A decisão e a discussão sobre o tema, na visão do advogado especialista em Direito e Processo Penal, membro da Comissão Especial de Direito Penal da OAB, Leonardo Pantaleão, é um passo importante e necessário para se fazer aplicar a lei e mudar a cultura machista e preconceituosa que permeia os estádios. “Eu mesmo frequento estádios e, infelizmente, é muito comum e triste notar este tipo de comportamento que em nada tem a ver com a beleza do espetáculo, mas vemos mudanças importantes”, destaca.

Pantaleão explica que, desde junho de 2019, por decisão do Supremo Tribunal Federal, a homofobia é considerada crime. Os ministros do Supremo determinaram que a conduta passe a ser punida pela Lei de Racismo (7716/89), que hoje prevê crimes de discriminação ou preconceito.

O especialista esclarece, no entanto, que há uma mistura grande no entendimento sobre o que é considerado homofobia e injuria. “Na injúria, que também ainda é muito comum em estádios, o agressor tem como objetivo incomodar a honra. Um indivíduo que não é homossexual ser chamado de “bicha” estaria enquadrado neste tipo de lei”, diz.

Todo o ato deplorável que envolve ambos os temas, segundo Pantaleão, merecem atenção e ação enérgica. No entanto, sob a ótica da aplicação do Direito e Processo Penal e o emprego de eventuais penas, seu entendimento exerce significativa diferença para efeitos de sanção. Vale lembrar que crimes de injúria tem penas bem menores (detenção, de um a seis meses ou multa) em relação ao racismo (reclusão de um a cinco anos).

Os casos de injúria racial nos esportes praticadas durante a realização de algum jogo, campeonato, prova ou equivalente, sobretudo no futebol desde 2019, tem a figura da Justiça Desportiva como o órgão competente para dirimir esses incidentes.

O jurista destaca que cabe à Justiça Comum em âmbito Criminal e Cível o poder e dever de investigar os infratores desses atos discriminatórios, punindo-os em razão do cometimento de tal infração, contudo, a investigação e punição dos clubes ou atletas será de competência da Justiça Desportiva, tendo em vista a falta disciplinar praticada durante o campeonato.

Sobre a fonte:

Leonardo Pantaleão é advogado, professor e escritor, com Mestrado em Direito das Relações Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), Doutorado na Universidad Del Museo Social Argentino, em Buenos Aires e Pós-graduado em Direito Penal Econômico Internacional pelo Instituto de Direito Penal Econômico e Europeu (IDPEE) da Universidade de Coimbra, em Portugal, professor da Universidade Paulista. Autor de obras jurídicas e de inúmeros artigos publicados na imprensa, além de palestrante e participante de mesas e painéis de debates nas mídias de rádio e TV. Tem vasta experiência como palestrante, com ênfase em Direito Penal e Direito Processual.

 

SEJA GENTIL DEPOIS ESTEJA CERTO

Por Marvio Portela, vice-presidente do SAS para América Latina

“Be kind first, be right later”

Como parte do debate em andamento sobre inovação e novas maneiras de fazer as coisas, um dos desenvolvimentos que mais me empolga ao entrarmos em uma nova década é a mudança dos sistemas de trabalho tradicionais em direção a uma mentalidade baseada na gentileza.

No mundo da tecnologia, ouvimos muito a palavra “ecosystem” — que descreve uma configuração que engloba valores e interdependência compartilhados. Essa maneira de trabalhar visa substituir o “egosystem”: a insistência no status quo, a necessidade de auto-engrandecimento e estar certo o tempo todo.

Quando entramos em uma nova década, em que a colaboração será a tônica de todos os negócios de sucesso, essa maneira estabelecida de trabalhar dará lugar a uma cultura em que as equipes que vencerão serão aquelas em que as pessoas são gentis umas com as outras.

Embora nossos egos possam ser informados pela necessidade de estar certo e impor nossos pensamentos e crenças – para que sejamos respeitados e creditados por nossas realizações -, precisamos aceitar que podemos (e vamos) estar errados, mas sem nenhum senso de falha ou constrangimento. Essa aceitação, essa vulnerabilidade, é um elemento central de ser gentil.

Em 2020, celebrar e possibilitar as realizações de outras pessoas e sair dos holofotes sempre que necessário precisará ser muito mais difundido para que possamos liberar o real potencial das equipes. Como líderes, também precisaremos associar as ocasiões em que estamos incorretos com nossa jornada de aprendizado contínuo.

Para trabalharmos bem, precisamos estar menos obcecados com nossas próprias certezas

Fiquei imensamente satisfeito com os resultados da minha pesquisa por sinônimos da palavra gentil. Isso porque existem tantos, todos relacionados a coisas que gostamos de ver nas melhores pessoas: são calorosos, generosos, atenciosos, altruístas, bem-intencionados, pacientes, agradáveis, decentes.

Em minha pesquisa, também encontrei a origem real da palavra. Vem do inglês antigo, onde o sentido original é “natureza, a ordem natural”, também “caráter inato”. Então, estamos falando de uma característica básica de todos nós, algo em que todos somos capazes de explorar.

Considerando que todos somos capazes de ser gentis, os benefícios da gentileza para com o bem-estar, a satisfação com a vida e até quanto tempo vivemos, estão bem ao nosso alcance. E como as pessoas legais criam uma vida melhor para si mesmas, são capazes de fazer com que outras pessoas se sintam bem: neste momento, convido você a fechar seus olhos brevemente e pensar em pessoas que você conhece que se saem extremamente bem na vida. É muito provável que eles sejam principalmente indivíduos com quem as pessoas gostam de estar por perto e trabalhando.

 

Ser gentil é uma característica humana básica

À medida que nos aproximamos do final de um ano e início de outro, sou verdadeiramente grato a todas as pessoas com quem interagi nos últimos 12 meses. Tenho a sorte de que a maioria deles, particularmente na minha equipe, são pessoas que demonstram repetidamente o verdadeiro valor de ser gentil – seja nos negócios ou no sentido pessoal.

Em 2020, estou determinado a seguir as palavras sábias atribuídas a Kazuki Yamada, que sabiamente disse que nosso objetivo na vida deveria ser “be kind first, be right later”. Não é apenas a coisa mais natural e correta a ser feita como líder, mas como ser humano.

*Marvio Portela é vice-presidente do SAS para a América Latina. Liderou equipes em grandes empresas como IBM, Xerox e Oracle e foi diretor de Operações do SAS para Ásia e Pacífico antes de assumir a operação latino-americana da empresa.

DICA

chegou iti. dinheiro no celular pra pagar e receber sem se preocupar. O iti é um app pra todos. com ele, você paga pessoas e estabelecimentos, recebe pagamentos e cobra os esquecidinhos sem perder a amizade

 

FRASE

” Os preconceitos não surgem sozinhos, sempre são estabelecidos por alguém. Seguir preconceitos é imitar o autor, é acompanhá-lo, é o caminhar depois e não se chega depois ao Infinito.” José do Egito.

LEITURA

OS INDIFERENTES – Alberto Moravia – Roma. Pós-Primeira Guerra Mundial. Michele é um jovem numa revolta inoperante contra o vazio da vida burguesa. Órfão de pai, vê a mãe agarrar-se com devoção a um amante ocioso e calculista, Leo, enquanto a irmã, sem qualquer confiança na ideia de casamento ou de carreira, se deixa arrastar indolentemente pelos avanços do mesmo homem. Hostil a este que reconhece ser um jogo sem escrúpulos, Michele é instigado por uma amiga da família, também ela antiga amante de Leo, a tomar uma atitude, mas o estado de torpor em que vive – em que todos eles vivem – parece ser demasiado profundo. Cinco personagens, alguns dias, uma sucessão de intrigas familiares, Os Indiferentes é uma história de contornos simples que põe em evidência o tédio da existência, o erotismo desapaixonado, a decadência de valores na qual assenta a ascensão social dos tempos modernos. Publicado em 1929, este primeiro romance de Alberto Moravia teve um impacto marcante no meio literário italiano da época e é considerado uma obra-prima da literatura decadentista.

ABRAÇOS

Coluna Opinião Formada – Walter Lemos Filho – E-mail: walterlemos1961@gmail.com

 

Feijoada do Décio 2020. (Foto Divulgação)

 

 

 

Jornais em Foco – Quarta-feira (15/01/2020)

Publicidade