Walter Lemos Filho

E-mail: walterlemos1961@gmail.com

 

Sol Burin. (Foto Divulgação)

BOM DIA

Nosso bom dia desta terça-feira, vai para à amiga Sol Burin. Especialista em tanatopraxista, ela vive dentro do hospital do IML. Para quem não conhece da profissão Tanatopraxista é o procedimento que consiste na preparação de um cadáver para o velório ou funeral, assim o corpo não sofrerá, pelo tempo solicitado pelos familiares (e ou outros), a decomposição natural[1].

Um dos motivos da tanatopraxia é evitar que o cadáver se transforme num potencial perigo para a higiene e saúde públicas, pois, foi possível registrar numerosos casos de acidentes infecciosos provocados por restos mortais em decomposição. Sendo que de fato as bactérias não patogénicas num ser vivo perduram depois da morte[2].

A fim de evitar a decomposição do corpo, é utilizada a técnica que consiste na aplicação de injeções de produtos bactericidas, com o objetivo de destruir as bactérias existentes, como estabelecer um ambiente assético capaz de resistir a uma invasão microbiana.[2]

Corpos mutilados também recebem tratamentos de restauro e cosmética para tentar restituir o aspecto natural dos traços do falecido com o objetivo de atenuar o sofrimento dos familiares[2]. Deixo aqui meu carinho e respeito por você amiga, e meu desejo de um 2020 fantástico.

 

FINANÇAS EM 2020

Por Carlos Terceiro, CEO e fundador do Mobills

O tema educação financeira nunca sai de moda, visto que grande parte da população tem constantes problemas de endividamento e inadimplência. Um dado que eu acho alarmante, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC Nacional, 2019), 63,4% das famílias estão endividadas e, os principais motivos são por cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja e empréstimo pessoal. Um primeiro passo para começar a mudar essa realidade é que a partir de 2020 as escolas brasileiras devem ter como habilidade obrigatória a Educação Financeira na grade curricular.

Considerando que chegamos no início de um novo ano e, que esse momento é de reflexão sobre os objetivos que traçamos em 2019 e o que podemos melhorar para 2020, é de extrema importância que pensemos: como está a minha vida financeiramente? Eu sei a importância do dinheiro? Eu consigo controlar os meus gastos diários? Eu tenho uma reserva de emergência? Eu estou pronto para começar a investir?

Para muitos, essas perguntas podem gerar grandes preocupações, porém a melhor solução é, o estudo e o aprendizado diário sobre finanças, por meio de cursos onlines, redes sociais ou livros – alguns títulos que eu acho muito bons e que, de fato, me auxiliaram são “Pai Rico, Pai Pobre”; “Os Segredos da Mente Milionária”; “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”. Ao introduzir na sua rotina esses conteúdos sobre educação financeira, anotar e planejar todos os seus gastos e logo após os analisar por categoria, você terá um melhor diagnóstico das suas finanças pessoais e essas preocupações e desafios financeiros podem se tornar muito mais distantes.

É essencial que nessa jornada da educação financeira, as pessoas possam identificar em qual situação se encontram, se é de endividamento, não conseguir poupar dinheiro, montar o fundo de emergência ou se já estão no estágio de investir. Após esse diagnóstico, deve-se procurar o conhecimento necessário para aplicar nesse desafio atual. Nada adianta uma pessoa estudar sobre investimentos, se a própria ainda não consegue controlar os seus gastos pessoais e está com a conta negativada. Ou seja, o aprendizado é contínuo e para cada pessoa pode ser um conteúdo diferente.

Olhando para trás, vendo a minha trajetória na área, acredito que é essencial que as pessoas realmente realizem esse diagnóstico financeiro pessoal, tracem metas para introduzir o tema em suas rotinas, busquem diariamente conteúdos na área, apoiem seus filhos, netos e conhecidos nesse novo currículo nas escolas, se planejem. Ter uma reserva de emergência é o caminho para conquistar sua tranquilidade financeira.

O aprendizado constante pode transformar a sua relação com dinheiro.

 

Sobre Carlos Terceiro

 

Carlos Terceiro (28) é CEO e fundador da Mobills, startup de gestão de finanças pessoais. Formado em desenvolvimento de softwares e análise de sistemas pela Universidade Estácio de Sá, ele sempre teve uma paixão por finanças pessoais e o sonho de empreender. Quando ainda era estagiário, já guardava dinheiro e pesquisava sobre como poupar e investir. Foi em 2014, após comprar seu primeiro smartphone e não encontrar o aplicativo ideal, que Carlos desenvolveu a ideia da Mobills. O principal objetivo da empresa é ajudar os brasileiros a terem uma vida financeira mais saudável. E em cinco anos o APP já atingiu a marca de mais de cinco milhões de downloads e é o melhor avaliado da categoria pelo Google Play e Apple Store. Além disso, a plataforma disponibiliza conteúdo sobre educação financeira nas redes sociais e no blog e lançou, recentemente, um curso EAD sobre planejamento financeiro na prática.

 

REFORMA TRABALHISTA

Osvaldo Ken Kusano*

 

A CLT foi aprovada em 1943, no primeiro governo de Getúlio Vargas, 45 anos antes da promulgação da atual Constituição Federal, sendo que, de forma legítima, representou os anseios sociais da época, como o protecionismo nacional, investimentos em infraestrutura, e a regulamentação do trabalho no setor industrial.

Todavia, os meios de produção, as tecnologias, as medidas protetivas de medicina e segurança do trabalho, e o nível de instrução dos trabalhadores muito evoluíram, tal como os demais setores da economia se desenvolveram e se diversificaram de lá para cá.

Assim, se a sociedade é dinâmica, também deve sê-la a lei, de modo que a legislação moderna deve acompanhar também os anseios sociais atuais.

Contudo, há muita desinformação e receio sobre como a Reforma Trabalhista é vista pelo Poder Judiciário, trazendo insegurança na sua aplicação, razão pela qual ainda não é tão praticada no direito material.

O mesmo não pode ser dito quanto às novidades processuais, até mesmo porque, via de regra, as normas processuais aplicam-se de imediato, respeitados os atos já praticados.

Mas a reflexão que se quer fazer não é sobre a técnica processual, e sim sobre um panorama mais amplo: o que mudou, de fato, nesses dois anos de Reforma Trabalhista, e a impressão mais forte decorre das alterações processuais.

Isso porque as estatísticas mostram uma grande diminuição de novas ações após a Reforma Trabalhista – seja por receio das novas regras processuais, seja em razão do pagamento de honorários sucumbenciais e outros encargos.

Curioso, contudo, que os honorários sucumbenciais, principal motivo da diminuição de novas ações, são devidos por qualquer parte que venha a sucumbir – seja pelo empregador que perder a ação, seja pelo empregado que não obtiver êxito em seus pedidos.

Assim, o que diminuiu não foi o ajuizamento de novas ações, mas sim o abandono de aventuras jurídicas e exageros – aqueles mesmos que o empresariado sempre criticou e que foi motivo de má fama do Judiciário Trabalhista.

As novas demandas passaram a ser mais enxutas e precisas, mais técnicas. O nível da advocacia trabalhista aumentou, permitindo que a Justiça do Trabalho se preste àquilo que sempre se destinou: fazer justiça.

E da mesma forma que não há mais espaço para o “pedir por pedir”, o mercado percebe que também não pode contar com os maus advogados – é necessário elevar a classe dos advogados trabalhistas ao patamar de dignidade do qual nunca deveria ter saído, privilegiando-se a boa técnica e os bons profissionais.

E em momentos de instabilidade, onde ouvem-se brados de que a Justiça do Trabalho deveria acabar, ao contrário, é o momento que ela mais deve se fortalecer.

Se a Reforma Trabalhista surgiu após tantos anos de anseio por mudanças, é importante que a Justiça do Trabalho também cumpra o seu papel de garantir os direitos, rejeitar abusos, e resolver conflitos nas relações de trabalho, de forma plena e digna.

 

*Osvaldo Ken Kusano é advogado, sócio de Brasil Salomão e Matthes Advocacia, especialista em Direito do Trabalho.

RAPOSAS

Após um ano de governo, as raposas começam a aparecer, para se lançar a candidatos para o lugar do nosso Presidente Jair Bolsonaro. Dória, Hulk “globolixo”, Governador do Rio Grande do Sul etc. Sugestão preparem-se para 2030.

PONTE

Hercílio Luz, ja teve a visitação de mais de 400 mil pessoas. Com certeza a velha senhora voltou em novo estilo.

A

Tensão no Oriente Médio, continua crescendo, assim como “cagadores de sentença” intitulados de especialistas  e comunistas, em política, todos contra as ações do Donald Trump.

COPINHA

São Paulo está está sendo muito boa para nossos representantes…

EMPRESAS

De ônibus da capital, do chamado sistema integrado, fazem o que querem com os usuários. E o mar continua a disposição do transporte marítimo, mas a máfia não permite.

DICA

O turismo de esportes radicais na ponte Hercílio Luz. Mas sempre lembando que ela foi reaberta para desafogar o fluxo de veículos e melhorar a mobilidade urbana.

AQUI

Em Floripa, nós temos a Ponte Hercílio Luz, cartão Postal. Em São Paulo eles tem o Poste Haddad, vergonha nacional

FRASE

” O contrário do pessimismo raramente é o otimismo. O contrário do pessimismo, se não é a boa intenção de injetar força nos fracos, o que é bonito e faz bem, é quase sempre a idiota.” Vergílio Ferreira

LEITURA

VIAGEM DE UM NATURALISTA AO REDOR DO MUNDO – Charles Darwin. Em 1831, o naturalista britânico Charles Darwin (1809-1882), com apenas 22 anos, embarcou no navio Beagle para participar de uma expedição que duraria até 1833. A jornada acabou estendendo-se por cinco anos e, conforme as palavras do próprio Darwin, “determinou toda a minha carreira”. Foi enquanto colecionava espécimes em terras pouco exploradas que ele começou a formular as idéias que culminariam em A origem das espécies, seu principal livro e divisor de águas no modo do ser humano considerar a própria existência. Viagem de um naturalista ao redor do mundo – que a Coleção L&PM Pocket publica em dois volumes – traz os diários mantidos durante essa jornada pelo cientista, que passou pela África, pelas infindáveis costas da América do Sul (inclusive do Brasil), Terra do Fogo, Andes, ilhas Galápagos e Austrália. Acompanhamos Darwin na coleta diária de materiais, graças à qual acumularia um volume único de informações; a partir desses dados seriam formuladas as teorias de evolução e seleção natural – trabalho que pode ser adivinhado, subjacente e em gestação, a cada página de suas apaixonantes observações. Publicado primeiramente em 1839, com o título de Journal and Remarks (Diário e observações), este livro é um misto de relato de viagem, livro de memórias e bloco de apontamentos. E é, sobretudo, uma deliciosa e acessível introdução à mente de um dos pensadores mais influentes da história.

ABRAÇOS

Coluna Opinião Formada – Walter Lemos Filho – E-mail: walterlemos1961@gmail.com

 

Jornais em Foco – Terça-feira (24/12/2019) – Especial Natal