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Análise política da tendências da eleição 2020 em Biguaçu

 

Na matéria de capa dessa edição o colunista Décio Alves informa o que está acontecendo nos bastidores da política de Biguaçu para fazer com que o grupo de Castelo não rache lançando dois Candidatos a prefeito enfraquecendo o seu lado e possibilitando a vitória da oposição articulada também por um ex-prefeito, no caso o Tuta (MDB).

Mais detalhes abaixo.

 

CASTELO ARTICULA PARA QUE O GRUPO DE TUTA NÃO GANHE AS ELEIÇÕES PARA PREFEITO

 

Castelo entende que separados, Douglas e Vilson entregam a eleição para o grupo político de Tuta (MDB). (Foto Arquivo JBFoco)

 

Douglas Borba já lançou o pré-candidato André Clementino. (Foto Arquivo JBFoco)

 

André Clementino, que militou décadas no MDB, filiou-se recentemente ao PSL. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Vilson (PP): cederá ou não a Douglas? (Foto JBFoco)

 

Tuta quer levar seu partido ao vitória em outubro próximo. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Salete: conversas com o MDB. (Foto Arquivo JBFoco)

O colunista Décio Alves já informava meses atrás que na hora certa o ex-prefeito de Biguaçu, o empresário Castelo (PP) colocaria o seu time em campo. E já é o que ele está fazendo.

Castelo já sentou com Douglas Borba, atual secretário da Casa Civil do governo do Estado e filiado ao PSL e também com o atual vice-prefeito de Biguaçu, Vilson Alves (PP). As conversas foram separadas mas em breve Vilson e Douglas estarão juntos em um almoço com Castelo.

SEPARADOS NÃO LEVAM

Castelo entende que o PSL separado do PP não levam a eleição em outubro próximo. Douglas já lançou o pré-candidato André Clementino, atualmente filiado ao PSL e ex-militante do MDB e Vilson já o pré-candidato a prefeito desde que se elegeu vice-prefeito da cidade. Os dois não se bicam e ninguém que ceder espaço, por isso o bombeiro Castelo, como já era previsto, entrou em campo.

RECEIO

O principal receio do ex-prefeito Castelo tem nome e endereço. Trata-se da volta do ex-prefeito Tuta ao poder.

Seu grupo tem tudo para retornar a gerir a prefeitura municipal se Vilson correr de um lado e o Douglas apoiar o André de outro, no ponto de vista de Castelo.

Não se trata de Tuta virar prefeito novamente, até porque hoje o ex-prefeito está inelegível, mas de sua influência num futuro governo municipal. Castelo que ver o diabo em vez da volta de uma gestão articulada por Tuta.

Por isso o empresário, que já foi prefeito por 6 anos, e deixou o poder para que seu vice Ramon assumisse, quer de qualquer forma unir novamente o grupo para ter uma eleição mais disputada. Ele entende que separados o MDB, junto com o PR de Salete Cardoso serão vitoriosos na próxima eleição para prefeito.

 

JORGINHO E DÁRIO ARTICULANDO EM BIGUAÇU

 

Jorginho Melo (PR), senador: articulação em Biguaçu. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Dário Berger (MDB, senador.Articulando junto com Jorginho o futuro prefeito de Biguaçu. (Foto Arquivo JBFoco)

Os senadores Jorginho Melo (PR) e Dário Berger (MDB) já se sentaram com lideranças de Biguaçu para articular uma chapa de “oposição”. A ideia inicial é unir Salmir  e Salete Cardoso, representantes do MDB e PR respectivamente numa chapa majoritária contra Vilson e André, pré-candidatos do PP e PSL respectivamente. As conversas avançam e estão entrando no jogo também o atual prefeito de Governador Celso Ramos, Juliano Duarte (PSB) que também que articular uma carreira solo em Biguaçu com o pré-candidato Daniel Luz (sem partido).

SALADA QUE NÃO SE SABE QUEM É OU NÃO OPOSIÇÃO

 

Salmir poderá ser o candidato do MDB a prefeito. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Juliano Duarte, prefeito de Governador Celso Ramos, também articulando em Biguaçu. (Foto Arquivo JBFoco)

Tudo que o ex-prefeito Castelo fez o atual prefeito Ramon destruiu. Castelo articulou uma base de sustentação com vários partidos que já duram 12 anos. Ramon, com o seu jeito privado de governar (ele só pensa em seus negócios próprios) conseguiu desarticular tudo, tanto é verdade, que os partidos que dão sustentação ao governo desde a época de Castelo já lançaram 6 pré-candidatos: Vilson (PP), Marconi (DEM), Alexandre Martins (recém filiado ao PODEMOS, mas até então estava filiado ao PP), Salete (PR), Ângelo (PSD) e o próprio Douglas, que lançou André (recém filiado ao PSL). Todos os 6 nomes acima estão direta ou indiretamente ligados aos partidos que estão unidos desde a primeira eleição de Castelo.

No entanto as articulações para se ter a chapa ideal não estão num direcionamento total de oposição e situação. Vamos aos casos:

01-       Se o MDB lançar o vereador Salmir ou até mesmo a vereadora Magali tendo a vice Salete Cardoso, essa chapa não configurará oposição pois Salete está no governo Ramon inclusive com várias indicações de cargos. Imaginem um discurso de Salmir com a Salete em seu lado?

02-       Já o PSL tem o pré-candidato André Clementino, que tomou uma posição corajosa desfiliando-se do MDB, partido que que e elegeu duas vezes vereador e foi candidato a vice na eleição passada encabeçada por Tuta (MDB) e filiou-se ao PSL. O vice idealizado por Douglas Borba, o idealizador do nome de André, é Ângelo Ramos (PSD), partido do atual prefeito. Como essa chapa poderá se definir? Oposição ou situação? A mesma coisa: como André poderá criticar Ramon com Ramos em seu lado?

03-       Vilson Alves é o único pré-candidato que tem definição sólida. Trata-se do candidato do CONTINUÍSMO.

04-       E o comandante Peres, atualmente filiado ao PRTB, mas pode se filiar-se ao Aliança do Bolsonaro também caracteriza-se, se não unir com gente da situação, como candidato efetivamente da OPOSIÇÃO.

Diante disso as articulações viraram uma salada total. No entanto isso é válido no processo democrático. Os fins muitas vezes justificam os meios quando se fala em política.

QUEM VAI ORGANIZAR TUDO ISSO?

 

Prefeito Ramon destruiu a união que tanto Castelo batalhou para concretizar. (Foto Arquivo JBFoco)

O objetivo de Castelo, como já foi escrito é unir todos. Mas como ficará essa composição? Quem cederá? Se Vilson for cabeça de chapa tendo o seu vice André, esse aceitará? E se for o contrário, Vilson será novamente candidato a vice? Realmente o desafio de Castelo é grande, até porque se essa união não se concretizar o seu papel vai ter que ser neutro porque ele não poderá rachar nem com Vilson e Douglas. Os rachas evidentes dos partidos da base de sustentação do governo, aumentados nesse “des”governo Ramon são frestas profundas.

Mas no fundo o que Castelo quer, do jeito dele, é conseguir com que Vilson Alves seja o cabeça de chapa. Nos bastidores da política isso é evidente. Por isso essa conversa mansa de união não passa de uma estratégia em ter um aliado seu prefeito de Biguaçu. Não é fato que Castelo não simpatize com o André, mas jamais trocaria um progressista com um ex-emedebista. Até porque Vilson Alves já deixou chegar aos ouvidos de Castelo e Ramon o quanto “custou” a reta final da reeleição de Ramon. Não ficou claro o que ele quis dizer com CUSTOU. Será o custo do seu trabalho em pedir votos? Ou outra coisa?

No calor das articulações de Douglas Borba, que acabou achando o André Clementino como o futuro candidato do PSL a prefeito da cidade, o ex-prefeito não escondeu o seu descontentamento de Borba vir a prestigiar um ex-integrante do partido de Tuta.

Mas com o seu espírito de conciliação Castelo fará de tudo para unir esse racha todo, no entanto o que ele almeja lá no fundo mesmo é impor uma candidatura Vilson Alves com apoio de Douglas Borba. Por causa disso já conta com o apoio de setores do DEM de Marconi Kirch. Castelo sabe que sozinho Vilson não leva.

PARTIDOS PRÓ PSL 

Jeferson Binhotti, presidente do PODEMOS: “nosso partido estará com o PSL desde que este não estejam juntos de Vilson Alves, Salete Cardoso e Ramon Wollinger”. (Foto Arquivo JBFoco)

O PSL já vem trabalhando para conseguir o maior número de partidos pró candidatura André. O PODEMOS é um deles, desde que não tenha nessas articulações Vilson Alves e Salete Cardoso em qualquer composição. O presidente do partido na cidade, Jeferson Binhoti já deixou claro que o PODEMOS não estará junto onde estiver Ramon, seu vice-prefeito e Cardoso. Para eles esses nomes são o atraso da política de Biguaçu.

MDB QUER CANDIDATURA VILSON 

Vilson Alves: segundo o vice -prefeito a reta final da vitória da reeleição de Ramon CUSTOU alto. O que significa custar alto Vilson? (Foto Arquivo JBFoco)A princípio o MDB estava em tratativas com o PSL de Douglas Borba. Mas as conversas esvaziaram quando André Clementino deixou o partido para se filiar ao partido do governador. Diante disso, o presidente do MDB, o ex-prefeito Tuta começou a conversas com outras siglas partidárias e não escondeu de ninguém almejar a vereadora Salete Cardoso numa composição majoritária. Nas eleições passadas Cardoso queria de todo modo unir-se a Tuta quando esse foi candidato, no entanto um grupo dentro do MDB impôs de forma severa a essa possibilidade. Isso acabou tendo um preço alto por que Tuta perdeu por apenas 83 votos de diferença as eleições para Ramon (PSD). Se Salete estivesse junto com ele, a história da eleição seria outra.  Diante desse fato Tuta quer negociar com Salete e as tratativas estão praticamente definidas.

O que pega é que todo mundo sabe que Salete negocia apoio por cargos e vai onde o vento soprar mais forte. Tuta vai ter que convencer que as eleições estão propícias para o MDB mas o apoio de Salete é fundamental.

Por causa disso o MDB quer que Vilson se lance candidato e que essa tentativa de união que Castelo que fazer não dê em nada.

A eleição com Vilson e André candidatos facilita uma vitória do MDB. Salete já percebeu isso. Separados Vilson vai ter uma eleição vergonhosa e as condições ficam difíceis para André, segundo alguns emedebistas . Esse raciocínio deve estar bem claro também a Castelo.

 

QUEREM O APOIO DE RAMON MAS ELE NÃO PODE APARECER

 

Prefeito Ramon virou um tipo de Zumbi político para pré-candidaturas de partidos aliados. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Outro fato interessante nessas articulações, principalmente dos partidos que fazem parte da base de sustentação do governo, é o que eles pensam do prefeito Ramon. Não querem de jeito nenhum que ele apareça no lado dos seus pré-candidatos, mas não querem ser oposição clara a ele porque o homem ainda tem a caneta na mão é isso é muito útil numa eleição. Ramon virou um tipo de ZUMBI POLÍTICO, ninguém quer ficar perto, mas também tem que respeitar porque senão ele pode atrapalhar. Por causa disso tem gente defendendo que Ramon pegue férias no período eleitoral.

 

(Décio Baixo Alves)

 

Feijoada do Décio 2020

 

 

 

 

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