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Walter Lemos Filho

E-mail: walterlemos1961@gmail.com

BOM DIA

 

Meu bom dia desta segunda-feira vai para Goiás, para minha linda e querida amiga Rona Bojanic. Admiro seu jeito e estilo de ser mulher. Sempre muito ponderada e cheia de estilo. Seu sorriso é sua marca registrada. Deixo aqui meu carinho reverência e meu desejo de 2020 maravilhoso.

CIDADES

Do litoral Norte, com Balneário de Camboriú, Itajaí e Barra Velha, investem no turismo em que sentido? Pois é só chover que estragos e transtornos leia-se alagamentos se tornam comuns.

COLABORADOR

Do time derrotado de Caxias do Sul, que empatou com Botafogo e agrediu árbitro por trás, que as câmeras de TV  pegaram, tem que pegar pena exemplar e ainda ser processado pelo juiz.Covarde!

 

TRABALHO INFORMAL NOS LIXÕES

 

* Francisco Oliveira

A falta da gestão de resíduos vai além dos impactos negativos na economia brasileira e na saúde pública. Trabalhadores informais, mais conhecidos como catadores, recuperam e vendem materiais recicláveis retirados dos lixões – um trabalho nobre e honroso que garante a coleta e triagem de materiais recicláveis, gerando múltiplos benefícios sociais. Porém, que coloca suas vidas em risco.

Para se ter uma ideia da gravidade da situação, de acordo com um relatório da Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA) e da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), a exposição aos lixões a céu aberto tem um impacto prejudicial sobre a expectativa de vida da população maior do que a malária. A atividade é considerada pelo Ministério do Trabalho como insalubre em grau máximo, pois estão submetidos ao calor, umidade, ruídos, chuva, risco de quedas, atropelamentos, cortes, ao contato com ratos, sobrecarga por levantamento de peso e contaminações por materiais biológicos.

Já o estudo realizado pela Coordenação de Vigilância e Saúde (Covisa), Fundacentro e os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CRST), analisou as condições de trabalho, saúde e segurança de, aproximadamente, 900 catadores do estado de São Paulo. Na pesquisa, foram encontrados agentes químicos no ambiente de trabalho que causam doenças respiratórias e dermatoses por contato. Além dos riscos de doenças osteomusculares e circulatórias, os trabalhadores, que lidam com prensas enfardadeiras das centrais não possuem proteção, o que traz risco de amputações.

Não bastasse sofrer com todos os riscos e exploração da força de trabalho, os catadores encaram o que chamo de marginalização da profissão, que nada mais é do que o preconceito da sociedade — mesmo sendo os grandes responsáveis pelos altos índices de reciclagem no país. Afinal, eles não carregam lixo dentro das carroças, mas sim, mercadorias.

O que muitos não se dão conta é que, a desvalorização dos catadores é prejudicial ao meio ambiente e para a sociedade, pois além de serem o meio mais eficiente e econômico de garantir a coleta e triagem de materiais recicláveis, geram múltiplos benefícios sociais, econômicos e ambientais.

Mesmo com a situação de precariedade na qual esses trabalhadores vivem, a grande questão é que não existiria reciclagem no Brasil se não fosse o esforço dos catadores. O poder público precisa assumir suas responsabilidades com o meio ambiente, com a população e, principalmente, com esses profissionais. A inclusão social e a formalização da atividade devem ser articuladas a uma política que garanta a segurança e benefícios para essa classe, o que poderia ser incorporado às políticas públicas de serviços, saúde e laboral, desde que estas áreas se integrem, de forma objetiva, para buscar soluções que valorizem e minimizem os danos a estes trabalhadores.

 

INFRAESTRUTURA NA AMÉRICA LATINA

Fernando Faria

Cerca de 75% dos objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) estão dependendo da capacidade de planejar, construir, aprimorar e gerenciar ativos de infraestrutura. O tamanho da oportunidade é significativo e o mercado está aberto agora para a comunidade internacional, principalmente, para a América Latina. Para atender a essa nova realidade, duas tendências emergentes de infraestrutura estão se tornando predominantes. O crescimento do mercado emergente e a importância da sustentabilidade são os temas mais discutidos pelo setor atualmente, vêm fundamentando as decisões tomadas e criando um novo perfil de investidores para a indústria.

No que diz respeito à América Latina, esse é um momento bom para a indústria de infraestrutura pois coincide com o fato de os governos latino-americanos estarem procurando novos investidores que complementem ou substituam os players locais e regionais, muitos dos quais foram citados em escândalos de corrupção. Nesse contexto, os governantes agora precisam criar um novo mercado privado disposto a trabalhar com o setor público para preencher as lacunas significativas no setor. Além disso, esses governos têm buscado fazer alterações em normas regulatórias para que estas estejam mais próximas das melhores práticas internacionais. Pela primeira vez em anos, vemos governos implementando mecanismos para atrair financiamento privado.

No que diz respeito à estruturação de projetos, o Brasil está implementando uma metodologia elaborada pelo Tesouro do Reino Unido, para que assim o país seja capaz de diminuir a discrepância entre as práticas utilizadas e as implementadas internacionalmente, e aprimorar a qualidade dos projetos antes que eles sejam lançados no mercado. Além disso, o país também está mudando as regras financeiras para atrair financiamento privado, um grande avanço para que os projetos cheguem melhores ao mercado.

Há cinco anos, no Brasil e em grande parte da região, a maior parte das licitações era ganha por um número restrito de empresas regionais, sob o domínio das empreiteiras. O mercado estava praticamente fechado para investidores internacionais.

A Colômbia, por exemplo, está perto de financiar um dos maiores projetos de parceria público-privada na América Latina, a primeira linha do Metrô Bogotá, um projeto de US$ 4,5 bilhões. O governo colombiano entendeu que deveria assumir a liderança para certificar-se de que o projeto seria capaz de obter o financiamento requerido. Até mesmo o Equador está avançando na agenda de monetização de ativos para atrair investidores. Com o risco monetário fora da equação, uma vez que a economia está dolarizada, o país atrairá investimentos internacionais.

O Peru, por sua vez, está deixando de usar o modelo de remuneração com base em milestones de construção para passar a utilizar o modelo de pagamentos por desempenho. Paralelamente, o governo está criando contratos-padrão de parceria público-privada para refletir as melhores práticas internacionais e, com isso, não somente atrair investidores estrangeiros, mas também garantir o retorno dos investimentos.

Já com relação à segunda tendência, a sustentabilidade esta-se tornando predominante nas decisões de investimento. O fato é que o novos projetos de infraestrutura estão sendo pensados na América Latina como um todo da mesma forma que há dez ou 15 anos quando foram implantados no Canadá ou no Reino Unido. Esses projetos de infraestrutura não levaram em conta de forma adequada os impactos ambientais ou os potenciais efeitos da mudança climática. As decisões ainda são baseadas principalmente em termos financeiros porque a mudança climática e a sustentabilidade não eram uma questão-chave quando esses projetos de infraestrutura padrão no mundo desenvolvido foram criados. Quando se trata de sustentabilidade e mercados emergentes, ainda há muito, por isso, a ser feito. Então, este é o momento de incorporar critérios ambientais, sociais e de governança no processo de tomada de decisão. Todos esses fatores estão mudando o perfil da infraestrutura na América Latina, de investidores locais para players internacionais.

*Fernando Faria é sócio- líder de infraestrutura da KPMG.

FIGUEIRA

Já garantiu vaga na próxima fase do Copa do Brasil, onde enfrentará o Vitória do Espírito Santo. E ontem em Concórdia o resultado foi o esperado.

PREFEITO

Jean, tem muitas explicações para dar. Agora fico pensando se estas operações do Ministério Público e Polícia Federal existissem a uns 40 anos atrás, tinha muito político preso, e que “caga sentença” em entrevistas de jornais se julgando um quase Lula. Leia-se santos.

DICA

Toas as segundas-feiras na Catedral Metropolitana de Florianópolis as 17h30 tem o Santo Terço dos Homens. Estão todos convidados. Mulheres também são bem vindas.

MEU

Sonho é ver o poder público brasileiro, não investir mais em Carnaval. Isso fica de responsabilidade da iniciativa privada.

TRUMP

Foi absolvido esquerdopatas. Vão agora fazer protesto na Big Aplle?

FRASE

” Se não pra resolver seus problemas comendo gelatos da Empórium… Procure um terapeuta pois seu problema é sério”

LEITURA

MADAME BOVARY – Gustav Flaubert. Flaubert inventou um estilo totalmente novo e moderno, praticando uma escrita que, ao longo dos cinco anos que levou para terminar o livro, literalmente avançou palavra a palavra. Cada frase devia refletir o esforço em obtê-la, sendo reescrita e reescrita ad infinitum. Mestre do realismo, o autor documenta a paisagem e o cotidiano da segunda metade do século 19, ironizando os romances sentimentais e folhetins, gêneros que considerava obsoletos. A história faz um ataque à burguesia, desmoralizando-a com a descrição exuberante de sua banalidade. Em um tempo em que as mulheres eram submissas, Emma Bovary encontra nos tolos romances dos livros o antídoto para o tédio conjugal e inaugura uma galeria de famosas esposas adúlteras atormentadas na literatura.”

ABRAÇOS

Coluna Opinião Formada – Walter lemos Filho – E-mail: walterlemos1961@gmail.com

 

 

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