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Caro leitor morador de Biguaçu. Se você quiser levar seus filhos num parque, fazer uma caminhada com sua esposa ou namorada, querer assistir a alguma apresentação musical ou de dança ao ar livre, em qual lugar você iria aqui em Biguaçu?

A resposta certamente é um sonoro NÃO. Não tem esse lugar em terras biguaçuenses. Não há um parque público com uma boa pista de caminhada, com um ou dois parquinhos infantis, onde haja uma concha acústica e tenha um espaço adequado para a instalação de uma feira de artesanato e comidas.

Uns vão dizer que Biguaçu tem a praça Nereu Ramos. Mas é uma praça muito pequena e não tem pista de caminhada.

Parque do qual estamos falando é uma espaço público de um bom tamanho para atender mais ou menos a demanda de uma cidade como Biguaçu que já tem 70 mil habitantes.

Por que estamos falando disso? Na tarde do último domingo (17/02/2020), passeamos pela recém aberta ponte Hercílio Luz, em Florianópolis.

E o que a prefeitura da capital fez? Transformou o entorno daquela ponte num espaço público. Instalaram um palco para apresentação de músicos ou de som mecânico. Na rua ao lado, instalaram uma feira de artesanato e comidas típicas de vários países.

Sim, as barracas eram sinalizadas por bandeiras de vários países. São cidadãos, alguns refugiados de países como Venezuela e Síria, que comercializam pratos de sua culinária.

Ao lado, há um parque, o da “Luz”. O leitor sabe o que era antigamente esse local? Era o antigo cemitério de Florianópolis.

Quando o governo do Estado decidiu construir a ponte Hercílio Luz na década de 1920, o cemitério que havia no local foi retirado e os restos mortais levados para o “novo” cemitério da cidade, num distante local chamado “Itacorubi”.

E o terreno em questão, com a retirada dos túmulos, virou o atual “Parque da Luz”, que a prefeitura reurbanizou e hoje é atração turística em Florianópolis.

E voltando a Biguaçu? Que planos tem a prefeitura de Biguaçu para construir um parque municipal?

Pelo jeito, nenhum. Aos poucos, o perímetro urbano estará todo ocupado por prédios e casas, sem nenhum espaço público.

Em 1994, a prefeitura de Biguaçu desapropriou uma fazenda para a construção de uma área industrial. Apesar da “nobreza” do projeto, nada saiu lá a não ser improviso.

Desse grande terreno, sobrou ainda uma área considerável e o que o atual prefeito, essa “sumidade” chamada Ramon Wollinger pretende fazer? Um presídio!!!

Sim, Biguaçu não tem um parque municipal de tamanho considerável, no meio de uma área verde, com pistas de caminhada, parquinhos, quem sabe algumas quadras e uma concha acústica.

E o prefeito, sabendo disso, o que fez? Sem consultar a população nem a Câmara de Vereadores, Ramon autorizou transformar a área num presídio para 400 presos, isso em pleno centro urbano da cidade. Que côza linda!!!, como dizem os manezinhos.

Certamente o prefeito Ramon vai dizer que fez um parque, o da “Lagoa do Amilton”, na Praia João Rosa.

Realmente é um belo parque, mas de que adianta construir um belo parque que, dependendo do vento, cheira a ESGOTO, ou melhor, a “m…..”. Sim, um parque que é bombeado com água do rio Caveiras, um esgotão a céu aberto, o curso d´água mais poluído de Biguaçu.

E depois vem querer dizer que se trata de um “parque”?

Biguaçu precisa de um, dois ou três parques de verdade. Um local onde possa haver apresentações musicais ao ar livre através de conchas acústicas.

Não existe a escola municipal de música? A concha acústica, algo que não existe em Biguaçu, não poderia servir para apresentações mensais ou bimensais de alunos da dita escola musical?

E falamos de parques para uma outra finalidade muito importante: um local para a realização de feirinhas de artesanato e gastronômicas.

Em Biguaçu, só existe uma feirinha desse tipo, mas apenas de artesanato, e ocupando uma praça pequena, a central da cidade.

Bom! Perguntar não ofende: Biguaçu tem um departamento de cultura e entretenimento? A turma que trabalha lá já pesquisou o assunto “parques”? Está elaborando algum projeto? Já está pesquisando onde buscar verbas para viabilizar um projeto desses?

Como em Biguaçu não há esse espaço, os biguaçuenses que desejam passear num parque de verdade, preciso deslocar-se a Florianópolis.

Quem tem carro, isso é tranquilo, mas aquele que dependem de ônibus? Que fiquem enfurnados em casa assistindo ao Faustão ou ao Sílvio Santos.

Esperamos estar contribuindo para o debate.

 

Ozias Alves Jr (Editor)

E-mail: reportagemjbfoco.com.br

 

FOTOS

Ponte Hercílio Luz. (Foto Ozias Alves Jr)
Feira foi instalada no entorno da ponte Hercílio Luz. (Foto Ozias Alves Jr)
Prefeitura de Florianópolis instalou parquinho infantil em frente à ponte Hercílio Luz. (Foto Divulgação)
Feira de artesanato e gastronomia. (Foto Divulgação)

 

VÍDEO

 

 

 

 

 

 

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