Na manhã de hoje (sábado, 11/04/2020), o JBFoco publicou o artigo intitulado “Senador Jorginho Melo: se essa postagem sua for verdadeira, eis a conclusão mais que lógica: você é um MENTIROSO, quando não coisa pior!!!”

O artigo foi escrito baseado numa postagem no instagram oficial do senador: “Amigos, em 2018 eu já não usei o Fundo Eleitoral. Votei contra em 2019 e (sou) voto favorável à destinação do recurso do Fundo Eleitoral para (a) saúde em 2020”.”

No artigo em questão, fizemos a seguinte observação: “Se Jorginho não conseguir provar que essa postagem do instragram realmente não é de sua autoria, os registros da Justiça Eleitoral vão deixá-lo numa “sinuca de bico”, pois lá consta que o “nobre” senador recebeu R$ 3 milhões de Fundo Partidário para sua campanha eleitoral.”

A assessoria do senador entrou em contato com o JBFoco e realmente a postagem do senador Jorginho Melo estava CORRETA: ele realmente NÃO USOU O FUNDO ELEITORAL.

O que realmente o senador utilizou na eleição 2018 foi o “FUNDO PARTIDÁRIO”, que é um segundo fundo de caráter parecido, mas do “eleitoral”, ele realmente não usou em 2018.

 

FUNDOS DA POLÍTICA

No Brasil, há dois fundos. Um chama-se “Fundo Partidário”, criado em 1995. No entanto, três anos atrás, em 2017, foi criado um SEGUNDO fundo com o objetivo de financiar as campanhas eleitorais e este recebeu o nome de “Fundo ELEITORAL”.

Em suma, quando o senador Jorginho disse que “não usou o Fundo Eleitoral”, ele em momento algum estava faltando com a verdade. Na realidade, sua campanha eleitoral de 2018 foi financiada pelo segundo fundo, o Partidário.

O JBFoco ERROU ao confundir “fundo eleitoral” com “fundo partidário”. Pensávamos tratar-se da mesma coisa. Afinal de contas, as palavras “partidário” e “eleitoral” realmente confundem e parecem sinônimos.

Não é. O Fundo Partidário é para ajudar nas despesas físicas dos partidos (aluguéis, telefone, correio, água, eletricidade etc). Já o Fundo Eleitoral foi justamente criado para custear as eleições dos partidos, depois dos escândalos desnudados pela Operação Lava Jato, que desnudou a promiscuidade do financiamento de partidos por parte de grandes empresas (leia-se Odebrecht, OAS etc).

Para evitar isso, criou-se um fundo que recebeu desta vez o nome de “Eleitoral”, mas com dinheiro público, para que os partidos tivesse um dinheiro mínimo de origem pública para poder custear as campanhas eleitorais.

 

RETRATAÇÃO

A assessoria de Jorginho queria que publicássemos a seguinte retratação: “Retratação: o Jornal JBFoco pede desculpas ao Senador Jorginho Mello.

O jornal, de forma equivocada, informou que uma postagem do Senador Jorginho Mello era mentirosa, por isso pede desculpas. Como mostra a planilha usada na divulgação, o Senador não usou o Fundo Eleitoral em 2018, diferente do que noticiou o JBFoco.”

No entanto, achamos um pouco exagerada. Pedimos desculpas pelo uso do termo “mentiroso”, mas lembrando que não o chamamos diretamente de “mentiroso” a não ser na condicionante de que se realmente o senador não conseguisse provar o que escreveu.

Na realidade, estava correto. Se o senador tivesse uso o termo “Fundo Partidário”, não teríamos equivocado-nos. Mas não foi o caso. Reconhecemos nosso erro.

 

A DISCUSSÃO

Com a pandemia da Covid-19, a opinião pública brasileira defende a ideia de que os recursos dos “Fundos” tanto partidário quanto eleitoral a serem utilizados nas eleições de outubro de 2020 sejam confiscados para custear hospitais e todo o atendimento das vítimas do coronavírus.

Dentro desse debate, o senador posicionou-se publicamente a favor de utilizar os recurso do “Fundo Eleitoral” para o esforço público de atender as vítimas do coronavírus.

Sobre o uso do “Fundo Partidário” (o segundo fundo), ainda não temos informações sobre o posicionamento do senador Jorginho Mello dentro dessa discussão que vem inflamando os ânimos nesses dias difíceis de pandemia.

 

Ozias Alves Jr (Editor)

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