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A cada dia, mais detalhes vão sendo acrescentados ao Escândalo dos Respiradores”, que literalmente implodiu Douglas Borba, até então um promissor político que tinha tudo para eleger o próximo prefeito de Biguaçu e quem sabe tornar-se deputado estadual em 2022.

O fato agora é o seguinte: Fábio Deambrósio Guasti, o empresário da Veigamed que Douglas indicou para fornecer os “malditos” respiradores para o governo do Estado, vem afirmando que os 200 aparelhos, que custaram R$ 33 milhões, serão entregues. É só aguardar!

Guasti tem dito que está à disposição para depor na Operação Oxigênio e que houve “lisura” em todo o processo.

É verdade que, ao final, se os 200 respiradores forem entregues- mesmo que fora do prazo- o processo não terá a principal “chama” de escândalo, que seria a “não entrega” dos produtos.

Os primeiros 50 respiradores já vieram da China e estão no aeroporto Hercílio Luz. Detalhe: os aparelhos são de um modelo inferior, apenas para o transporte na ambulância e não para hospitais.

Aí a coisa complicou para Guasti. Por enquanto, só veio um quarto da encomenda e, ainda por cima, os equipamentos estão errados. Nem estamos falando dos problemas de documentação e, para complicar o meio de campo, a empresa chinesa ameaça não enviar os outros 150 respiradores, se bem que, se for do mesmo modelo do primeiro lote, nem precisa mandar porque não é o equipamento previsto no contrato.

Enfim, o empresário Fábio Guasti vem dizendo que irá provar a “lisura” do processo, porém quando mais o tempo passa, mais complicadores vêm aparecendo nesse processo. Vale lembrar que R$ 32,6 milhões do dinheiro depositado adiantado pelo governo de Santa Catarina já foi sacado do banco. Onde está esse dinheiro? Se os respiradores realmente não forem entregues, a empresa irá devolver esses R$ 32,6 milhões? Eis a grande questão.

Douglas Borba está nesse escândalo porque, segundo a polícia, ele, que era secretário da Casa Civil, interferiu na compra de respiradores na secretaria de Estado da saúde. Foi ele quem teria indicado a empresa Veigamed, o que ele nega veementemente, para vender os aparelhos e teria cometido o erro fatal, que lhe custou a carreira e a reputação, de ter pressionado, segundo as acusações, para que a compra fosse paga adiantada sem a entrega dos produtos.

Outro complicador recentemente revelado foi que, antes de aparecer a Veigamed, o governo do Estado tinha recebido a proposta de fornecimento de 100 respiradores por uma empresa de São José (SC), a Intelbras, cujo custo seria 1/3 do preço da Veigamed.

Não só o governo do Estado desistiu de comprar respiradores mais baratos como também “interessou-se” em adquirir os mesmos equipamentos bem mais caro numa empresa carioca. 

 

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