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A juíza substituta da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Florianópolis, Ana Luísa Schmidt Ramos, mandou indisponibilizar os bens do ex-secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino, por causa daquela “meleca” do pagamento adiantado de R$ 33 milhões por 200 respiradores pelo governo de Santa Catarina, mas que o equipamento não foi entregue até o presente momento. Como Helton era o responsável pela compra, acabou fora do cargo e agora está com seus bens indisponíveis até que a situação se resolva.

A juíza atendeu a um pedido do Ministério Público baseado numa ação popular impetrada pelo deputado estadual, Bruno Souza (Novo). Este também pediu para que o passaporte de Zeferino também fosse confiscado, para que o ex-secretário não tenha possibilidade de fugir do país, mas a juíza achou desnecessária tal medida.

No entanto, a promotora Darci Blatt, que apresentou o pedido ao judiciário, observou: “A cada minuto que passa estamos mais distantes de reaver o valor despendido para a compra dos respiradores”.

A razão é simples. O dinheiro depositado simplesmente foi sacado antes que a justiça decretasse o bloqueio da conta bancária da empresa Veigamed, a pivô da crise. Segundo a promotora, não há garantias nem de que o dinheiro (R$ 32,6 milhões) possam ser reavidos como também que o estado de Santa Catarina receba os 200 respiradores.

 

MELECAS NO VENTILADOR

Enquanto isso, Zeferino não aguentou a parada, que não é a “Parada Gay”, e garganteou bonito na última terça-feira (05/05/2020) diante dos policiais do Gaeco. Ele entregou seu celular para perícia dizendo que ali estariam as provas segundo as quais o secretário de Estado da Casa Civil, Douglas Borba, teria apresentado a ele, o então secretário de saúde Zeferino, a empresa Veigamed e que teria feito supostamente pressão para que esta empresa fosse a escolhida para fornecer os respiradores ao preço total de R$ 33 milhões.

E Helton Zeferino aprofundou a “Garganta Profunda”. Disse aos policiais que Douglas estaria supostamente envolvido no episódio do Hospital de Campanha de Itajaí, cuja polêmica estourou no início da crise do coronavírus em Santa Catarina, entre março e abril deste ano.

O ex-secretário Helton salientou que virou o “Bode Expiatório” do rolo todo, mas que não iria ficar quieto sofrendo toda a pancadaria do escândalo. Parece que Zeferino estaria sendo pressionado pela própria família a colocar a “meleca no ventilador” de uma vez por toda, acionando a bomba atômica e, quem sobreviver, sobreviverá no governo do estado.

 

DOUGLAS NA ALESC???

O jornal político eletrônico SC em Pauta publicou o seguinte: “(…) em busca de uma sobrevivência no governo, Douglas Borba esteve ontem (quarta, 06/05/2020) na Assembleia Legislativa, onde visitou alguns deputados. Ainda não obtive o conteúdo das conversas, porém, o entendimento é de que Borba foi ao gabinete do deputado Maurício Eskudlark (PL), para tentar convencer o parlamentar a não apresentar o pedido de impeachment contra o governador, Carlos Moisés da Silva (PSL), situação que é irreversível, visto que mesmo se Eskudlark declinasse, já há outros prontos para serem protocolados.”

Douglas teria ido à Alesc pedir para que os deputados não apresentassem o pedido de impeachment contra o governador? Teria acontecido isso mesmo?

 

 

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