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Não é difícil encontrar gente que alega ser o “Brasil é um país racista”, que os afrodescendentes são “discriminados”, que faltam “oportunidades” para os afros etc e tal.

Perfeito. É o que se fala a torto e a direito. Mas espera aí. Façamos um exercício de lógica. Se o Brasil é um país “racista”, subentende-se a existência de uma “ideologia” que dê o suporte teórico para essa ideia geral.

Ideologia, como o próprio nome “ideo” indica, é um conjunto de IDEIAS que formam uma filosofia que, por sua vez, impulsiona algum movimento político.

A pergunta é: existe alguma ideologia em voga no Brasil que defende princípios racistas para fundamentar a legitimidade da não igualdade racial?

Existe algum livro escrito aqui no Brasil defendendo racismo contra os afrodescendentes?

Existe algum político, escritor ou filósofo do Brasil que defende racismo? É possível citar algum nome?

Existe algum partido político aqui no Brasil que defende algum tipo de ideia extremista contra os negros como política estatal?

Existe alguma agremiação tipo Klu Klux Klan que promove atentados contra negros no Brasil?

Existe alguma literatura “negra” voltada ao mundo “negro” do Brasil? Isto é, de tão “discriminados” que são, os negros têm uma literatura própria e esta circula em seus guetos?

Existe “apartheid” no Brasil?

A raciocínio é simples: como é que o Brasil é racista se ninguém consegue indicar uma filosofia, um partido, um livro, um autor ou uma única organização extremista nascida e criada no Brasil que defendem princípios racistas?

Pensem bem: se “o Brasil é um país racista”, é baseado em que ideologia? Qual ideologia existente em voga no país que dá a sustentabilidade teórica que fundamenta o racismo?

Se ninguém provar o contrário, simplesmente não existe. Não é paradoxal isso? Não é estranho isso? Já pararam para pensar nisso?

Machado de Assis era mulato, mas isso não o impediu de ser respeitadíssimo ao ponto de fundar a Academia Brasileira de Letras.

Lima Barreto era mulato, mas seus problemas não foram derivados do racismo, mas sim do alcoolismo, o que é bem diferente.

Em Santa Catarina, o estado “europeu” do Brasil, o antigo palácio do governo, que hoje virou museu, chamava-se e continua chamando-se “Cruz e Souza”, em homenagem a um poeta negro.

Pelé é preto, mas não consegue andar na rua e muito menos tomar uma cerveja num bar da esquina, porque, se atrever a fazer isso, o “neguinho” simplesmente não vai conseguir andar, pois logo ficará rodeado por uma multidão de fãs.

Num país realmente racista, uma cena dessas seria possível? Se é um país racista, por que homenagear um negro com nome de palácio? Não é paradoxal isso?

O nazismo, racista ad extremis e genocida, surgiu inspirado no fascismo italiano e, por sua vez, inspirou o fascismo brasileiro, que aqui ganhou o nome de “Integralismo”.

E vejam a ironia. O Integralismo era “integrado” por pessoas de todas as raças, inclusive negros. Sim, negros. Quer dizer, o partido político que poderia defender o racismo, no Brasil não era e nunca foi racista.

Pensando bem, isso não é paradoxo demais?

Outra ideia em voga é a de que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888 e deixou os negros a ver navios, isto é, libertou-os, mas não providenciou empregos aos mesmos.

Perfeito. Mas alguém já analisou que o Brasil entre o final do século XIX e início do XX era um país agrário cuja economia girava integralmente em torno do café e onde não havia indústrias e, o que havia, era de número muito limitado?

O Brasil só foi começar a ter industrialização depois que Getúlio Vargas conquistou o poder em 1930 e a derrocada da antiga política em torno do café. Em suma: entre os 42 anos entre a abolição da escravatura até a “Revolução de 1930”, os antigos escravos e seus descendentes não tinham emprego não por causa do racismo, de uma política “deliberada” de privá-lo do acesso ao emprego, mas sim por causa da pouquíssima oferta de trabalho num país 99,9% focado apenas no atraso do café.

Defender a ideia da “privação de empregos para os negros após a abolição” não passa de pura falta de informação dos fatos históricos?

E outra questão. A pergunta provocativa é: o Brasil tem negros? Calma, antes de xingarem, respondam qual é vossa definição de “negro”, caro leitor?

Negro é o africano puro, sem misturas. E o preto “pretinho” mesmo. Alguém conhece um brasileiro negro 100% preto?

No Brasil, a população afrodescendente é majoritariamente “mulata”, isto é, é filho, neto, bisneto de pai branco e mãe negra ou vice versa.

Se o Brasil é um país “racista”, por que tem tantos mulatos? Já pararam para pensar nisso?

Se o Brasil é um país racista, por que não é parecido com os Estados Unidos, berço da Klu Klu Klan, com existência notória de literatura extremista, com defesa de princípios racistas por certas mentes e onde os negros são realmente negros, o que evidencia serem menos comuns os casamentos multiétnicos?

Aqui ninguém está dizendo que o Brasil é o “Paraíso Racial” e onde não haja alguns incidentes de xingamentos raciais e certos conflitos por causa da cor da pele.

Há problemas, sim. Ninguém nega isso. Deixemos isso bem claro. Mas está longe de se rotular, com certeza absoluta, de que o “Brasil é um país racista”. É simplista demais. Os fatos não se encaixam 100% nessa “certeza propagandística”.

Na realidade, é uma vã tentativa de se criar uma realidade fictícia para justificar discursos políticos esquerdistas concebidos para a manipulação pura e simples.

“O capitalismo não presta”, “o Brasil é racista”, “A Petrobrás é nossa” etc, etc, etc.

Tomem cuidado com a manipulação. As coisas não são tão simples como são pintadas pelos slogans e frases de efeito.

Aliás, um exemplo bem prático da manipulação de narrativas. Vejamos os nossos livros de história. Não se conta que europeus de raça branca também foram vítimas de traficantes de escravos. Só para se ter uma ideia, no século XVIII, por volta de 1,1 milhão de europeus “brancos” foi escravizado pelos árabes e comparsas africanos. Sim, UM MILHÃO de europeus!!!

A África não é nem foi tão “coitadinha” assim. Para quem não sabe, africanos, que escravizavam outros africanos, isso desde que a África é África, também capturavam escravos brancos, conforme relata o jornalista da Costa do Marfim e residente na França, Serge Bilé em seu livro “Quand les noirs avaient des esclaves blancs” (2008) (trad.: Quando os negros tinham escravos brancos).

Que ninguém venha afirmar que Bilé é “branco” e está defendendo uma história “fake”. Pelo contrário. Bilé é africano, preto e, como talentoso jornalista que é, seu objetivo é buscar a verdade onde estiver e doa a quem doer. Não é um “comunista” ou “petista” ou sabe-se lá o quê na miríade do esquerdismo para manipular uma história para “encaixar” em seu discurso.

Aliás, só a título de curiosidade de um fato pouco conhecido do grande público. Karl Marx, o criador da ideologia comunista, era um sujeitinho que se deu ao trabalho de, em certas ocasiões, simplesmente inventar números e manipular fatos para que estes “encaixassem” em sua tese política. O assunto dá um livro reunindo o que vários autores já denunciaram dessa faceta desse cidadão que concebeu o “ovo de serpente” chamado “comunismo”, que tanto mal fez para a humanidade.

Esse “vício” comunista de mentir e manipular embrenhou-se em inúmeros exemplos, inclusive até mesmo no que virou clichê em dizer que “o Brasil é um país racista”. Coincidentemente é repetido ad nauseam por partidos esquerdistas que se alimentam da “Omelete de Ovo de Serpente Marxista.”

Mas, voltando à escravidão branca, por que tal história não consta nos livros de história do Brasil? Deve-se certamente aos mesmos interesses que justificam afirmar, desprezando uma análise melhor dos fatos, que o “Brasil é um país racista”.

 

 

Ozias Alves Jr

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