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Certa vez, eu, Ozias Alves Jr, editor do JBFoco, publiquei um editorial dizendo o seguinte: que o prefeito tivesse uma central de informações em seu notebook. Explico.

Trata-se de um software de gerenciamento de informações interligadas numa central da própria prefeitura. O prefeito teria informações online de vários dados da cidade: saúde, educação etc.

Nessas informações, teria também os dados sobre acidentes de trânsito. Por quê?

Fechando um acordo com as polícias rodoviária (federal) e civil (estadual) para o fornecimento dos dados, o prefeito teria, on line e sempre atualizado, informações sobre a localização dos acidentes e outros dados como mortos, feridos e danos.

Mas prá que isso?

É muito simples. Como é que um prefeito pode administrar sem informações atualizadas?

Por exemplo, os casos policiais de Biguaçu. O prefeito constata que 70% dos roubos ao longo dos últimos anos acontecem no bairro tal. O que ele faria com uma informação? Ignoraria?

Claro que não. Essa informação lhe forneceria dados para que possa elaborar algum projeto, alguma ação, algum trabalho tanto da prefeitura quanto em parceria com o governo do Estado através da secretaria de Segurança Pública.

Ou poderia aumentar o número de câmeras escondidas na região, enfim, uma boa gestão de informação só ajuda na administração. O leitor não concorda com isso?

ACIDENTES

Agora falando sobre o caso dos acidentes. Se a estatística indicar que num lugar X, houve 70% de todos os acidentes na BR-101 nos últimos cinco anos,  o que faria um prefeito com essa informação? Olhar para as paredes?

Claro que não. No mínimo, ele tem dados para solicitar obras nesse local. Mesmo que a rodovia é federal, fora de sua alçada, mesmo assim ele teria argumentos para solicitar obras no local junto ao DNIT já que a BR-101 é a estrada que faz todas as ligações de Biguaçu.

Mas a troco de que estou falando disso? Vamos ao ponto.

 

ANGELONI

No final da manhã do último domingo (28/06/2020), houve o acidente fatal que vitimou o empresário Roberto Angeloni, 50, filho do fundador da rede de supermercados do mesmo sobrenome.

Roberto dirigia um carro Porsche avaliado em R$ 1 milhão quando perdeu o controle do mesmo na BR-101, bem em frente ao posto Tijuquinhas, na localidade do mesmo nome, no norte do município de Biguaçu.

Sabe-se agora que o local em questão tem uma ondulação. O empresário Roberto perdeu o controle do carro porque estava acima do limite prudencial de velocidade. Tudo bem! A culpa foi dele. Mas a ondulação no local foi o fato determinante para o acidente.

A NSC TV publicou uma matéria no “Jornal do Almoço” de segunda (29/06/2020) em que a própria Polícia Rodoviária Federal (PRF) comentou que naquele exato trecho onde houve a morte do empresário Roberto Angeloni, já houve vários outros acidentes e a causa dos mesmos foi a dita “ondulação”.

Ora, se o prefeito tivesse um notebook com um software que fosse alimentado com os dados de acidentes não só da BR-101 como também de outras ruas da cidade, ele certamente constataria que no local em questão há um problema e, com isso, ele poderia agir solicitando obras.

Mas a prefeitura de Biguaçu, mesmo com a computação aí disponível, não tem um gerenciamento de informações e a coisa é negligenciada.

O leitor entendeu o que eu quis dizer? Daremos um exemplo simples. Seria o mesmo que haver um estoque de madeira e ferramentas, o cidadão precisando pescar, pois não tem carne por perto, mas não concebe a ideia de usar aquela madeira disponível para construir uma canoa.

O mesmo acontece com a computação e as mil e uma utilidades que esse aparelho pode proporcionar.

 

DESNÍVEL

E no caso do acidente do empresário Roberto, agora é que o tal “desnível” foi detectado. Isso depois de uma morte de uma pessoa ilustre.

Não estamos julgando Roberto e se ele estava ou não em alta velocidade, porém se não houvesse o tal “desnível”, certamente o seu acidente e de outros teriam sido evitados.

Como Biguaçu pode estar de alerta com relação aos problemas da BR-101 e “detectar” onde estão os trechos mais suscetíveis a acidentes? Se houver um monitoramento que pode estar no notebook do prefeito, mas este, pelo jeito, nem sabe o que é isso, nem como pode fazer tal coisa e faz um governo do improviso no velho estilo “deixa a vida me levar” a la Zeca Pagodinho.

 

VÍDEO

Em anexo a este artigo, apresentamos um vídeo. Trata-se de um vídeo de alguém dirigindo uma BMW no exato mesmo trecho onde houve o acidente com o empresário Roberto Angeloni.

O motorista que estava dirigindo o carro no vídeo em questão por pouco não acabou acidentando-se. Conforme o leitor poderá confirmar, o motorista em questão quase perdeu o controle do carro por causa da “ondulação” na frente do posto Tijuquinhas.

Também anexamos o depoimento de uma popular que presenciou o acidente. Ela também constatou que o empresário Roberto Angeloni perdeu o controle do veículo por causa da dita “ondulação”.

Em resumo: a coisa não se resume a arrumar a tal ondulação. Biguaçu precisa de uma gestão de informações que sejam disponíveis em notebook, com softwares que gerem gráficos e forneçam informações que o prefeito e secretários municipais possam “ler” e ter uma ideia onde podem atuar para arrumar os problemas da cidade com alguma exatidão.

Mas isso é ainda “ficção científica” em Biguaçu.

 

Ozias Alves Jr

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com

 

VÍDEO

 

 

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