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Diz-se que o Brasil é um país “racista” e que o racismo está impregnado no dia-a-dia do Brasil.

Ok! Interessante. Mas espera aí. Segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os brancos perfazem 47,51% da população e os pardos 43,42% e os negros 7,52%. Os descendentes de orientais e os indígenas integram 1,52% do restante da população brasileira.

O que significa “pardos”? São os mestiços de pai branco e mãe negra ou vice-versa ao longo das últimas três ou quatro gerações. Pelos números, os pardos e os negros formam 50,94%, simplesmente a metade da população brasileira.

Esses números suscitam várias análises. Em primeiro lugar: se o Brasil é um país “racista”, o que explica a metade da popular ser “mestiça”?

Nos Estados Unidos, os negros são realmente “negros”, isto é, não há mestiçagem tipo pai branco casado com a mãe negra. Existe exceções à regra, é claro, mas não em números que modifiquem a predominância absoluta da população branca naquele país: 72% da população dos EUA é branca.

Mas o que significa isso? Nos Estados Unidos, realmente há um racismo, pois justamente o percentual de mestiços é muito baixo. Isso indica que, para muitos norte-americanos de raça branca, casar-se com gente de outra raça é simplesmente inadmissível. Por isso, o número de casamentos interétnicos é pequeno.

No Brasil, ocorre o contrário. O “racismo” dos racistas brasileiros não impede que, pelo que os números revelam, esses mesmos “racistas” se casem, se unem ou “furufem” com a outra raça. Os mestiços (pardos) são a prova desse “racismo”.

Um discurso preferido dos propagadores do “enorme” e “gigantesco” racismo que existe no Brasil é a de que os negros e pardos brasileiros são a maioria entre os pobres.

Interessantíssimo. Mas vamos a alguns números do IBGE de 2010. Segundo o instituto, 10% da população brasileira tem os maiores rendimentos.

Ora, vamos dizer que 10% da população brasileira que está no grupo dos mais “ricos” ou na “classe média”, subtende-se que os outros 90% está na faixa na baixa classe média e pobreza.

Os negros e os pardos são os mais “discriminados” e encontram-se na pobreza, diz o discurso.

Como dito antes, 47,51% da população brasileira é branca. Se considerarmos que 10% dos mais ricos é 100% composto por gente branca (o que não é, mas façamos de conta que seja isso mesmo), sobram 37% de toda a população branca no percentual dos mais pobres.

Em suma, consideramos que os já citados 50,94% da população negra e parda do Brasil seja 100% pobre e sofrendo racismo, mesmo assim há 37% dos brancos na mesma condição de pobreza.

Quer dizer, dos 204 milhões de brasileiros atualmente, 75 milhões de brancos brasileiros são pobres ou “desenjorcados”, como se diz em bom manezês antigo de Governador Celso Ramos.

No discurso da ideologia antirracista, esse número impressionante de 75 milhões não é levado em conta.

Os negros são vítimas do “racismo”. Mas e os 75 milhões de brancos pobres? Também não são “vítimas”?

Na realidade, as peças não se encaixam. Dizer simplesmente que o Brasil é “racista” e ponto final, na realidade, é um discurso simplista demais.

Como diz o ditado, “o buraco é mais embaixo”. Essa história está mal contada.

 

Ozias Alves Jr

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com

 

Grupos étnicos no Brasil. (Foto Wikipedia)

 

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