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O episódio da traição contra o ex-secretário municipal de saúde da prefeitura de Biguaçu, Daniel Luz, desnudou explicitamente qual o verdadeiro caráter do prefeito Ramon Wollinger. Pois analisemos.

No último sábado (12/09/2020), foi realizada a convenção do PSD para a escolha do candidato a prefeito por aquele partido capitaneado pelo prefeito Ramon. Daniel perdeu por 12 a 3 para o vereador Ângelo Ramos.

Agora vem o grande detalhe: segundo o que afirmou Daniel num vídeo posterior em que não escondia sua decepção com o episódio, não foi ele quem quis ser candidato, mas foi Ramon quem o convidou.

Ora, estando correta essa informação, o que ocorreu na última convenção do PSD foi a prova mais que explícita que a palavra de Ramon tem a mesma validade que teste de virgindade da Cicciolina.

Se Ramon não queria Daniel como candidato, por que o convidou? Se o prefeito tem o poder da caneta e manda no PSD, como é que permitiu que Daniel fosse humilhado desse jeito? Afinal de contas, Daniel não era seu secretário de saúde e seu amigo?

E aí tem um detalhe interessante. Coincidência ou não, com a saída de Daniel da secretaria de saúde, quem Ramon escolheu para ser o substituto? Colocou Andrea Margarida Coelho, que, se ninguém provar o contrário, não é a madrinha do filho de Ramon?

Talvez seja pura coincidência, mas é estranho ter convidado Daniel a ser candidato a prefeito induzindo-o a sair do cargo e abandoná-lo à própria sorte na convenção do partido e, por “coincidência”, colocar no lugar dele a madrinha de seu filho?

Se Ramon é capaz de fazer isso com um amigo, então o que ele seria capaz de fazer em outras situações?

Não é preciso ter QI (Quociente de Inteligência) 32 ou 40 para, unindo o tico e o teco, para perceber o caráter do prefeito Ramon é esse mesmo- o de brincar com a nossa inteligência.

No início da carreira política dele, quando militava no PSDB, ele achou a coisa mais normal do mundo na eleição estadual de 2002 apoiar um candidato a deputado que era de outro partido e encheu-se de razão para justificar o injustificável. Foi salvo da expulsão que poderia ter acabado precocemente com sua carreira política nos bastidores.

Em 2018, quando as atenções estavam no segundo turno das eleições presidenciais, decidiu, por livre e espontânea vontade, autorizar a construção de um presídio em Biguaçu sem ouvir sequer a câmara de vereadores.

Coincidência ou não, recusou-se a assinar no cartório um termo de compromisso de que não iria assumir o cargo de diretor do futuro presídio que deveria ser construído em Biguaçu, mas acabou não sendo porque o atual governador Carlos Moisés está prestes a perder o cargo.

Em resumo: como não assinou, só podemos concluir que ele autorizou a construção do presídio já pensando em poder candidatar-se ao cargo de diretor do mesmo, após seu mandato de prefeito.

E há outros episódios que poderiam ser analisados, mas o espaço aqui é curto.

Não somos psicólogos nem psiquiatras para dar o diagnóstico, mas o fato de que Ramon faz as coisas achando que todos são “bobos” e são “ludibriáveis”, mostra bem que ele sofre do complexo de Clark Kent: acha que tirar o óculos para virar o Super Homem é o “disfarce perfeito”.

 

Ozias Alves Jr

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com

 

Daniel Luz. (Foto Divulgação)

 

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