Que todos sabem que o Governador Moisés foi eleito na onda Bolsonarista, isso ninguém dúvida. Com o impeachment na sua porta, as atenções foram direcionadas à vice Daniela.

Daniela e Moisés, no início do Governo, optaram pelo distanciamento. O isolamento da vice Governadora alinhado ao escândalo de gastos com dinheiro público em sua residência oficial, fez com que ela se afastasse de Moisés e buscasse apoio no Governo Bolsonaro.

Vendo a receptividade do Governo Federal, optou por ter uma postura de distanciamento de Moisés. Até ousou em promover ataques contra o seu próprio Governo para ganhar a opinião pública. Taxada de traidora, apostou no desgaste do Governo Estadual, acreditando que o resultado seria em seu benefício, ou seja, com a saída de Moisés, ela seria a Governadora do Estado, sim “seria”.

Daniela articulou em cima, mas esqueceu embaixo. Depois do falecimento do ex-Governador Luiz Henrique, Júlio Garcia assumiu o protagonismo da política Catarinense. Distante dele, Daniela se vê, agora, na obrigação de ataca-lo, talvez para mudar opinião pública que já não aguenta mais este Governo. E assim o fez nos últimos dias. Os sucessivos ataques ao presidente da Assembleia fez com que Daniela se distanciasse do grupo político de Júlio Garcia.

Na boa política, gratidão e lealdade são adjetivos positivos. Daniela, ao passar a impressão de traidora, certamente não foi bem recebida por aqueles que querem a saída de Moisés. Virou pessoal a rivalidade. Daniela se reaproximou de Moisés para apostar na manutenção do seu cargo (vice) e não mais no dele Governador. Agora é questão de sobrevivência.

A recente decisão do STF colocou um pequeno entrave no rito do impeachment. Para o afastamento inicial, haverá a necessidade de ao menos um voto (jurídico) da Comissão Mista, instituída com 5 deputados e 5 desembargadores. O três poderão ser afastados para responder o processo por maioria simples, ou seja, para que haja o efetivo afastamento do Governador, Vice e Secretário, haveria a necessidade mínima de 5 votos de deputados e, pelo menos, 1 desembargador.

Sabe-se que o impeachment do Governador será uma decisão política. A desembargadora Maria do Rocio, ao acatar o pedido da vice, exatamente no ponto em que alega o vínculo do marido, advogado, e desembargador aposentado César Abreu, com Júlio Garcia – (César é advogado de Júlio) se declarou impedida para julgar processos que envolvam o impeachment de Moisés. Na decisão, porém, a Des. Maria do Rocio mandou um recado para a vice: “(…) VI – O processo de impeachment, de outra parte, é essencialmente um processo político e, como tal, um processo que envolve paixões, tanto que a Suprema Corte, em suas diversas intervenções, tem primado por acentuar a interferência sempre minimalista dos tribunais (STF – ADPF 378)”.

Tratando-se de processo político, e não essencialmente jurídico, caberá também aos ilustres desembargadores analisarem a condição política dos três, para a tomada de decisão. Juridicamente o pedido é frágil, mas politicamente a permanência deles no Governo já se encontra insustentável. Para o afastamento, basta um voto do grupo “desembargador”, entre os cinco que estarão na Comissão. O recado, do TJSC, através da Des. Maria do Rocio, foi dado.

 

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