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O Brasil conta com cerca de 16 milhões de pontos de iluminação pública, segundo dados da Associação Brasileira das Concessionárias de Iluminação Pública (ABCIP). A maioria dessas luminárias comporta as tradicionais lâmpadas de vapor de sódio ou de mercúrio, que possuem elementos tóxicos. Promover a modernização com adoção da tecnologia LED, portanto, é uma escolha que alia economia, eficiência e proteção do meio ambiente. Mas é preciso fazer destinação correta do material descartado, conforme explica Derek Voigt, engenheiro da Arcadis, empresa de consultoria internacional com atuação em projetos de engenharia em várias regiões do Brasil.

Segundo Derek, que é mestre em engenharia de produção com foco em gestão de operações e logística reversa pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), os parques brasileiros de iluminação pública são predominantemente compostos por lâmpadas de alta pressão, que possuem vapores metálicos na composição. Esses químicos podem contaminar ar, solo e água. “Isoladamente, a lâmpada tem uma concentração baixa desse material, porém, em grandes volumes pode causar danos sérios à população e ao meio ambiente”, alerta. “É de suma importância que a população tenha conhecimento sobre as formas de manejo, descontaminação e descarte adequado desses materiais, colaborando na fiscalização e controle nas suas cidades”, completa o engenheiro da Arcadis, que presta consultoria ao SQE Luz.

Essa preocupação é constante no trabalho realizado pelos consórcios SQE Luz, com atuação em seis cidades de Santa Catarina, e SQF Luz, em Santos (SP). Juntas as equipes substituíram 14.437 lâmpadas antigas só no primeiro semestre de 2020, o que representa cerca de 5 mil quilos de material. Para isso, os consórcios, que são formados pelas empresas ENGIE e QUANTUM Engenharia, seguem protocolos rígidos, com envio para empresas especializadas e certificadas.

“No trabalho de manutenção ou modernização nas cidades em que atuamos, o material recolhido é guardado em local específico, seguindo as normas ambientais vigentes. Depois, é entregue a uma empresa especializada credenciada para reciclagem, sendo emitido um certificado de descontaminação assinado por profissional capacitado”, explica Gilberto Vieira Filho, presidente da Quantum.

O principal componente da lâmpada tradicional é o vidro, que pode ser totalmente reciclado, sendo reaproveitado na produção de novos produtos. “Com exceção dos vidros para alimentos”, salienta o engenheiro Derek. “Os pinos de latão que formam o soquete da lâmpada podem ser incorporados nas fundições e se tornarem novos produtos. O bulbo interno é processado pela desmercurização, recuperando o mercúrio em seu estado líquido elementar e sendo reaproveitado em suas diversas aplicações”, completa.

Além de fazer o descarte correto do material antigo, os consórcios SQE LUZ e SQF LUZ instalam lâmpadas com tecnologia LED, que são 100% recicláveis, não possuem elementos tóxicos e duram cerca de 50 mil horas. Ainda, emitem luz branca com índice de 70% da percepção das cores, contra 30% das lâmpadas comuns. “Além das vantagens ambientais e de oferecer melhor eficiência em iluminação, a instalação de lâmpadas LED e de sistemas de telemonitoramento tem gerado economia substancial aos cofres públicos e, por consequência, retorno muito maior em investimentos ao contribuinte”, destaca Guilherme Azambuja, executivo de soluções de iluminação pública da ENGIE.

 

Redação: Dina Freitas

 

Lâmpadas de IP para descarte. Cacos SQE (Fotos Luz Divulgação)

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