Publicidade

Se algum político falar em extinguir carteira de trabalho, justiça trabalhista e reduzir os encargos trabalhistas ao mínimo necessário apenas para custear a seguridade básica, certamente este cidadão será bombardeado por todo tipo de críticos (não apenas esquerdistas). Será apresentado como alguém que quer “destruir os empregos” e a “seguridade social”.

Porém ninguém faz a seguinte correlação: o que explica o fato dos Estados Unidos, onde não há justiça trabalhista, nem carteira de trabalho e onde os salários são exclusivamente determinados entre patrões e empregados, sem qualquer interferência do governo, há menos desemprego?

Perguntamos melhor: por que milhares de brasileiros, mexicanos e outros latino-americanos, onde há justiça trabalhista e toda uma parafernália de leis que teoricamente “protegem os trabalhadores”, estão arriscando a vida para tentar entrar nos Estados Unidos via fronteira com o México para trabalhar nas terras do Tio Sam onde justamente não há carteira de trabalho nem justiça trabalhista? Não é um paradoxo isso?

Na realidade, a explicação é de uma simplicidade cristalina. O governo não tem competência e qualquer intervenção estatal no mundo do trabalho é desastrosa.

O que o estado tem de restringir a poucas coisas, entre elas a de tirar bandidos das ruas (garantir um mínimo de segurança pública) e deixar a economia em paz para que esta funcione da melhor maneira possível. Quem geram empregos são os empresários, empregos surgem pelas demandas humanas e não há governo no mundo que consiga gerar empregos por legislação. É um fato puro e simples, quer queira, quer não.

De onde vem a legislação trabalhista do Brasil? Ora, ora, é uma cópia quase ipsis litteris da legislação trabalhista do ditador fascista Benito Mussolini (1883-1945), que inspirou o presidente Getúlio Vargas (1882-1954), simpatizante de ideias do estado forte e onipresente, a implantá-la. Quer dizer, houve uma guerra mundial para o mundo livrar-se dessa ideologia estatizante ad extremis com pitadas de psicopatia assassina (fascismo e nazismo), mas o Brasil tem como “Totem” trabalhista a legislação trabalhista de Mussolini. Pode uma coisa dessas?!!!

As “intenções” são nobres, mas constituíram-se num desastre para a geração de empregos e para a prosperidade do país. Explicamos.

Por que as empresas pagam pouco? Simplesmente para proteger-se de possíveis futuras ações trabalhistas.

O empregado é dispensado e o cidadão cisma que não recebeu não sei o quê e quem terá de provar o contrário? Sempre o antigo empregador.

Há casos no mínimo absurdos. Por exemplo, o cidadão que move uma ação trabalhista contra a empresa alegando que durante 30 anos de serviço nunca tirou férias.

Êpa, das duas, uma. Ou o cidadão foi conivente contra seu próprio direito de férias remuneradas ou está sendo “malandro” demais apresentando uma mentira deslavada para o empregador ter de provar o contrário, diga-se de passagem, pois na justiça trabalhista, o ônus da prova sempre é do querelado.

Pelo menos, na justiça trabalhista, era para ser lei: o prazo para entrar com ações trabalhistas deveria ser no máximo seis meses. Isso é para evitar abusos de “denunciantes” mal intencionados criativos em inventar histórias mirabolantes com o objetivo de, depois de não se sabe quantos anos depois, tirar dinheiro dos ex-patrões.

O ministro Paulo Guedes observou: cada carteira de trabalho acaba com dois ou três empregos que poderiam ter sido gerados. A maioria não entende nem faz a devida correção de fatos. A propaganda esquerdista camuflada penetrou no imaginário popular com tal virulência que, para a maioria dos cidadãos, a culpa do desemprego é dos… Estados Unidos, do 1º mundo que não quer o desenvolvimento do Brasil, dos empresários “gananciosos”, da bolsa de valores e não do fato de que a atual legislação trabalhista é um “monstrengo” de causas e efeitos que culminam na atual “camisa de força” que impede o pleno funcionamento da economia do país.

Emprego não é direito e não é gerado por decretos de governo. Empregos surgem da vida real, das necessidades da sociedade. O dono de uma lanchonete contrata empregados mediante o crescimento da demanda e o governo não pode meter-se em ser intermediário, pois toda interferência governamental é desastrosa.

Se a legislação trabalhista fosse abolida hoje, dentro de poucos meses, os salários aumentariam não porque os empresários são “bonzinhos”, mas porque o livre fluxo da economia sem interferências, os salários crescem ou diminuem conforme uma série de fatores da demanda da sociedade.

A existência da justiça trabalhista nada mais é do que alimentar uma burocracia numerosa cara paga pelos impostos dos cidadãos para aplicar uma legislação atrasada dentro de uma concepção igualmente errônea de que o governo tem de interferir, o que dá margem a toda sorte de arbitrariedades e, por consequência, prejuízos econômicos.

O Brasil precisa buscar um novo caminho e este passa pelo Estado reduzido e quem defende o contrário está, na realidade, defendendo o atraso, o corporativismo, a burocracia, os parasitas que vivem sugando os impostos da população.

Se a coletividade do Brasil tiver forças mentais para enxergar o “Óbvio Ululante”, certamente encontrará o caminho para encontrar a famosa luz do fim do túnel e sair do atoleiro do atraso, que não é culpa dos Estados Unidos, da CIA, dos “iluminati”, mas sim as apostas erradas decididas por dirigentes com concepções errôneas.

 

Ozias Alves Jr

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com.

 

https://chat.whatsapp.com/IG6sLw6aHO5CjRXeBtSCkM

Clique no link acima e receba gratuitamente notícias do JBFOCO regional. Nesse grupo não existe interação. Somente recebimento de matérias jornalísticas de Biguaçu, Antônio Carlos, Governador Celso Ramos e região.

Publicidade