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A posse de Daniela Reinehr (sem partido) como interina como governadora interina de Santa Catarina agradou a ala ligada ao presidente Bolsonaro tanto no estado como em Brasília. Fiel aos ideais do presidente, Daniela promete seguir à risca a cartilha para não correr o risco de ficar como Carlos Moises (PSL), que acabou isolado de praticamente todas as correntes políticas no estado.

Como primeiro ato, Daniela nomeou o general da reserva do Exército, Ricardo Miranda Aversa, para comandar a Casa Civil. E na sua primeira coletiva anunciou que vai revisar os decretos da pandemia. Em seu discurso que nunca foi “a favor da generalização do fecha tudo” e que acredita que é é preciso enfrentar a pandemia priorizando a economia.

Daniela ainda não tem líder na Alesc e também não anunciou quais devem ser as próximas mudanças, mas garantiu que vai mexer no governo, falando em “transição”.

A governadora ficou em uma saia justa quando foi questinada a se posicionar sobre os pensamentos de seu pai, professor de história conhecido por defender teorias que negam a existência do holocausto judeu na 2ª Guerra Mundial.

Daniela não conseguiu se posicionar sobre o tema: “Existe uma convicção que move a mim e acredito que a todos os senhores que se chama família. Me cabe como filha manter a relação familiar em harmonia, independente das diferenças de pensamento, indiferente das defesas”, afirmou. O assunto ganhou repercussão nacional e nas redes sociais.

Tô fora

Antes de começar a votação dos deputados que vão compor o Tribunal Especial do impeachment 2, Kennedy pediu para ficar de fora por ter sido relator do impeachment 1. “Só gostaria de pedir aos nobres pares pelo fato de eu ser já o relator do outro processo para que não pudesse me indicar para participar desse processo.”, disse Kennedy Nunes. O pedido foi interrompido pelo comentário do presidente, “Tenho uma leve desconfiança que o senhor não será indicado.  Leve desconfiança.”, disse Julio “Só para reforçar”, finalizou Nunes. A votação teve início com Julio rindo largamente da mesa.

Revisionista 

Se o pai de Daniela Reinehr, Altair Reinehr, será ou não uma pedra no sapato da sua gestão isso é a própria governadora que vai dizer. No histórico do homem não falta munição. O Reinehr pai testemunhou favorável a Siegfried Ellwanger Castan, condenado por racismo por publicar livros antissemitas. Os mesmos livros que ele como professor de história levava para as salas de aula.

Só elogios

Ao abrir a sessão de terça-feira, 27, o presidente Julio Garcia se manifestou sobre a sessão encerrada na madrugada do último sábado, 24, que levou ao afastamento do governador Carlos Moisés. Garcia elogiou a atuação dos cinco deputados que compõem o Tribunal Especial. “Atuando fora de suas atividades da rotina parlamentar, os escolhidos tiveram desempenho elogiável, sem surpresa para os que, como eu, os conhece muito bem”, disse. “Num processo histórico, nossos representantes honraram as tradições do Parlamento”, disse o presidente.

Segundo impeachment

Os deputados Laércio Schuster (PSB), Valdir Cobalchini (MDB), Fabiano da Luz (PT), Marcos Vieira (PSDB) e José Milton Scheffer (PP) foram eleitos para ocupar as cinco vagas da Alesc no Tribunal Especial de Julgamento referente do segundo pedido de impeachment do governador Moisés, que trata da compra dos 200 respiradores da China. A eles, vão se unir os desembargadores Luiz Zanelato, Sônia Maria Schmtiz, Rosane Portela Wolff, Luiz Antônio Fornerolli e Roberto Lucas Pacheco, sorteados no Tribunal de Justiça na segunda-feira, 26.

Coluna Pelo Estado

Edição e textos: Fábio Bispo

Conteúdo: Patricia Krieger

peloestado@gmail.com

Kennedy Nunes. (Foto Reprodução)
Governadora interina Daniela_Reinehr conclama união da sociedade catarinense. (Foto ADI-SC)

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