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Recebemos da prefeitura o documento aqui estampado datado de 1º de outubro último, isto é, 14 dias antes da publicação da portaria assinada pelo prefeito Ramon Wollinger (PSD) exonerando o vereador Manoel Aírton Pereira, o Bilico, do emprego de “operário braçal” da prefeitura.

Ou seja, que o JBFoco teria cometido um “erro”, pois a exoneração partiu do próprio Bilico e não porque ele foi condenado num “Processo Administrativo Disciplinar”.

No entanto, há algo que “não encaixa”. Em primeiro lugar, na redação da própria portaria, o prefeito Ramon poderia ter citado algo como “atendendo a ofício protocolo solicitando a exoneração, defiro….”, ou seja, o prefeito informa que há um pedido de Bilico para sua exoneração e acatou a solicitação.

Não havia qualquer referência a isso nesse documento em questão.

Em segundo lugar, basta fazer uma leitura mais atenta da própria portaria da exoneração de Bilico datada de 15 de outubro último. Nesse documento, cita a razão da exoneração do vereador: as PADI (Processo Administração Disciplinar) números 4333/2017 e 1278/2020.

Ora, essa “bronca” vem de 2017. Quer dizer, Bilico já estava respondendo a “bronca” havia três anos.

Infelizmente a portaria não informa o que o Bilico fez, que irregularidades que teria cometido e o teor do parecer recomendando que o vereador seja exonerado do cargo.

No entanto, tanto faz o Bilico ter pedido em 1º de outubro sua exoneração, pois ele já vinha respondendo ao processo disciplinar desde 2017.

 

TEATRO

E se não tem “nada a ver”, pois Bilico quis, “por livre e espontânea vontade”, desligar-se do quadro de funcionários da prefeitura de Biguaçu, o prefeito Ramon Wollinger no mínimo teria feito uma “sacanagem”: não informar na portaria que foi Bilico quem pediu a exoneração e não que ele estava respondendo a duas PADIs (processos administrativos).

Assim o JBFoco mudaria o título de sua reportagem de “Bilico foi exonerado” para “Bilico pediu exoneração”.

Mas a redação do documento estava clara demais: Bilico foi “condenado” no Processo Administrativo e os membros desse processo “recomendaram” a exoneração do vereador da prefeitura.

Em resumo: realmente não entendemos qual a razão de apresentar esse argumento de que “foi Bilico quem teve a iniciativa de solicitar a própria exoneração”.

No antigo teatro grego, os atores que encenavam no palco eram conhecidos como “hypócrites” porque eles usavam uma máscara que era conhecida justamente por esse nome. Eles usavam máscaras “hypócites”.

Milênios depois, a palavra “hypócrites” virou “hipócrita” em português, como outro significado.

A questão que fica é a seguinte: que teatro é esse com relação ao Bilico?

 

Ofício datado de 1º de outubro último em que Bilico pediu exoneração do cargo. (Foto Divulgação)

 

Bilico é demitido de cargo efetivo na prefeitura de Biguaçu

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