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Após ter sido suspensa por ordem judicial, na semana passada, a sessão da Alesc que votou o segundo pedido de impeachment contra o governador Carlos Moisés (PSL) no caso da compra dos 200 respiradores da China demonstrou que a situação do governo está cada dia mais peiclitante.
Os deputados não pouparam críticas ao governador e ao seu governo e em muitos momentos extrapolando a questão do impeachment em si. Diferente da votação do primeiro processo de impeachment, votado em 17 de setembro, desta vez apenas Moisés encarava o crivo do parlamento.
E o que se viu em muitas das manifestações foi sentimento de traição, principalmente daqueles que apoiaram Moisés de perto, na dobradinha com Bolsonaro.
A acusação é bem definida, que aponta crime de responsabilidade na compra dos equipamentos da China e que nunca chegaram aos hospitais catarinenses. O caso só veio à tona depois da reportagem do Intercept Brasil detalhar uma série de fraudes, como orçamentos frios e pagamento antecipado.
E defesa de Moisés, apesar de chegar no plenário com um tom de voz acima das últimas manifestações, não mudou o discurso, limitou-se a declarar inocência.
Moisés precisaria de 14 votos para escapar do segundo impeachment, o que representa ⅔ da Alesc. Para seu governo, uma tarefa quase impossível.
A votação iniciada às 16h não tinha encerrado até o fechamento desta edição.

14h37min
O presidente da Alesc, deputado Julio Garcia (PSD), rebateu os apontamentos da defesa de Moisés de que os dados do Diário Oficial da Alesc teriam sido manipulados para acelerar o processo de impeachment. Segundo a defesa, o documento que estava no sistema foi gerado após o horário declarado pela Alesc, o que acabou inviabilizando a votação do processo na semana passada. Garcia determinou que seja investigado o caso, e disse que após a Justiça retirar a suspensão da sessão acabou retificando a versão da Alesc sobre o horário da publicação, que conta como prazo de notificação. “Foi publicado às 14h37 minutos”, disse garcia emendando: “Não temos compromisso com a pressa nem com o erro”.
Apertou o botão
O deputado Kennedy Nunes (PSD), que é o relator no processo de impeachment dos procuradores, já na fase do tribunal julgador, criticou Moisés e demais investigados na compra dos respiradores. Nunes lembrou que na CPI da Alesc apenas um interrogado afirmou ter “apertado o botão”, ato que liberou os R$ 33 milhões dos cofres públicos. Tiago da Silva Martins, segundo o deputado, foi o único a confessar o pagamento antecipado. “Os outros todos, quase pedíamos para Papa beatificar de tão santinhos que pareciam”. Na sexta, o tribunal avalia o relatório de Kennedy Nunes e poderá afastar o governador por 180 dias.
Defesa
A defesa do governador Moisés não trouxe fatos novos para livrar Moisés do segundo processo de impeachment. Bateram na mesma tecla.
Pai da Criança
O deputado Bruno Souza (Novo) também usou o espaço de fala para desfazer a defesa do governador. Bruno deu voto de abstenção no caso do salário dos procuradores, mas disse que neste impeachment Moisés sabia da compra e não agiu. “A primeira ação para tentar recuperar ou diminuir todo aquele desperdício dos R$ 33 milhões da compra foi perpetrada por mim e não pela Procuradoria-Geral do Estado”, lembrou.
Sessão ordinária do Impeachment. Alesc. (Foto Divulgação)
Júlio Garcia. (Foto Daniel Conzi)
Coluna Pelo Estado

Edição e textos: Fábio Bispo

Conteúdo: Patricia Krieger

peloestado@gmail.com

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