Se tudo correr como o esperado, o governador afastado Carlo Moisés (PSL) retomará o cargo na próxima segunda-feira, 30. Como já foi bastante falado, para cassar o mandato de Moisés seriam necessários sete votos dos quais não se vislumbram diante do resultado da primeira votação, que teve seis votos pelo afastamento do governador.
A grande questão agora é como a segunda versão do governo do coronel da reserva do Bombeiros vai se comportar. As promessas são de que haverá mais ‘diálogo’ com a Assembleia e que também será aberto espaço para outros partidos. Já há inclusive nomes sendo ventilados para essa ou aquela pasta.
O novo Moisés poderá retomar com a cara da velha política, e não que isso seja demérito ou essencialmente ruim, mas que vai lhe colocar mais uma vez diante dos dilemas do próprio discurso: de que não faria acordos por troca de cargos e favores.
Moisés perdeu a base bolsonarista e precisa buscar algum campo político para se chegar. As últimas semanas foram muitas conversas e promessas.
Na prática Moisés terá quatro dias para mostrar ao que veio. Isso porque na próxima semana haverá sessão de julgamento do segundo pedido de impeachment, no caso dos respiradores, com apresentação do relatório preliminar. Igualmente, por seis votos, Moisés poderá novamente ser afastado do cargo.
Colocaram o Bombeiro na prancha.
Covid 
Servidores públicos protestaram em frente ao Centro Administrativo, em Florianópolis, contra a retomada das aulas presenciais. Eles colocaram cruzes no jardim do prédio. Nos cartazes frases como “Daniela é parceira do coronavírus”
“Mão-de-Ferro”
Deputados divergiram sobre como o Estado deve agir na condução do combate ao coronavírus em Santa Catarina. Estado volta a viver picos da doença, com hospitais lotados, mas sem novas medidas. Vicente Caropreso (PSDB) disse que “está faltando autoridade” no Estado e Ada de Luca (MDB) cobrou uma atuação com “mão-de-ferro”. Kennedy Nunes (PSD) discordou e disse que o lockdown não funcionou e que “mão-de-ferro” é o mesmo que ditadura.
Leitos 
Estado e municípios entraram em uma guerra de narrativas sobre o fechamento de leitos de UTIs em meio a nova crise da pandemia em Santa Catarina. Em um mês, pelo menos 73 leitos foram fechados. O Déficit, segundo a própria Secretaria de Saúde, é de 233 leitos. Municípios dizem que o Estado não está pagando como tinha sido combinado, até que os leitos fossem habilitados pelo Ministério da Saúde, que é quem faz pagamento dos habilitados. Já o Estado diz que os municípios desativaram os leitos mesmo diante das garantias de que o valor será pago.
Seara na Justiça
O Ministério Público do Trabalho em SC ajuizou Ação Civil Pública contra a Seara Alimentos, pertencente ao Grupo JBS, no município de Seara, com pedidos em regime de urgência. Documentos enviados pela própria empresa ao MPT apontam graves falhas no procedimento de acompanhamento da saúde dos trabalhadores das unidades de aves e de suínos. A questão mais agravante, segundo o MPT, diz respeito a falhas graves na vigilância ativa e passiva e de monitoramento de trabalhadores e de casos suspeitos. A empresa não estaria cumprindo os afastamentos exigidos para casos suspeitos e que tiveram contatos com confirmados.

Carlos Moisés. (Foto Luis Debiasi)
Protesto no centro administrativo do Governo de Santa Catarina. (Foto Luís Debiasi)

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