No domingo (22/11/2020), publiquei o artigo intitulado “A Tragédia do negro João Freitas não tem nada a ver com racismo, mas com perigo dos seguranças pavios-curtos despreparados”, a respeito do espancamento até a morte daquele cidadão no hipermercado Carrefour, em Porto Alegre, na quinta-feira da semana passada (19/11/2020).

O artigo na íntegra está no seguinte link:

 

A Tragédia do negro João Freitas não tem nada a ver com racismo, mas com perigo dos seguranças pavios-curtos despreparados

 

Resumindo o artigo: eu defendi a tese de que não houve “racismo”, ou seja, os seguranças não o espancaram até a morte por José Freitas ser “negro”.

O argumento foi o seguinte: se houve racismo, até o presente momento, nada foi revelado. Até agora nenhuma testemunha disse que Freitas foi xingado por ser negro ou que os seguranças o encheram de socos em cima de socos alegando que estavam fazendo isso por motivação racista etc e tal.

O que aconteceu foi muito simples: os seguranças eram uns despreparados que fizeram a besteira de não controlar a raiva. Bateram, bateram, bateram e bateram, inclusive enquanto a vítima já estava agonizante. Esses VAGABUNDOS exageraram na dose.

Não importa quem era José Freitas, se um cidadão tranquilo ou cheio de registros policiais, conforme foi levantado. Ninguém tem o direito de tirar a vida de quem quer que seja, salvo legítima defesa caso alguém estiver atirando em você. Para não morrer, você mata o opositor para se defender a extrema agressão.

Num vídeo de vigilância do supermercado, Freitas estava sendo conduzido para fora do supermercado quando, de repente, ele desferiu um soco no rosto de um dos seguranças.

Os dois seguranças avançaram sobre ele e o que se seguiu foi uma torrência de socos descontrolados em Freitas que não teve mais fim, nem sequer quando este último já estava fora de combate.

O caso mostrou nitidamente o seguinte: o despreparo dos seguranças, pois deveriam ter parado de socar e afixiar logo que Freitas já se encontrava-se estirado.

O interessante foi o seguinte: logo surgiram protestos em várias cidades do Brasil alegando que João Freitas foi vítima de “racismo”, que os seguranças o mataram “sadicamente” pelo simples fato de que o cidadão era “negro”.

Até a rede Globo entrou nessa onda de alegar tratar-se de um caso de “racismo”, mesmo não tendo apresentado uma única prova em vídeo, em áudio ou por testemunha de que houve algum xingamento de cunho racial que desencadeou o espancamento trágico no episódio de Porto Alegre.

 

XINGAMENTO

 

Postagem de cidadão chamando o jornalista Ozias de imbecil. Confiram a resposta. (Foto Reprodução)

Meu artigo a respeito foi divulgado numa rede de whatsapp reunindo jornalistas de Santa Catarina e um cidadão que se identifica como “Caio55” fez o seguinte comentário: “Isso não é um jornalista. É um Imbecil. O ídolo dele deve ser Rodrigo Constantino. Até se parecem fisicamente.”

Respondi da seguinte maneira: “Bom! Como é que posso dizer?! O artigo está aí e estou esclarecendo um detalhe. Dentro de um país cheio de analfabetos funcionais, muitos dos quais esquerdopatas, percebe-se nitidamente que muitos não leem e, se leem, não entendem ou não sabem fazer a devida interpretação de texto. Só faltava esse cidadão aí alegar que em seu artigo estou defendendo a morte da vítima. Nessa altura do campeonato, diante do espetáculo da legião de imbecis que não sabem ler, tudo é possível. Lamentável!”

Caio55 escreveu: “Tem público para tudo. Tem uma legião de bolsomínions.”

Respondi: “A questão não é “Bolsomínions”. A questão é pura leitura e interpretação de texto.”

Então Caio55 escreveu: “Se fosse o advogado do Queiróz e da família Bolsonaro, por exemplo, que é branco, arrogante e posudo, e que chamou a caixa de um supermercado de macaca recentemente, será que os mesmos seguranças teriam feito com ele o que fizeram com o negro pobre? Mesmo que não soubessem quem era o advogado?”

ARGUMENTOS

Bom! Aqui o cidadão colocou o caso do advogado de Queiroz num recente episódio de arrogância diante de uma simples caixa de supermercado tentando encaixar alguma argumentação. Não sabendo o que argumentar, puxa algum outro assunto para tentar sustentar uma discussão que começou com sua “tese” de que sou um “imbecil”.

Assim respondi: “Mas, cidadão, por acaso eu defendi a morte do rapaz lá de Porto Alegre? Ele foi chamado de “Macaco”? Houve alguma injúria racial? Atenha-se aos fatos. Se você não se ater aos fatos, você vai desenvolver uma história de intriga “interplanetária”. O que defendi foi o seguinte, se o cidadão souber ler e entender o que lá está escrito: independente se o João iniciou a confusão dando um soco em um dos seguranças, os dois IMBECIS podem defender-se, mas não ficar batendo e batendo e batendo até… matar o rapaz. Entendeu a questão? Não foi apresentada informação alguma que a confusão possa ter surgido por questão racial. Se surgir, tudo bem, mas até agora, não foi o caso.”

Acrescentei: “Segurança não pode ficar batendo e batendo. Tem de imobilizar e chamar a polícia. Simples assim. Imobilizar pelo braço. Pelo pescoço, pode dar asfixia. Ninguém aqui está defendendo os seguranças TRUCULENTOS e IMBECIS.”

Como o cidadão me chamou de “imbecil” e até então explicar em qual trecho do meu artigo há elementos que comprovem que estou defendendo uma posição “imbecil”, estou concluindo que ele me chamou de “imbecil” (já que explicou, através de alguma prova extraída do artigo em questão, a razão de tamanha ofensa a minha pessoa) porque, na sua interpretação de texto, eu deva estar defendendo a atitude dos seguranças (!!!)

Então Caio55 respondeu assim: “A “questão racial” fica bem evidente quando um negro é espancado até a morte num supermercado, por mais piruetas retóricas que se tente fazer. Não te acusei de defender a morte da vítima nem os seguranças. Leia de novo o que escrevi. Como disseste, às vezes as pessoas tem dificuldade para ler e entender. E não respondeste minha pergunta.

Escrevi: “ Bom! O João poderia ser qualquer pessoa- negro, branco, índio, japonês etc. Por acaso, você está querendo dizer que, se o João fosse “branco”, ele não seria espancado? De onde tirou a ideia de que os dois seguranças bateram em João só porque era negro?”

Um outro cidadão, Ivonei Fazzioni, escreveu: “ Ozias, se a questão é interpretação de texto, em nenhum momento vi o Caio dizendo que defendes a morte do homem. É claro que os seguranças são despreparados.  E a primeira preparação deve ser para a vida, isto é, saber que a dignidade humana deve ser respeitada. Ou seja, eles devem tratar bem e no limite da necessidade de atuação. É isso deve valer para todas as raças e classes sociais.”

Pela tua lógica, se poderia afirmar que o pavio deles é curto e também racista.”

Realmente não entendi o que o cidadão Ivonei quis dizer com: “Pela tua lógica, se poderia afirmar que o pavio deles é curto e TAMBÉM RACISTA.” Como assim???????

Respondi assim: “Oh, cidadão. Pensando bem, não vou ficar discutindo com fanáticos. Ora, o artigo está lá, as teses foram apresentadas, até o presente momento não tem indício de racismo e o caso foi de seguranças TRUCULENTOS, IMBECIS, MAL OU NÃO TREINADOS, que exageraram em bater e mataram o homem. Fizeram uma besteira colossal. Não deviam em hipótese alguma ter feito isso. Tinham de parar de bater. Exageraram e agora vão pagar caro pelo que fizeram por não serem profissionais na área da segurança. Segurança decente é mais calmo e tenta evitar o máximo a briga. Mas estou vendo que não estou falando com pessoas tranquilas, mas com certa veia de fanatismo. Não entendem o que falo e imputam dados (na realidade, nem fatos são, mas sim tolices) que não estão na discussão.”

Caio55 escreveu: “Negro e pobre, como 90% da população carcerária no Brasil. Na sociedade brasileira que viveu 350 anos escravizando negros, quase dois terços da nossa História, até hoje à maioria dos negros está reservada a condição de pobre. Tendo consciência disso, grande parte da classe média de maioria branca, sem falar nos que estão acima dela, talvez num ato falho, conclui que se é pobre, quer me roubar, e como a maioria dos pobres é negra, obviamente se é negro deve ser perigoso. Isto é racismo, que no Brasil conta também com o ingrediente da desigualdade social causada pela má distribuição de renda. Ou acreditas que a maldade é coisa do diabo que toma a alma das pessoas?”

 

“IMBECIL” E A “VERDADE É CRIAÇÃO DA CLASSE SOCIAL”

Depois desse trecho, escrevi assim: “ Cidadão. É o seguinte. Não estou conversando com pessoas cultas e com raciocínio equilibrado. O início dessa discussão foi o seguinte: você me chamou de “imbecil” pelo artigo que publiquei. Ótimo, não tem problema algum xingar. No entanto, você não apresentou dados extraídos do próprio artigo para provar a tese de que eu sou um “imbecil”.”

Prossegui: “O artigo está lá, a tese está apresentada, mas você não se atém aos fatos. E percebo que a discussão está derivando para outros assuntos, outros argumentos. As questões são as seguintes: 1) Defendi por acaso a morte do João? Não, não defendi, 2) disse alguma coisa contra ele? Não, não disse, 3) quando falei que ele tinha problemas na justiça, não defendi que ele “merecia” o que aconteceu. De forma alguma, 4) o que critiquei foi os IDIOTAS, IMBECIS dos seguranças, que são uns despreparados, 5) João sofreu “racismo”? Deixei claro no texto que não foi apresentada informação alguma sobre isso.

Aí acrescentei: “Portanto, o caso de João está sendo usado para fins políticos aproveitando a onda lá dos EUA de discussão racial. Dentro desse quadro, você não acrescentou nada. Atenha aos fatos apresentados e não viaja na maionese. Mas estou conversando com esquerdistas, cuja lógica pode ser resumida na fórmula segundo a qual 2 + 2 são 5 e ai de quem alegar o contrário. Afinal de contas, a lógica de vocês é a famosa fórmula marxista de que “A verdade não existe. É uma criação de classe social”. Não é?”

Sim, pela lógica esquerdista marxista, por eu ser branco e “burguês”, a “minha” verdade é a de que não houve racismo. Mas se eu fosse “negro”, “pobre” e eleitor do Lula, a “minha” verdade seria a de que João Freitas foi brutalmente assassinado a socos porque foi vítima de racismo.

Ótimo! Mas e os fatos? Ondem ficam? Entenderam qual o perigo da crença marxista de que a “verdade não existe?”

Então Caio55, não se dando por vencido, escreveu: “Minha sábia avó dizia que o peixe morre pela boca, velho ditado a mostrar que é a nossa fala que nos condena. Tudo o que disseste nesta discussão deixa claro o teu pensamento e o raciocínio que te leva a ele. Nada que eu diga vai mudar tua forma de pensar que considero bastante preconceituosa. Encerro por aqui.”

Então respondei: “Bom! O cidadão me chamou de “imbecil” e agora de “preconceituoso”. Ótimo, interessante. No entanto, para você defender tais ideias contra minha pessoa, tem de apresentar PROVAS. Tem que pegar o artigo, lê-lo, pinçar os parágrafos e, dentro da análise do texto, provar a sua tese de que sou “imbecil” e “preconceituoso” através do que escrevi. Dizer que o problema da morte do João não é por racismo, mas sim por seguranças IGNORANTES, isso é um “preconceito”? Se nas reportagens sobre o caso, por enquanto não apareceu algum relato de testemunha de que João foi injuriado ou que os seguranças já tinham manifestado racismo contra negros, a única conclusão a que chegamos é a de que a tese segundo a qual João foi morto por racismo não se sustenta. Pode até aparecer, mas até agora não apareceu. Mas, independente dos fatos, se foi ou não racismo, isso não importa, pois grupos esquerdistas aproveitaram a ocasião para transformar em “caso de racismo” e “vamos insuflar a opinião pública.” Ótimo, é assim que se faz a manipulação. Côza linda, como dizem os manezinhos da ilha.”

Uma outra do grupo, Fernanda Amaral, entrou no meio com essas palavras: “Aff! Não tenho paciência com bolsonaristas. Esses gados violentos e nada inteligentes só querem saber de brigar. Não vou perder o meu tempo com mensagem deles. Nem deveriam estar neste grupo, que a princípio deveria ser de pessoas civilizadas. Me retiro. Tchauzinho.

E saiu do grupo.

 

CONCLUSÃO

Um outro participante do grupo chamado Fernando Martins assim escreveu: “ O que mais me admira é o desrespeito com quem pensa diferente ou segue uma ideologia oposta. Pessoas que se transformam exatamente no que reprovam. Isto é jornalismo? Isto é ser jornalista? Isto é negar as diferenças, é desrespeitoso.”

Faço minhas essas palavras. O autor disse tudo.

 

Ozias Alves Jr

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com

 

https://chat.whatsapp.com/D7vhA0aRnv1AwiF51xznxl

Clique no link acima e receba gratuitamente notícias do JBFOCO regional. Nesse grupo não existe interação. Somente recebimento de matérias jornalísticas de Biguaçu, Antônio Carlos, Governador Celso Ramos e região.