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Passada a “ressaca” da comemoração da vitória eleitoral do último domingo (15/11/2020), agora está na hora das reuniões e discussões sobre a transição e a posse do novo prefeito de Biguaçu em 01 de janeiro de 2021.

Salmir Silva tem um senhor desafio pela frente. Em primeiro lugar, irá assumir uma prefeitura com diminuição de arrecadação de impostos por causa das consequências da pandemia da Covid-19, que literalmente bagunçou a economia como um todo.

Em segundo lugar, resolver questões pendentes e algumas até “explosivas”. Citemos o caso da Casan.

A primeira questão é com relação à instalação da central de tratamento de esgoto da cidade. Não é possível esperar quase uma década para resolver o impasse da instalação do local da central de tratamento.

A segunda questão é o que a Casan tem de concreto para resolver ou amenizar ou deixar num nível razoável o problema dos constantes cortes de abastecimento. No verão, a culpa é do calor, no inverno, é da “estiagem”; nos dias de sol forte, é por causa do “sol forte” e nos dias de chuva, é porque “está chovendo muito e isso sobrecarrega a rede”.

Brincadeiras à parte, o biguaçuense quer água na sua torneira, até para fazer jus ao fato de que a conta de fornecimento não é barata.

E existe um terceiro problema, literalmente um “pepino”, para o prefeito eleito, Salmir, tentar resolver na diplomacia: com tantos problemas de abastecimento de água em Biguaçu, a Casan só pode estar de gozação com relação ao plano de captar água aqui em Biguaçu para abastecer Florianópolis.

Não que o povo de Biguaçu não seja solidário com Florianópolis, mas não podemos admitir que a prioridade da Casan seja resolver o problema de abastecimento da capital com a água que nos faz falta aqui em terras biguaçuenses. Por favor!!! Que loucura é essa?!!!

É claro que não estamos defendendo a “declaração de guerra”, briga, vias de fatos, bate boca, mas sim resolver a questão na melhor diplomacia possível. Casan, resolva a nossa água para depois resolver a de Florianópolis. É simples assim!

Outro desafio do prefeito eleito é a questão das creches. O problema é duplo. O primeiro é construir outras ou ampliar as já existentes e o segundo é pelo menos viabilizar algumas para o período integral. Vale lembrar que creches atendem trabalhadores que não têm como pagar por creches particulares para deixar seus filhos enquanto buscam o sustento da família.

Um terceiro desafio de Salmir é resolver a questão do presídio de Biguaçu. O prefeito de fim de mandato e que certamente não vai deixar saudades, Ramon Wollinger, irresponsavelmente assinou, sem consultar a população nem a câmara municipal, a autorização para a construção de um presídio na cidade.

Ninguém aqui está dizendo que não pode ser construído um presídio em Biguaçu, mas sim que não se pode enfiar goela abaixo uma obra como essas sem antes a população e a câmara de vereadores terem sido ouvidas. É o povo e através de seus representantes, os vereadores, que precisam ser ouvidos a respeito e darem o aval para a obra. Entenderam a questão?

Que o prefeito eleito, Salmir, saiba conduzir essa questão dentro da diplomacia.

E finalmente, o desafio mor de 2021: resgatar a autoestima do biguaçuense.

Quando se há um prefeito capaz, um líder de verdade no comando, a cidade reage positivamente.

Que Salmir seja o LÍDER certo, pois quando se coloca numa prefeitura o líder errado e o irresponsável agregado com “otras cositas más”, como o prefeito que a população de Biguaçu acabou de despedir na última eleição, o município só regride.

Biguaçu merece novos ventos e esperamos que Salmir seja um exemplar capitão que saiba conduzir o barco em águas muitas vezes turbulentas.

 

Ozias Alves Jr

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com

 

 

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