Fernando Henrique da Silveira (*)

A eleição acaba, são divulgados os vitoriosos, acontece o inesperado, muitos cabos eleitorais da chapa vencida, passam a assediar os vitoriosos em busca de uma oportunidade na administração pública.

Durante a campanha brigaram de forma ferrenha em defesa de seus candidatos, passada a eleição, as bandeiras são guardadas rapidamente e o diálogo começa.

O que se percebe em muitas cidades é a total falta de ideologia política. O que impera é a sede de chegar ao poder, ocupar cargos e se manter próximo dos gestores, obtendo todo tipo de benesse.

Para garantir maioria nas câmaras de vereadores, muitos gestores públicos, precisam compor com parte da oposição, podendo assim viabilizar a aprovação de projetos do executivo.

Muitos vereadores mudam de partido diversas vezes, sempre buscando maior espaço nas novas legendas, assim não é diferente com os seus cabos eleitorais.

Muitos vereadores, sabidamente, buscam em sua atuação parlamentar, obter cargos na administração pública, podendo indicar cabos eleitorais, muitos sem a mínima qualificação ou experiência nas funções, fato que ocorre em diversas câmaras de vereadores do país.

A mudança de tal situação vem ocorrendo lentamente, o que proporciona para a sociedade, uma administração pública independente, uma câmara de vereadores com atuação isenta e de acordo com os interesses exclusivamente da população.

A eleição acaba e muitos políticos passam a ocupar os diversos cargos na estrutura pública, com o intuito de viabilizar a próxima eleição, sem se preocupar que foi eleito para realizar um trabalho para a cidade que o elegeu, o que carece de qualificados servidores.

Para muitos políticos a busca por mais poder é insaciável. Alguns se elegem e já divulgam a pretensão por cargos mais elevados, sempre com a desculpa que estão em busca de recursos e obras para a sua região.

A relação com os seus partidos são apenas uma questão de cumprimento da legislação, pois a ideologia de cada partido sequer fez um dia parte dos critérios de escolha de alguns políticos. O que vale é o coeficiente eleitoral, o espaço interno no partido, a influência do partido na administração pública etc.

Felizmente muitos cidadãos e alguns políticos, que buscam unicamente o bem comum, não se deixam influenciar pela maioria esmagadora de pessoas e agentes públicos que buscam apenas espaços na estrutura governamental, para ocupar cargos comissionados, manter indicações e acesso fácil a tudo que é oferecido pela máquina pública.

 

(*) Fernando Henrique da Silveira é Jornalista (MIT nº 6646/SC), Funcionário Público

Estadual, Radialista e Advogado. E–mail:fernandohsilveira@hotmail.com. Fone: (48) 9-8457-8842 (WhatsApp).

 

Fernando Henrique da Silveira (Foto Divulgação)

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