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Paulo Benaia da Silva encontra-se no Hospital Regional de São José. (Foto Família)

 

Médicos decidirão nesta semana se vão ou não amputar os dedos do operário Paulo. (Foto Família)

 

 

 

Os  médicos do hospital Regional de São José decidirão entre hoje (terça, 22/08) até sexta (25/08/2017), se deverão amputar os dedos do pé do operário Paulo Benaia Silva, 37, aquele que sofreu acidente por eletrocutamento na quinta-feira da semana passada (17/08/2017), quando trabalhava numa obra no CTG Sela de Prata, no bairro Fundos, Biguaçu.

A informação foi passada pelo irmão de Paulo, o técnico João Carlos da Silva, 45.

“Meu irmão, que estava com inchaço na cabeça, agora está melhor. O inchaço diminuiu e os médicos colocaram um curativo especial. Estamos aguardando se vão ou não cortar os dedos do pé de Paulo, por onde passaram os 13 mil volts durante o acidente de Paulo. Esperamos que isso aconteça. Estamos torcendo que o dano nos pés deles sejam reparáveis sem amputação”, observa João.

 

NEM CONDOLÊNCIAS

De acordo com a família, nenhum representante da empresa para a qual Paulo trabalhava, apareceu no hospital, pelo menos até o final da tarde de hoje (terça, 22/08/2017).

“Não apareceu ninguém da Celesc, do CREA, do CTG Sela de Prata, da empresa, da prefeitura para saber da situação do meu irmão”, conta.

Paulo trabalhava na construção de uma torre dentro da entrada do terreno da sede do CTG (Centro de Tradições Gaúchas Sela de Prata). Essa construção é para a instalação de um transformador.

Paulo encontrava-se em cima da torre debaixo de um cabo de alta tensão. O operário encostou sem querer no fio e levou a descarga.

Segundo João, seu irmão Paulo estava a serviço de uma empresa que, por sua vez, havia sido contratada pela Celesc.

“Como é que fizeram uma obra dessas deixando um fio de alta tensão ligado?”, observa João.

 

TENTATIVA DE CONTATOS

A reportagem do JBFoco tentou contato com o escritório da Celesc em Biguaçu e em Florianópolis, mas curiosamente as ligações não completavam finalizando com a mensagem: “O número chamado não existe”.

O JBFoco está à disposição da Celesc para esclarecimentos como também do CTG Sela de Prata, cujo telefone também não encontramos no google.

O irmão de Paulo citou o nome da empresa, mas, na nossa procura na internet, aparecia o nome de uma outra empresa cujo nome diferencia-se por uma letra. Para evitar enganos e enquanto não conseguirmos ouvir a empresa citada, não citaremos o nome para não haver enganos quanto à identificação correta.

 

CREA-SC

O JBFoco telefonou para o CREA-SC (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina).Trata-se do conselho que fiscaliza obras.

A reportagem conversou com o assessor de imprensa, sr. Comin. Este explicou que qualquer obra tem de ser um engenheiro responsável- um para a construção e outro para a parte elétrica.

Os engenheiros assinam uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica). Segundo Comin, o CREA irá verificar quem assinou os ditos documentos.

Sobre a segurança do trabalho, Comin informa que a empresa que contratou os operários é obrigada a fiscalizar se os itens de segurança estão sendo usados.

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