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Conseguir um teste de DNA, que custa muito caro, e aproximar-se da filha. Estes são os objetivos do sr. João Maria Pereira, 62, um autônomo que reside no Saveiro, bairro Praia João Rosa, Biguaçu.

João conta que em 1994 teve um relacionamento com a sra. Lurdes Santos, 59, na cidade de Dois Vizinhos, interior do Paraná.

O relacionamento durou quatro meses e houve a separação. Até aí, nada demais. João saiu da cidade de Dois Vizinhos e mudou-se para Curitiba (PR).

Na realidade, Lurdes ficou grávida e João só foi saber disso só depois do nascimento da menina em dezembro de 1994.  Indagada quem é o pai da criança, Lurdes sempre afirmou: “é do João”.  Salientou que durante o namoro com João, não teve outros relacionamentos.

Então Pereira pediu para conhecer a criança, mas Lurdes escondeu a menina. Como morava longe demais (Curitiba fica a 466 quilômetros de distância de Dois Vizinhos, cidade esta próxima da Argentina), João não entrou na justiça para averiguar tanto a paternidade quanto ao pedido de guarda compartilhada para conviver com a suposta filha.

O tempo passou e João, quando foi a Dois Vizinhos, conseguiu ver a menina quando estava com sete anos de idade. Isso era 2001.

Mas a ex-namorada Lurdes impediu João de ver a criança. “Pelo que minhas sobrinhas, que moravam em Dois Vizinhos, descobriram, Lurdes dizia para a menina que o pai morreu, o que é uma mentira”, conta.

João mudou-se para Biguaçu, onde mora atualmente no Saveiro, no bairro Praia João Rosa.

 

FAMÍLIA

Dezesseis já se passaram, a menina, cujo nome é Josiane Santos (segundo João, a menina foi registrada sem o nome do pai), já se encontra com 23 anos de idade.

“Pelo que descobri, Josiane mora em Palhoça, trabalha numa empresa de lá cujo nome não precisa ser informado e eu quero muito visitar minha filha. O problema é que eu temo ser xingado, atacado, repudiado porque minha antiga namorada, a Lurdes, jamais devia ter feito o que fez: me negar o acesso à menina e, ainda por cima, dizer mentiras a meu respeito, o que é um crime, pois nunca abandonei filho algum. Eu tenho seis filhos e crio um neto”, conta.

Um adendo na história: João era casado com Maria Conceição dos Santos (in memoriam), da qual está viúvo há dois anos. No início dos anos 1990, ele se separou da esposa e veio a conhecer Lurdes. Josiane é o fruto do relacionamento ocorrido em 1994.

Depois que se separou de Lurdes, um ano depois, já morando em Curitiba, João veio a reconciliar-se com a esposa.

“Eu não abandonei minha filha com Lurdes. Simplesmente nunca tive como me aproximar dela”, conta.

 

PEDIDOS

“Eu vim no jornal porque não tenho como pagar advogado para entrar com uma ação de pedido de DNA. Eu gostaria mesmo de saber se Josiane é ou não minha filha. Se for, eu queria me aproximar e quero registrá-la para que ela não tenha nome de pai no registro de nascimento e na carteira de identidade. Depois quero mostrar para ela que nunca fui ausente. Se a mãe dela disse que eu nunca fui pai, nunca assumi, então eu vou mostrar que isso não é verdade”, observa.

“Josiane já tem um casal de filhos, meus netos. Eu queria conhecer todos eles”, comenta.

Advogados que possam ajudá-lo através do programa de auxílio jurídico gratuito entrem em contato com João pelos fones  (48) 9-8500-6175 e 9-9652-0766.

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