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Paulo Benaia da Silva, 37, o operário que sofreu acidente por eletrocutamento em 17 de agosto deste ano, esteve no jornal Biguaçu em Foco na tarde desta segunda-feira (04/12).

Ele veio agradecer a todas as pessoas que o ajudaram e se preocuparam por sua saúde. Paulo ficou dois períodos no Hospital Regional de São José. O primeiro foi 21 dias e depois outros nove dias, ocasião na qual teve de amputar dois dedos do pé direito.

Se não bastasse sofrer o choque, “experiência esta que não desejo a ninguém”, observa Paulo, o operário agora está sofrendo para conseguir a indenização por acidente de trabalho.

“Eu constituí advogado e entrei com uma ação trabalhista para poder ganhar o registro na minha carteira para eu entrar com um pedido de indenização por acidente de trabalho”, conta.

Paulo estava trabalhando numa obra dentro do CTG Sela de Prata. Ele foi contratado por um empreiteiro que prestava serviço para uma empresa. Por sua vez, esta empresa foi contratada pelo CTG Sela de Prata para realizar a obra em que Paulo se acidentou.

“Eu soube pelo meu advogado que a justiça em Biguaçu considerou que o CTG Sela de Prata não era culpado pelo meu acidente. Na realidade, a responsabilidade seria do empreiteiro que me contratou. O problema foi que esse empreiteiro não assinou minha carteira. E agora estou com um sério problema: o empreiteiro sumiu. Nem sei o nome dele direito. Só o primeiro nome e o apelido. Ninguém acha esse homem”, observa.

 

 

Paulo Benaia Silva perdeu dois dedos do pé direito durante o acidente. (Foto JBFoco)

 

 

Marca do estouro do fio de alta tensão na cabeça do operário Paulo Silva. (Foto JBFoco)

VIA CRUCIS

Paulo começou a trabalhar na obra uma semana antes. “O país está numa crise e eu estava com dificuldade de conseguir emprego. A construção civil está lenta. Então, eu recebi o convite e fui trabalhar. Até na época, meu carro quebrou  e eu pensou: com esse trabalho, vou conseguir o dinheiro para pagar o mecânico e arrumar meu carro”, observa.

“Nem exigi que minha carteira fosse assinada. Confesso que, se eu exigisse, o empreiteiro poderia me dispensar e pegar outro que aceitasse sem registro de carteiro. Eu precisava do dinheiro. Tenho dois filhos.  Eu nunca imaginaria que eu pudesse sofrer um acidente tão grave. Confesso que me arrependo de não ter exigido o registro da minha carteira”, conta.

“Por que estou arrependido? Porque agora estou com um problema sério. Eu tenho direito a indenização por acidente de trabalho. Mas tenho de provar que estava trabalhando na obra. Ainda bem o que o jornal registrou o acidente, publicou matérias, ouviu uma testemunha que foi justamente a senhora que estava passando na frente do CTG quando eu encostei  a cabeça no fio de alta tensão. Eu estava trabalhando, pisei numa lajota, esta quebrou, eu me desequilibrei, fui  para trás, e minha cabeça encostou no fio. Essa senhora e a filha dela telefonaram para o SAMU para me socorrer. Por isso, meu acidente foi registrado. Nenhum jornal publicou sobre meu acidente a não ser o Biguaçu em Foco”, conta.

 

PROBLEMAS

Desde agosto deste ano, Paulo está parado. Não recebeu o dinheiro do serviço que prestou até o dia do acidente. “Para ser mais exato, recebi a metade lá no hospital. Foi o dono da empreiteira. Ele me visitou no hospital. Depois disso, sumiu do mapa. Depois que voltei para casa, telefonei para ele e nunca mais atendeu o telefone.  Não tenho pistas sobre o paradeiro dele”, observa.

“E agora? O INSS não aceita meu pedido. Eles alegam que, por eu não ter feito no último ano feito alguma contribuição previdenciária, não tenho direito ao pedido da indenização por acidente de trabalho. Eu poderia conseguir essa indenização se minha carteira fosse assinada, mas, conforme contei antes, o empreiteiro sumiu, o CTG Sela de Prata não assume alegando que eu não fui contratado por eles e a outra empresa culpa o empreiteiro”, conta.

“Não estou trabalhando. Estou vivendo pela fé. Agora estou procurando emprego. Por isso, vim ao jornal fazer esse apelo enquanto a situação não se resolve na justiça do trabalho”, conta.

 

CARRO

Paulo iria ganhar R$ 1 mil na obra do CTG Sela de Prata. Com R$ 500,00, ele arrumaria o carro. “Se eu conseguisse R$ 500,00, iria arrumar o carro e, assim, conseguiria me mover. Às vezes, aparece um serviço no Rio Caveiras, no Prado, em São José. Sem o carro, simplesmente não consigo me locomover. Por isso, estou pedindo a força da população”, conta.

Contato com Paulo pelo fone (48) 9-8485-9426 (com sua mãe).

 

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