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O vereador Ricardo Mauri Silva (PPS) está no centro de polêmica da hora na política de Biguaçu. O fato que desencadeou o conflito foi a eleição para presidente da Câmara Municipal de Biguaçu na terça-feira desta semana (12/12).

Naquela ocasião, o vereador Marconi Kirch (DEM) foi eleito presidente da câmara vencendo por 10 a cinco o candidato da oposição, João Domingos Zimmermann (PMDB), popular Nino.

O PMDB e PPS, partido ao qual Ricardo Mauri pertence e através do qual foi eleito vereador no pleito de outubro de 2016, são oposição ao atual prefeito de Biguaçu, Ramon Wollinger (PSD).

Ao votar em Marconi e não em Nino, Ricardo Mauri contrariou a determinação de seu partido, o PPS, em apoiar o aliado PMDB. Mesmo que a coligação PMDB/PPS não tivesse condições de vencer a coligação DEM/PSD/PP, que dão sustentação ao governo Ramon, Ricardo Mauri tinha de votar em Nino, conforme o combinado.

O caso deve dar lenha para queimar ao longo dos próximos meses.

 

RICARDO MAURI

A reportagem do JBFoco ouviu Ricardo Mauri. Ele concedeu entrevista. Defendeu-se das críticas dirigidas a ele pelo PMDB.

Mais tarde, quando essa reportagem estava no final de sua redação, ele pediu para não ser publicada a sua parte.

  1. Foi retirada a sua versão. “Eu primeiro vou ler os argumentos do PMDB e vou me defender do que eles disseram”, observou.

 

SALMIR DA SILVA

O vereador Salmir da Silva, da bancada do PMDB, não esconde de ninguém que está muito chateado com Ricardo Mauri.

Segundo Salmir, Ricardo Mauri só está dentro da câmara de Biguaçu porque conseguiu “legenda” para se eleger.

“Se o PPS de Ricardo estivesse coligado com PSD de Ramon Wollinger, ele não teria sido eleito. Mas dentro do PMDB, o PPS conseguiu a legenda certa. Pena que Ricardo, que é muito jovem, não se lembrou disso. Eu chamo isso de gratidão”, disse Salmir.

“Na Política, é preciso ter a seguinte postura: você tem de seguir sua consciência, sem sombra de dúvida, mas não pode esquecer as suas bases. Ricardo deveria ter se lembrado de tudo o que o PMDB fez pelo PPS e, consequentemente, por ele”, observou.

De acordo com o vereador, na eleição 2016, o PMDB colocou sua estrutura jurídica para resolver problemas de contas reprovadas do PPS, ajudou na própria questão da coligação, entre outros detalhes jurídicos e políticos.

“O pai de Ricardo, o ex-vereador Mauri da Silva, militante do PP, andava muito chateado com o tratamento que o PP dispensava a ele e nós, do PMDB, demos guarida e ombro amigo. Confesso que a atitude de Ricardo foi lamentável. É uma pena”, observou o vereador.

 

PPS

Não conseguimos conversar com o vereador Nei Cunha, líder do PPS, mas, segundo uma fonte de bastidores, ele deverá comunicar o caso de “infidelidade” de Ricardo junto à Executiva Estadual do partido.

Dependendo do caso e dos fatos reunidos, há a possibilidade até de expulsão de Ricardo do partido, o que não se pode descartar, dependendo da força vingativa dos ânimos.

Segundo observa Salmir, a lei eleitoral mudou e hoje não dá de fazer o que era costume antigamente:  o cidadão se elegia por um partido e, logo que entrava na câmara, na assembleia legislativa ou no congresso nacional, mudava de agremiação política conforme sua vontade.

“Hoje quem sair do partido, pede o mandato”, observa.

 

Salmir Silva (PMDB): chateado com Ricardo sob a alegação de que o jovem vereador só foi eleito graças ao PMDB por força da legenda. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Adriano, Bilico, Marconi e Ricardo Mauri: Nova Mesa Diretora da Câmara de Biguaçu. (Foto Divulgação)

 

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