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No noticiário nacional, foram divulgados alguns casos de profissionais da saúde que erraram em procedimentos e, por causa disso, os pacientes faleceram. Lembro-me especificamente do caso da auxiliar de enfermagem que se confundiu injetando vaselina pensando que se tratava de soro na veia de uma criança. Vale lembrar que a criança morreu. Vaselina e soro são substâncias com a mesma aparência, mas isso não é desculpa para um erro absurdo desses!

As profissionais foram alvo de investigação. As secretarias de saúde dos municípios envolvidos foram profissionais o suficiente para justamente apurar os casos, investigar o que aconteceu, reunir provas e estabelecer as punições cabíveis. Aliás, as profissionais de saúde foram punidas pelos erros cometidos.

 

CASO XANDE

 

Carlos Alexandre Santos no hospital um dia antes de sua morte. (Foto Arquivo JBFoco)

Por que estou falando disso? É para abordar a questão do “Caso Xande”, o motorista de ônibus Carlos Alexandre Santos atingido por uma bala de borracha durante procedimento policial no bairro Rio Caveiras em 11 de janeiro de 2015. Uma semana depois, Xande, como era conhecido, faleceu vítima de infecção generalizada.

O policial militar, cabo Anderson Felix, respondeu processo acusado pela família da vítima de ter dado o tiro que levou Xande ao óbito.

Felix foi julgado e inocentado.

 

INVESTIGAÇÃO

Segundo o juiz do caso, Marcelo Pons Meirelles, a causa mortis de Xande não foi o tiro de borracha. O que ocasionou a morte, segundo a conclusão do inquérito, foi um procedimento errôneo ocorrido na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Biguaçu.

Quem atendeu Xande na madrugada de 11 de janeiro de 2015, quando o motorista foi levado para lá com o objetivo de curar da ferida do tiro, não teria feito a limpeza correta do ferimento na altura do mamilo.

O médico ou auxiliar de enfermagem ou sabe-se lá quem o atendeu realizou uma sutura (costurou pontos) fechando o ferimento. Na realidade, não devia ter feito isso, pois alguns fragmentos de borracha ficaram dentro e esta foi a causa da infecção generalizada que acabou matando o motorista Xande.

Quem está dizendo isso não sou eu, mas a Justiça que absolveu o policial Anderson Felix.

 

E AÍ, SECRETARIA DE SAÚDE?

E aí, secretário municipal de saúde, Heron Pereira. Vai deixar o caso assim- elas por elas? O senhor não vai abrir uma investigação para descobrir quem fez os ditos pontos que acabaram matando o motorista Xande?

Se a prefeitura de Biguaçu não abrir uma investigação, não apurar o caso, não verificar o que exatamente aconteceu, quem deu a ordem para fazer a sutura CATASTRÓFICA, estará mais que provado que não há qualquer senso de seriedade nesta gestão.

Doa a quem doer, esse caso tem de ser investigado. Não pode ficar assim. Quer queira, quer não, o motorista Xande morreu.

A família dele dirigiu a raiva e o ressentimento contra o PM Felix, o autor do tiro de borracha, mas a justiça julgou que o procedimento dele não foi abuso de autoridade e tratou-se de uma decisão legal conforme o regulamento militar policial. Felix não agiu fora da lei. Na realidade, o erro foi da UPA e esse problema não pode ser jogado para debaixo do tapete.

Cadê a seriedade da atual gestão da Prefeitura de Biguaçu?

 

DOA A QUEM DOER

Uns poderão dizer: “deixa prá lá.” Ok! Como não é seu parente, como diz o ditado, “pimenta nos olhos dos outros é refresco”.

Se a secretaria municipal de saúde não tomar qualquer providência e, se for o caso, punir exemplarmente, servirá de lição para os demais funcionários da instituição a prestarem mais atenção no serviço com o objetivo de evitar erros e acidentes que possam provocar novas mortes.

Por que estou chamando a atenção para isso? É porque o JBFoco publicou matéria sobre todos os detalhes da absolvição do policial Felix, inclusive com o detalhe da sentença do juiz apontando a UPA como a responsável pela morte de Xande e a prefeitura de Biguaçu simplesmente não emitir um único pronunciamento sobre o caso informando que providências irá tomar a respeito.

Como certamente o senso de responsabilidade e seriedade da atual administração não é das mais visíveis, quem sabe o Ministério Público, uma instituição séria e zelosa, se interesse pelo caso e venha a cobrar mais explicações a respeito.

Se for deixado de lado, se deixar ao sabor do famoso “jeitinho”, no “deixa prá lá”, um simples procedimento de ir ao posto de saúde é rezar para que você não seja vítima de erros.

 

Policial Militar é absolvido no caso Carlos Alexandre

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