Em primeiro lugar,  é um orgulho Biguaçu receber tão ilustre atriz global, Elizabeth Savala. No próximo dia 5 de abril, às 20h, na Praça Nereu Ramos, centro de Biguaçu, Elizabeth estará encenando a comédia A.M.A.D.A.S. – Associação de Mulheres que Acordam Despencadas. Trata-se do primeiro evento da série que prosseguirá até 17 de maio, aniversário do município.  A apresentação é gratuita.

Mas o prefeito Ramon Wollinger (PSDB), que não gosta de responder questionamentos nem de jornal, nem de vereadores ou quem quer que seja, mesmo sendo obrigado pela Lei de Transparência, não respondeu até agora a uma pergunta muito simples: quanto é que a prefeitura de Biguaçu vai gastar com a apresentação de Elizabeth Savala?

Por exemplo, o palco. Será custeado pela companhia dela ou será a prefeitura? A prefeitura está dando algum patrocínio? Vai ter algum custo? Isso é segredo de Estado?

Não que somos contra pagar para que a atriz global apresente-se em Biguaçu, pois é inclusive um privilégio, uma honra e tudo de bom. Elizabeth é uma grande e talentosa atriz, sem sombra de dúvida. Para muitos biguaçuenses que nunca estiveram num teatro, será a primeira e grande oportunidade para conhecer esse tipo de espetáculo.

O que questionamos é o seguinte: a prefeitura de Biguaçu nunca teve a ideia de investir num curso de teatro amador. Sim, pagar um professor de teatro para que ele oferecesse um curso de teatro (uma ou duas vezes por semana) no Casarão Born para quem estiver interessado.

Bom! A prefeitura nunca investiu. Aí basta uma atriz global, Elizabeth Savala, aparecer para que o prefeito Ramon, “deslumbrado”, investir na apresentação dela. Até o presente momento, ainda não sabemos se houve ou não investimento da prefeitura, mas qualquer que tenha sido é um despropósito, pois a prefeitura não faz o básico: investir no teatro básico. Dito de outra maneira: em Biguaçu, “santo de casa não faz milagre”. Em “santo de Casa” não investe, mas se for “santo” de outra paragem, ainda mais da Globo, aí a coisa muda de figura.

A história nos faz lembrar de um antigo filme cujo título infelizmente não nos lembramos. Tratava-se de um filme do Velho Oeste. Um caçador apareceu numa tribo de índios no interior dos Estados Unidos do século XIX. O cacique falava francês, aprendido com missionários franceses da província canadense do Québec, e tentou comunicar-se com o caçador nesta língua. Em vão.

Mas o índio ficou tão “deslumbrado” com o caçador, um sujeito com roupas bem surradas devido às longas caminhadas, que não teve dúvida: deu-lhe de presente sua própria filha como esposa. Isto mesmo, o índio, que veio a conhecer o caçador fazia poucos minutos, decidiu dar de presente ao desconhecido sua própria filha como esposa, uma índia cara de modelo.

Tudo bem que fiquemos “deslumbrados” com talentos de fora, mas precisamos antes valorizar nossos próprios talentos. Esperamos que o caso de Elizabeth Savala seja um momento de reflexão.

 

SERVIÇO

Evento: Teatro de Graça na Praça com a peça A.M.A.D.A.S. – Associação de Mulheres que Acordam Despencadas

Quando: 5 de abril  de 2018 (quinta-feira)

Horário: 20h

Local: Praça Nereu Ramos – Centro de Biguaçu

Santo de fora é que faz milagre em Biguaçu

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