Publicidade

Recebemos telefonema de uma assessora do grupo Havan informando que na próxima sexta-feira (06/04), às 11h, será realizada uma coletiva de imprensa em que o empresário Luciano Hang apresentar o projeto de construção de mais uma loja Havan, desta vez em Biguaçu.

A coletiva em questão será realizada no auditório do Centro Cultural David Crispim Corrêa ou mais conhecido como “auditório da educação” ou “auditório ao lado da biblioteca pública.”

A vontade foi de rir. Não pelo futuro empreendimento que está orçado por volta de R$ 25 milhões. A loja gerará 150 empregos diretos. Na coletiva, Luciano informará qual será o local dentro do perímetro urbano de Biguaçu onde a loja será construída. Parece que se trata daquele terreno entre a Inplac e o bairro Praia João Rosa. Ainda será confirmado.

Dissemos que houve “vontade de rir”. É que o local onde será realizada a citada coletiva de imprensa e, quem sabe, um coquetel para os convidados, um evento solene onde será anunciada uma obra que terá grande impacto econômico para o município no futuro, não passa de uma saleta minúscula que com umas 70 ou 80 pessoas, talvez menos, já está superlotada.

É uma vergonha Biguaçu não ter um Centro Multiuso tal como existe em São José, construído pelo então prefeito Fernando Elias (2005-2008).

O “auditório” de Biguaçu, se é que merece ser chamado assim, foi inaugurado em 1987. Ao invés de ter aproveitado melhor o local construindo um auditório digno do nome, a prefeitura na época preferiu construir uma saleta de reuniões.

 

AVISO

Receba gratuitamente notícias da comarca de Biguaçu em seu whatsapp. Clique no link abaixo, adicione nosso número (4898484-7539) e dê um OK.

bit.ly/WhatsJBFoco

 

É verdade que em 1987 Biguaçu era uma cidadezinha. Também as autoridades municipais da época não imaginavam que a cidade iria crescer vertiginosamente. Por isso, não deram importância alguma para a sala.

É verdade que esse “erro” de construir uma salinha minúscula para promoção de eventos, palestras e solenidades em geral é “perdoável” devido à época em que Biguaçu não tinha qualquer importância alguma no cenário da Grande Florianópolis. Para que construir uma sala maior se a cidade não comportava demanda por eventos.

Mas não é perdoável o fato de que, de uma década para cá Biguaçu, não ter tido um prefeito que se desse conta de que o município precisava ter um Centro de Eventos Públicos maior tal como aquele de São José. Trocando em miúdos: o então prefeito Fernando Elias, de São José, teve visão e fez, mas aqui em Biguaçu não. Pelo que sabemos, Fernando Elias conseguiu verbas de fora para a construção do seu amplo centro de eventos. Aqui em Biguaçu, poderia ter havido o mesmo empenho. Se a cidade não tinha dinheiro para fazer a obra, pelo menos deveria ter ido atrás dos governos Federal e Estadual.

Dito tudo isso, é uma vergonha. Biguaçu receberá um grande empresário como Luciano Hang, que será anunciar uma mega loja, apresentar o projeto numa ridícula salinha minúscula. Só faltava Luciano ter a impressão de que se encontra numa lata de sardinhas.

Dito tudo isso, vamos à futura loja em si. Pelos planos do grupo Havan, a ideia é construir a 33ª loja da rede em Biguaçu onde serão comercializados mais ou menos 100 mil tipos diferentes de mercadorias.

Durante a coletiva de imprensa, quem sabe alguém dê uma ideia a Luciano da possibilidade- quem sabe- de ajudar Biguaçu a ter um local amplo para reuniões. Sim, um local onde pelo menos possa abrigar mil pessoas para palestras, debates, coletivas, apresentações, julgamentos, enfim, qualquer evento com público numeroso.

E, com conclusão, que a Havan seja bem vinda e ajude a modificar mentalidades em Biguaçu.

Publicidade