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Certas pessoas podem falar mal do Biguaçu em Foco, que nós somos isso, somos aquilo, mas ninguém poderá dizer que este jornal não está dando oportunidade ao prefeito Ramon Wollinger (PSD) de se explicar.

Temos publicado uma série de matérias em que pedimos esclarecimentos. Quanto será gasto na apresentação de teatro em Biguaçu da atriz global, Elizabeth Savalla? Quanto a prefeitura arrecadou de compensação ambiental das obras do Anel Viário? Como está o projeto da Escola do Mar?

Estas foram algumas perguntas que simplesmente o prefeito Ramon recusou-se a responder por escrito. Existe algo que vai desestabilizar o governo de Wollinger ao responder que gastou tanto com Elizabeth Savalla ou que foram arrecadados não sei quanto com compensações ambientais?

E o tempo foi passado e recebemos informações segundo as quais Ramon adquiriu um apartamento de altíssimo padrão, um Triplex (ou um duplex ampliado). O que nos chamou a atenção é que o dito apartamento não está registrado em seu nome.

Por isso, protocolamos oficialmente na prefeitura um questionário para que Ramon se pronunciasse a respeito. Registramos no documento que o JBFoco estaria dando o espaço que fosse para que o prefeito apresentasse seus esclarecimentos. Ramon recusou-se terminantemente em responder.

Não adianta, Ramon. Você não é um cidadão comum. Pelo contrário. É o prefeito. Quando for questionado, tem de explicar por um motivo simples: você administra impostos e a sociedade, que paga tributos, tem o direito de saber como, onde e quando o dinheiro é gasto. Ponto final.

E nesta semana atípica (falta de combustível e desabastecimento provocados pela Greve Nacional dos Caminhoneiros), a câmara de Biguaçu reprovou um requerimento assinado por quatro vereadores do MDB convocando o prefeito a uma audiência para ele explicar, diante dos parlamentares, uma série de questionamentos, entre os quais qual sua explicação matemática para que seu patrimônio pessoal crescesse 3.342,5% nos últimos 14 anos. É verdade? Mentira? Erro? Correto?

Ninguém está acusando de nada, mas Ramon tem de se explicar. Mas o interessante foi que a câmara, cuja maioria dos membros é a favor de Ramon, simplesmente recusou a convocação.

Num Brasil tão contaminado pela corrupção, é mister reformar as leis e uma delas é tornar obrigatória a convocação, independente de autorização da maioria parlamentar, do prefeito e outros agentes públicos  quando os mesmos simplesmente não responderem por escrito questionamentos tanto da população quanto dos vereadores. É o mínimo para acabar com a indústria do “Jeitinho”, do empurrar com a barriga e da enrolação sem fim.

O fato é que há dezenas de questionamentos, que vão até mesmo de coisas simples tipo se uma obra tem projeto, que Ramon, comportando-se como a “Sua Majestade Imperial” dos tempos do Absolutismo Medieval, recusa-se a responder há bom tempo.

Ora, se não responde por escrito, então que fosse convocado para dar explicações tête-à-tête, face to face, cara a cara, com os vereadores. Ora, com os apoiadores de Ramon rejeitando a convocação, só podemos concluir no famoso dito “tem caroço nesse angu”.

Perguntar não ofende e não existe lei que proíbe os contribuintes de perguntarem questões públicas a um agente público que é o prefeito.

Ora, Ramon poderia mostrar elegância e dizer: “eu vou, vou mostrar, vou responder. Aqui estão os documentos. Aqui estão minhas declarações de imposto de renda. Aqui estão as notas fiscais etc e tal”.

Numa boa. Se está tudo correto, então mostre, fale, explica-se, mas não venha dar uma de Elizabeth Savalla e fazer teatro. Quanto mais Ramon esquivar-se de dar explicações, maior será a certeza de que “tem realmente caroço nesse angu” e dos grandes!!!

Se o Brasil tem de mudar, temos de arrancar quantos caroços forem necessários para parar com tanto “Faz de Conta”, “Hipocrisia” e “Jeitinho”.

 

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