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O fechamento do posto de saúde da Estiva, localidade da zona rural de Biguaçu, caiu como uma bomba na região. O posto não era essas coisas, mas era o local onde podiam conseguir algum atendimento médico e odontológico sem precisar deslocar-se até Biguaçu. Vale lembrar que o transporte coletivo que atende a região de Estiva é raro e caro, isto é, tem poucos horários e, muitas vezes, a população de lá é obrigada a se servir de ônibus oriundos de cidades mais distantes dependendo do horário.

Para o presidente da Associação de Moradores da Estiva, Ricardo Augusto Labes, o terreno onde encontra-se o posto de saúde foi uma doação, isto é, nem isto a prefeitura teve de custear.

Labes reclama que o posto de saúde, quando funcionava, foi sendo paulatinamente desativado. No início, foi retirado o computador com o qual eram agendadas as consultas. Em seguida, foram retiradas mesas, cadeiras e a TV, tudo levado para outra unidade de saúde. De acordo com Labes, a unidade para onde foram levados os objetos do posto de saúde havia sido assaltada e, para reequipá-la, o posto da Estiva acabou perdendo seus bens.

Por fim, segundo o líder comunitário, foi retirado o compressor do consultório odontológico. “Chegamos ao caos”, resume o presidente da associação.

  

Estiva exige a reabertura do posto de saúde local. (Foto Carlos Wanderley)

           

Comunidade protestou semana passada com um bolo o fechamento do posto da Estiva. (Foto Carlos Wanderley)

MEDICAMENTOS

O que mais preocupa a comunidade de Estiva é os medicamentos. Quando o posto funcionava, a população local, estimada em 160 moradores, conseguia remédios, alguns de uso contínuo, no posto de saúde.

Segundo Labes, o fechamento do posto está acarretando transtornos para a população local, uma comunidade humilde que às vezes não tem nem como deslocar-se devido à precariedade do transporte coletivo.

Aliás, um adendo. Na década de 1990, o JBFoco cansou de publicar reportagens sobre a reivindicação da Estiva: a criação de uma linha de ônibus específica para atender a região, ou seja, que os moradores de lá não precisassem estar dependendo de linhas oriundas de outras regiões e municípios.

Pois bem! Duas décadas depois, a reivindicação não foi atendida e a região continua na mesma situação com relação aos serviços de transporte coletivo.

Mas voltando aos medicamentos, a comunidade reivindica que, pelo menos, o posto da Estiva continuasse a distribuir os remédios. Isso seria uma “dádiva” para muitos doentes da região.

 

DEPOIMENTOS

Edilzia Vieira, moradora da Estiva, conta que toma remédios de uso contínuo e não tem como pagar por eles caso o posto de saúde, onde ela os conseguia, não for reaberto. Ela não tem dinheiro sequer para pegar ônibus e ir até o centro de Biguaçu para buscar remédio num posto de saúde da região.

“Na hora de pedir nossos votos, os políticos estão aqui”, disse Edilzia observando que se sente lesada ao votar, mas, na hora que mais precisa (remédio no posto), não tem;

Outra moradora, Roseli Adriano, pede a abertura do posto como também Joceli Veloso.

 

SEM CONTATO

A reportagem nem contatou o secretário de saúde, Heron Pereira, pois este nunca está e, quando fala, diz que a resposta será dada pela assessoria de imprensa da prefeitura, que nunca responde nada.

Se a secretaria de saúde vier a esclarecer algo a respeito do posto de saúde da Estiva, o JBFoco está à disposição.

Só não venham dizer que o posto “não fechou” porque, se assim disserem, é mais outra evidência de que estão brincando com a Inteligência da população.

 

VÍDEOS

No site www.jbfoco.com.br, confiram os vídeos produzidos pela FBV TV em que o presidente da Associação Comunitária e alguns moradores foram entrevistados a respeito do posto de saúde da Estiva.

 

 

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