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Destacamos a notícia de um assalto que ocorreu na madrugada da última sexta (29/06). Três bandidos invadiram o Pescado Chico´s, no bairro Praia João Rosa, Biguaçu.

Era por volta das 4h30. Dez funcionários encontravam-se no galpão da empresa carregando de peixe um caminhão frigorífico.

Por pouco, não houve uma grande tragédia. Um dos bandidos apontou a arma na cabeça do vigia e, sem mais, sem menos, no maior sangue frio, apertou o gatilho. Só que o desgraçado não tinha percebido que não havia bala na agulha, isto é, na adrenalina da ação, o desgraçado esqueceu ou não percebeu que não havia bala na arma.

Foi a mão do Anjo Protetor do vigia, um honrado pai de família, que o defendeu nessa hora.

Os detalhes sobre o caso estão na matéria de capa na página 7 desta edição.

 

REFLEXÕES

Aproveito a ocasião para fazer algumas reflexões sobre o caso. Biguaçu está à mercê da completa falta de segurança.

Se minha memória não estiver pregando peça, em 2004, isto é, 14 anos, houve uma grande reunião no salão paroquial da Igreja Matriz reunindo representantes da prefeitura, câmara de vereadores, polícia e sociedade civil (entre as entidades, a Acibig), para se discutir um “Plano Geral de Segurança” para Biguaçu.

Houve outras reuniões com o mesmo conteúdo nos anos seguintes e, se não estiver enganado, o último aconteceu a poucos anos.

Todas essas reuniões aconteciam após uma “onda de assaltos, roubos e furtos” que repercutiam no município.

Fala-se, discute-se, assume-se não sei que compromisso, mas nada se resolve, pois simplesmente é o mesmo que “enxugar gelo”. Biguaçu está de mãos atadas.

 

POLÍCIA

A culpa é a polícia civil e militar? Em hipótese alguma é culpa da polícia. Pelo contrário, a polícia faz seu trabalho. Ela investiga, prende, desmantela quadrilhas e tira de circulação a bandidagem.

O problema está na falta de rigor da legislação brasileira. Os policias arriscam diariamente suas vidas para prender a bandidagem e muitas vezes os bandidos são soltos por força sabe-se lá por qual razão na interpretação da legislação criminal.

Podem fazer a seguinte pesquisa: verifiquem a ficha criminal dos bandidos presos diariamente pela polícia. Certamente vão verificar que os caras, com honrosas exceções, já respondem ou responderam a uma infinidade de crimes.

Ora, se eles têm longa ficha criminal, é porque já foram presos. A grande questão é: o que fazem na rua? Já não deveriam estar puxando cana há anos? Por que estavam soltos? Conseguiram que benefícios judiciais?

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JUSTIÇA BENEVOLENTE

Se o leitor não estiver entendendo o que estou falando, cito o exemplo não faz muito tempo de um bandido que, num assalto em São José, atirou no rosto do comerciante. A vítima estava de braços estendidos, passiva, quieta, sem esboçar reação, esperando que o bandido fosse embora. Não é que o assaltante resolveu, só de maldade, atirar na vítima pelo simples prazer de matar?

Pois é! A Polícia Militar mobilizou-se e conseguiu prender o vagabundo poucas horas depois.

Levado perante o juiz, vejam só o que aconteceu: o magistrado o soltou sem a menor cerimônia. E havia um agravante: o bandido tinha uma extensa ficha policial, isto é, uma infinidade de passagens por toda sorte de crimes.

Mesmo assim, tendo sido informado da “ficha” do réu e que o mesmo atirou no rosto de uma vítima por pura maldade, o juiz desconsiderou e mandou soltar o assaltante.

A Polícia Militar ficou tão indignada que lançou um manifesto. Pressionado com a repercussão da decisão desastrosa perante a opinião pública, o magistrado mandou prender novamente o bandido. A polícia ainda conseguiu pegar o vagabundo, mas o episódio mostrou que a bagunça completa da segurança pública.

 

 

BIGUAÇU

Estamos diante de uma situação bem ao estilo “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

A Polícia faz sua parte: ela prende. Aliás, os policiais sabem quem é quem no mundo do crime. E faz seu serviço como bom índice de acertos. E isso nem é um elogio, mas uma constatação estatística.

O problema está na legislação. O bandido não fica na cadeia e, quando fica por longo tempo, sai pior do que estava quando entrou.

Sim, a própria Justiça afirma que a cadeia não resolve o problema. Também se sabe que os presídios viraram facções do crime organizado.

Então, o que resolve? A sociedade, que não aguenta mais pagar tantos impostos, custeia uma Justiça que afirma com todas as letras que não funciona?

 

E O QUE FAZER?

Eis a questão. Se prender o bandido, o mesmo não fica na cadeia. Se ficar na cadeia por anos ou décadas, sai geralmente pior do que entrou. Se você for assaltado e reagir matando o bandido, certamente vai incomodar-se na justiça mesmo provando que foi em legítima defesa.

Aliás, nem vou longe. Na comarca de Biguaçu, teve o caso de um comerciante que foi assaltado por um menor com extensa ficha policial. O comerciante reagiu, entrou em luta corporal, feriu-se e matou o bandido que, por ter sido preso antes, deveria estar cumprindo pena e não estar solto nas ruas. E o que aconteceu com o comerciante? Incomodou-se na justiça.

Ficou provado que o bandido foi morto dentro da lanchonete do comerciante. Ficou provado que o morto era realmente bandido reincidente na prática do assalto a mão armada e entrou armado na lanchonete para assaltar.

Ficou provado que o comerciante, além de defender-se, de ter sido ferido primeiro, não tem ficha policial, isto é, não tem passado negro nem fez algo que o desabonasse. Era um pequeno empresário autônomo trabalhando pelo sustento da família.

Também ficou provado que o comerciante matou o bandido dentro de um cenário de luta em que o vagabundo tentou matar a vítima, mas esta, no desespero de salvar sua vida, não teve outra solução naqueles segundos fatais a não ser matar o assaltante.

Mesmo assim, sofreu horrores, ainda mais que uma certa vereadora defendeu… pasmem… o bandido ao invés de dar solidariedade ao comerciante.

Esse é o horror que vivemos no Brasil e em Biguaçu em particular. Além de não ter segurança, temos de saber que, se defender matando o bandido em legítima defesa, vai incomodar-se muito.

 

CONCLUSÃO

O que fazer pela segurança de Biguaçu? Pensando bem, nem sei.

 

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