Esta matéria é dirigida especialmente aos pais e mães de Biguaçu que têm seus filhos estudando na rede pública municipal. Na semana passada publicamos que a qualidade do ensino local regrediu de 2015 para cá. Isto comprovado pelo IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de 2017, que é o indicador oficial da qualidade de ensino no país.

Qualquer pessoa sensata sabe que cada vez mais a Educação e formação dos jovens é o que permite que fiquem mais aptos para o mercado de trabalho. Quando os estudantes de Biguaçu, desde os anos iniciais perdem em qualidade de desempenho escolar, isto indica que estão potencialmente menos competitivos que os jovens de outras cidades. Este é o princípio da chamada meritocracia, onde os mais aptos e preparados em tese têm mais chances de sucesso.

 

BOCA CHEIA

Pois bem, logo após eleitos Ramon e seu vice Vilson Alves anunciaram de boca cheia sua grande proposta “inovadora” para a Educação em Biguaçu: eleição direta do titular da Secretaria Municipal de Educação, ao mesmo tempo em que seguiram com as indicações políticas dos diretores de escolas. Demagogia com resultados desastrosos.

Houve então uma eleição onde professores votaram e escolheram a prof. Kátia Bichels e esta se elegeu com base numa proposta com ampla divulgação e os políticos indicaram os diretores, sabe-se lá com que critérios.

Qual o resultado prático da gestão desta secretária e do projeto educacional “inovador” de Ramon e Vilson?

Biguaçu despencou para o último lugar no IDEB entre os 20 municípios da Grande Florianópolis. Observem bem, cerca de 46% das escolas da rede pública municipal dos anos iniciais estão com indicador IDEB de “Alerta”, 46% classificadas entre “Melhorar e Atenção” e cerca apenas 8% “Adequadas”. E pior, nos anos finais tem-se 40% escolas em “Alerta” e 60% em situação de “Atenção”.

 

FRACASSO COMPLETO

O fato objetivo é que a gestão pedagógica da Secretária de Educação do governo de Biguaçu é um fracasso completo, não está nem em cima do muro, está atrás dele. Gastam em educação acima dos 25% exigidos por lei, mas gastam mal, os indicadores são a prova.

Uma informação adicional alarmante, que é preciso que os cidadãos de Biguaçu saibam: estudo publicado em 2017 pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) do governo federal mostra que índice de desenvolvimento humano da educação (IHDM-E) na região da comunidade do Saveiro, bairro Praia João Rosa, está entre os piores da Grande Florianópolis (0,479) e pasmem próximo ao pior índice da região metropolitana periférica de Teresina no Piauí (0,376).

Ou seja, as crianças e jovens moradores da periferia de baixa renda de Biguaçu têm desempenho educacional crítico, pouco superior a regiões de baixo desenvolvimento do nordeste brasileiro.

 

LANTERNA

Afinal, que qualidade de formação este governo está dando a nossas crianças e jovens? Será que gastar R$ 138 mil em agendas escolares caras ou pagar 36 mil para atriz global é mais importante do que investir em mais capacitação ou melhores condições de ensino aos nossos professores e alunos?

Qual a prioridade deste governo, gastar mais de R$ 700 mil em publicidade em seis meses e saibam renovar em junho último o mesmo contrato por mais um ano em cerca de R$ 650 mil para mais gastos em propaganda?

O que é mais importante propor licitação de quase R$ 1 milhão em banheiros químicos, ou investir de forma planejada para mudar este cenário desastroso da educação?

Os números oficiais não escondem, Biguaçu precisa de menos politicagem, mais investimentos no aluno e valorização dos profissionais da Educação, menos gastança sem critérios no governo e foco na qualidade de ensino, para sairmos da lanterna na Grande Florianópolis.

 

Kátia Bichels: secretária de educação que até o presente momento não explicou para que veio. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Décio Baixo Alves
E-mail: decio@jbfoco.com.br

 

AVISO
Receba gratuitamente notícias da comarca de Biguaçu em seu whatsapp. Clique no link abaixo, adicione nosso número (4898484-7539) e dê um OK.
bit.ly/WhatsJBFoco