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Um laboratório particular de análises clínicas teria sido contratado pela prefeitura de Biguaçu sem licitação e, ainda por cima, estaria indo ocupar uma sala dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na rua Quintino Bocaíuva, bairro Universitário, um imóvel público, isto é, trata-se de uma empresa particular que estaria ocupando um imóvel público e talvez nem pagando aluguel.

Esta é a denúncia que a vereadora Magali Prazeres (MDB), que é enfermeira de profissão, apresentou na tribuna da câmara municipal de Biguaçu.

Segundo Magali, a prefeitura não pode contratar um laboratório de análises clínicas sem a devida concorrência pública. Por outro lado, não se pode ceder espaço para empresas particulares dentro de imóveis públicos a não ser que haja alguma exceção prevista em lei, o que, segundo ela, não é o caso em questão.

“(A secretaria de Saúde de) Biguaçu não tem laboratório para fazer coleta. Não tem convênio para fazer mamografia. Uma máfia está instalada aqui em Biguaçu”, disse na câmara.

Magali citou o nome de uma empresa de São João Batista que, segundo ela, teria certa ligação com importante funcionário da secretaria de saúde. Se confirmada tal ligação, o caldo tem tudo para engrossar, como se diz em linguagem do povo. Vale lembrar que a bancada do MDB está pressionando para a abertura de uma CPI da Saúde de Biguaçu com o objetivo de investigar várias denúncias: 1) se a Isev, antiga empresa contratada para administrar postos de saúde de Biguaçu, recebeu pagamento sem ter supostamente apresentado negativas de débitos, o que constitui, se confirmado, numa grave irregularidade prevista em lei, 2) falta de medicamentos, 3) problemas trabalhistas dos profissionais da saúde, entre outros.

PRAZO

A vereadora Magali deu prazo de 15 dias para que a secretaria de saúde responda a indagação a respeito da suposta contratação do laboratório de análises clínicas sem licitação nem concorrência pública. Passado o prazo e se mais uma vez a prefeitura não der uma explicação para o problema, Magali ingressará com uma denúncia no Ministério Público.

PROBLEMAS

E os problemas da saúde não param por aí. Magali comentou que, em outubro último, o “Outubro Rosa”, mês em que teoricamente os postos de saúde deveriam estar fazendo ou encaminhando mulheres para exames preventivos para diagnosticar câncer de mama, em Biguaçu, a campanha passou despercebida devido à precariedade do atendimento.

Por outro lado, a vereadora comentou que a secretaria de saúde de Biguaçu não tem convênio para encaminhar munícipes para exames de mamografia. Magali nem citou o caso do mamógrafo que a prefeitura de Biguaçu recebeu de presente em 2013 do governo do Estado, mas que até agora, cinco ano passados, o aparelho encontra-se sem qualquer uso no município.

CASO

Magali citou o caso de uma senhora de 74 anos da Praia João Rosa com câncer no olho. Magali, que até fez um curativo nela, contou que a senhora procurou 10 vezes a secretaria de saúde de Biguaçu para tentar um tratamento a sua doença, mas a burocracia vem arrastando.

NÃO ENCONTRADA

O JBFoco tentou contato com a secretária de saúde, Genivalda Ronconi, mas seu número agora pertence a uma empresa. Mesmo se conseguíssemos contato, Gê, como é conhecida, não concedeu entrevista ao JBFoco.

O jornal está a sua disposição para esclarecimentos referentes ao pronunciamento da vereadora Magali Prazeres.

Magali Prazeres: “Uma máfia está instalada aqui em Biguaçu”. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Genivalda Ronconi, secretária de saúde de Biguaçu, deve explicações sobre a denúncia de Magali. (Foto Arquivo JBFoco)

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