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Como último ato como presidente da Câmara de Biguaçu, o vereador Marconi Kirch  (DEM) ordenou a entrega de R$ 252 mil para os cofres da Prefeitura de Biguaçu.

Como é sabido, por lei, a prefeitura é obrigada a repassar 6% de sua arrecadação anual para a câmara de vereadores.

Não é obrigatório, mas se a câmara não gastar todos os milhões equivalentes aos 6%, a Mesa Diretora da instituição pode, se quiser, devolver o que sobrou para a prefeitura. E foi o que fez o vereador Marconi, que será substituído, a partir de janeiro de 2019, pelo seu sucessor Salmir da Silva (MDB).

Nada contra o ato. Parabéns ao vereador Marconi. Aliás, só faltaram os anjos tocando as trombetas para anunciar essa “benfeitoria”. Mas espera aí!!!

Em 2010, a Câmara de Biguaçu começou a construir uma nova sede na rua São José, no centro de Biguaçu. O objetivo era justamente sair do aluguel. A câmara de Biguaçu gasta uma soma considerável em aluguéis. A instituição ocupa dois andares de um prédio comercial próximo à praça Nereu Ramos.

Estamos entrando no nono ano consecutivo e a sede da Câmara simplesmente não é terminada.

Se a câmara tem tido saldo positivo em caixa, por que não tem guardado o dinheiro para, depois de algum tempo de economia, terminar a nova sede?

Por outro lado, conforme noticiamos ao longo do ano de 2018, o prefeito Ramon Wollinger (PSD) tem feito gastos prá lá de estranhos. Queria gastar quase R$ 1 milhão em aluguel de banheiros químicos. Sim, o cidadão iria “torrar” quase R$ 1 milhão em aluguel de “patentes”.

E sabem por que ele não gastou esse dinheiro? Porque o JBFoco bateu em cima, denunciou o caso e, por isso, o prefeito desistiu do citado aluguel.

Até o primeiro semestre de 2018, o prefeito e a sua irmã, Karoline Wollinger, autorizaram mais de R$ 700 mil em publicidade que simplesmente não explicaram para quê. O presidente da Câmara que vai assumir, Salmir da Silva (MDB), entrou com protocolo e exigiu detalhamento no que esse dinheiro foi gasto e Karoline só entregou uma explicação depois de muita insistência e, ainda sim, não completo, pois restam ainda muitas dúvidas.

Marconi Kirch (DEM): por que devolver dinheiro para a prefeitura? Não poderia economizar para arrumar a sede da Câmara ou investir em outro projeto? Foto TRE-SC)

JUSTIFICATIVA

Marconi Kirch justificou que “devolveu” R$ 252 mil para a prefeitura alegando que esse dinheiro pode ajudar a prefeitura a investir em “educação”, “saúde”, “obras” ou “em qualquer coisa urgente”.

Pois então! Em educação, Biguaçu ficou em último lugar entre os 20 municípios da Grande Florianópolis no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Vale lembrar também que, pasmem, a prefeitura não abriu uma só vaga nas creches públicas. Sim, o ano de 2018 inteiro não teve ampliação, isso numa cidade em que há forte demanda por vagas de creches públicas.

Em saúde, a própria prefeitura alegou que estava com um “rombo” (isso mesmo, um rombo) de R$ 12 milhões, mas recusa-se a explicar os detalhes.

Nas obras, não há transparência alguma. Basta registrar algum protocolo solicitando informações para que a prefeitura simplesmente não responder. Se você solicitar detalhes da licitação, quem ganhou, quanto vai custar, qual o projeto, quais são as etapas, se já foram realizados pagamentos etc e tal, simplesmente a prefeitura não vai responder.

 

BIBLIOTECA PÚBLICA

A Biblioteca Pública funciona no mesmo espaço desde 1987. Nunca houve a preocupação de ampliar o espaço ou buscar verbas estaduais ou federais ou, quem sabe, através de algum edital de incentivo à cultura, para a construção de uma nova biblioteca.

Em 2018, a biblioteca simplesmente teve mais da metade de seu acervo simplesmente JOGADO FORA. Motivo: falta de espaço.

Com R$ 252 mil, é possível comprar uma casa em Biguaçu. Há imóveis com terreno à venda atualmente em Biguaçu nesse preço ou até menos. Aliás, pagando à vista, no “cash”, numa só sacada, é possível comprar a casa com terreno.

Por que Marconi não pensou numa ideia dessas? Comprar uma casa para instalar a biblioteca pública de Biguaçu ou, pelo menos, o imóvel servir como depósito para que os livros, jornais, revistas e documentos DOADOS pela comunidade pudesse ser guardados até que um dia, no futuro, a biblioteca viesse a ser finalmente transferida para uma área maior e mais condizente.

Só para Marconi ter uma ideia. Só eu, Ozias Alves Jr, jornalista, já fiz inúmeras doações de livros, revistas, jornais e, inclusive documentos, para a biblioteca. Onde estão hoje? Simplesmente jogaram tudo fora. Até mesmo os livros do falecido filósofo, Evaldo Pauli (1925-2014), que me incumbiu de entregar uma coleção quase completa de suas obras para a citada biblioteca, simplesmente “sumiu”, pois, na última vez que lá fui, não os encontrei.

Por que Marconi não fez isso? Comprar uma casa para a Biblioteca Pública? Não teria sido mais interessante para a cidade?

Devolvendo R$ 252 mil para a prefeitura, não seria um desperdício, pois a prefeitura vem torrando dinheiro em certas “despesas” que depois se recusa a prestar contas?

Por exemplo, em abril de ano que está se findando, veio a Biguaçu a atriz global, Elizabeth Savalla, fazer UMA ÚNICA APRESENTAÇÃO na praça Nereu Ramos. O projeto chamava-se “Teatro de Graça”. Mas ironicamente a atriz cobrou R$ 36 mil da prefeitura de Biguaçu. Isso a prefeitura negou-se a responder ao JBFoco. Só descobrimos porque um funcionário da prefeitura nos trouxe a informação.

Detalhe: a prefeitura não oferece sequer um curso de teatro amador no Centro Cultural Casarão Born. Mas como diz o ditado, “santo de casa não faz milagre”. Teatro amador não tem dinheiro, mas para atriz global, tem.

Marconi poderia usar os R$ 252 mil para custear inúmeros projetos culturais e artísticos para Biguaçu em 2019. Poderia custar um curso de teatro amador, de pintura, de artesanato etc.

Caso não fosse ajudar a biblioteca, poderia fazer muita coisa com esse dinheiro.

Mas Marconi resolveu entregar diretamente o dinheiro para a prefeitura sem garantia alguma de que o dinheiro será bem investido.

Bom! É uma pena. Não há garantia alguma de que esses R$ 252 mil possam ser bem investidos.

 

Notícia enviada pela assessoria de imprensa anunciando, quase a toque de trombetas, a doação de Marconi. (Foto Reprodução)

 

Transferência do dinheiro da câmara para a prefeitura de Biguaçu. (Foto Divulgação)

 

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