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Pouco tempo atrás, o telejornal Hoje, da Rede Globo, apresentou uma reportagem sobre o porto de Roterdã, o maior da Europa e o segundo maior do mundo em volume de mercadorias.

O que nos chamou a atenção foi para o seguinte detalhe: a administração deste porto da Holanda mantém uma equipe permanente de funcionários cuja missão é descobrir novas técnicas, novos procedimentos e novas ideias para melhorar mais ainda este que é considerado o mais moderno e eficiente porto do mundo.

Sim, o porto de Roterdã alcançou um nível de qualidade impressionante. Se fosse comparado a um restaurante, seria algo como oferecer aos clientes uma espantosa variedade de pratos da culinária mundial, feitos pelos mais talentosos e premiados chefs de cozinha e cobrando o preço no patamar de um…. cachorro-quente (!!!).

Parece exagero, mas não é. O embarcar e desembarcar no porto de Roterdã é uma operação que, além de ser rápida e segura, custa imensamente mais barato do que no porto de Santos, aqui no Brasil.

Mas o que tem a ver o porto de Roterdã com Biguaçu?

É verdade que não tem absolutamente nada, mas podemos tirar uma lição primorosa desse exemplo de reportagem de telejornal.

Se a chave para o imenso sucesso do porto de Roterdã é manter equipes ocupadas apenas e exclusivamente em detectar falhas, além de resolvê-las e implantar mudanças, se no Brasil houvesse também essa cultura de manter equipes com os mesmos propósitos, certamente teríamos um salto de qualidade hoje inimaginável dentro do cenário atual do país.

Nem vamos muito longe. Por exemplo, a prefeitura de Biguaçu. Dentro dos 1.700 e poucos funcionários, a prefeitura não tem uma equipe que justamente trabalhasse para aperfeiçoar a organização.

Por exemplo, gastos com papel. A equipe, se houvesse, certamente iria pesquisar fórmulas para imprimir menos, desburocratizar os processos e, por fim, economizar.

Outro exemplo, gastos de energia elétrica e água. A equipe pesquisa e resolve implantar placas solares e hélices de energia eólica e instalar calhas para reaproveitamento da água da chuva.

Um terceiro exemplo, pesquisar quais são as principais demandas da população e verificar quais problemas que elas enfrentam quando buscam resolver os problemas na prefeitura. Tentar descobrir o problema e como resolvê-lo da melhor maneira possível nunca é desperdício. Por isso, a ideia do grupo de pesquisa e aperfeiçoamento.

A reportagem sobre o porto de Roterdã pode ser inspiradora. Não é porque é um porto da Europa e que os europeus são mais “inteligentes” e “práticos” do que nós. Pelo contrário. São gente igual a nós, com todas suas qualidades e defeitos.

O que os fazem ser mais “ricos” e “eficientes” é justamente uma medida muito “simples”. Destinar um percentual dos lucros para pagar salários de uma pequena equipe (sim, é realmente uma equipe com poucos membros) para estar sempre analisando o que está errado, comparar com a concorrência, buscar soluções plausíveis e implantá-las.

Essa verdade serve tanto para o porto de Santos (SP) que certamente sairá do ranking de um dos piores portos do mundo em termos de velocidade de embarque/desembarque e preços, como também para muitas empresas e prefeituras do Brasil, se tiverem a preocupação de manter uma equipe para pensar permanentemente em qualidade de atendimento e serviços, além do menor custo possível.

Refletir, calcular, repensar, ter criatividade. Estes são os caminhos que mais aproximam do que afastam da chave do sucesso.

 

Ozias Alves Jr

Editor

 

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