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O que três situações poderiam ter alguma ligação?

A primeira é um discurso do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), numa solenidade no Rio de Janeiro, notícia do telejornal Hoje de ontem (segunda, 17/12).

Lá pelas tantas, Bolsonaro comentou que no Brasil não se investe em pesquisa e, consequentemente, vivemos num deserto de criatividade em que não são descobertos nem elaborados novos produtos e ideias que possam receber o carimbo “Made in Brazil”.

A segunda é um sobrinho meu, Pedro Costa Casotti, 15, colocar em mim um óculos especial através do qual, inserindo o telefone celular smart phone, podemos assistir filmes e jogos 3D (Três dimensões). Confesso que fiquei deslumbrado e boquiaberto com essa tecnologia fantástica. Isso ocorreu num almoço de família no último sábado (15/12).

A terceira é a Biblioteca Pública de Biguaçu a dar cabo (sabe-se lá como) de metade de seu acervo alegando falta de espaço e reformulação da instituição.

A pergunta é: o que as três situações possam ter alguma ligação em comum?

 

ATRASO TECNOLÓGICO

Em primeiro lugar, Bolsonaro tem toda razão. A lei brasileira obriga as prefeituras a entregarem 6% de seu orçamento anual para o custeio das câmaras de vereadores, mas não há lei alguma que destine 0,50% (isso mesmo, apenas 0,50%!) para financiar pesquisadores.

Já imaginaram se 0,50% do orçamento de todos os municípios brasileiros, ao invés de serem desperdiçados com câmaras de vereadores clientelistas, obsoletas, quando não coisa pior, fosse destinado a um fundo comum para financiar bolsas de estudo a estudantes de escolas públicas rigorosamente selecionados para iniciarem-se em projetos de pesquisa ou vinculados a órgãos de pesquisa?

Em resumo bem “resumindo”. O Brasil só é competitivo para vender soja e carne. Quando o assunto é inovação tecnológica, somos um país importador porque não temos investimento nem mão de obra altamente especializada para também buscarmos tecnologia.

Mas o que isso teria a ver com a metade dos livros da Biblioteca Pública de Biguaçu descartados?

 

BIBLIOTECAS

Egon Nort, um professor universitário aposentado de Florianópolis, testemunhou e registrou a seguinte informação em um de seus livros: entre Boston a Washington, uma distância de 708 quilômetros, há mais livros, bibliotecas e arquivos do que toda a América Latina inteira.

Mas o que significa isso? Simples. Se você estiver pesquisando qualquer assunto que seja, certamente terá acesso a todos os livros (ou pelo menos, quase a totalidade) do que foi publicado nos últimos 150 anos a respeito do tema que está pesquisando.

Por exemplo, você está pesquisando motores a diesel, pois está procurando uma fórmula para melhorá-los e fazê-los render mais. Certamente vai encontrar milhares de livros sobre o assunto reunidos num lugar só, em não se sabe quantos idiomas, nas bibliotecas entre Boston a Washington. Quer dizer, fará uma “varredura” no assunto.

Agora vá fazer essa mesma pesquisa aqui no Brasil, mais especificamente na Biblioteca Pública de Biguaçu? Certamente deve ser uma piada.

A biblioteca de Biguaçu era para ter 100 mil, 200 mil ou 500 mil livros, isso espalhados em duas ou três filiais. Era para haver uma equipe de estagiários escaneando documentos, digitalizando-os para ajudar os pesquisadores, desde simplesmente estudantes até mesmo os universitários de pós-graduação.

Mas isso é pedir muito em Biguaçu, onde os governantes, notoriamente gente de poucas e precárias letras, não entendem direito para que servem as bibliotecas e arquivos e acham que as inovações- sejam elas tecnológicas ou culturais- nascem de cabeças brilhantes que criam do nada, isto é, sem leituras, sem estudo, sem levantamento de informações, sem anos e décadas a fio de estudos em …documentos escritos.

 

NOVAS TECNOLOGIAS

Por fim, o óculos 3D. É o futuro dos joguinhos eletrônicos, mas vejo algo extraordinário para a educação: a possibilidade de promover aulas mostrando imagens 3D para os alunos.

Uma aula sobre corpo humano percorrendo o interior do mesmo. Uma aula de história como se estivéssemos ao vivo assistindo ao momento histórico. Aula sobre celulares como se fôssemos andar no meio delas etc.

A educação em Biguaçu, por exemplo, já devia estar pesquisando tais recursos, mas as salas de aula continuam no famoso tradicional esquema quadro negro e giz.

Lamentável atraso. São: 1) o atraso estratégico (o país que não participa do mercado mundial de alta tecnologia, conforme salientou Bolsonaro), 2) o atraso dos prefeitos iletrados ou de precária formação que não investem o mínimo na ampliação das bibliotecas públicas, a base da base de qualquer avanço global de um pais e 3) não visualizar os fantásticos recursos da atual tecnologia para a educação.

Realmente lamentável.

 

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