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As articulações políticas para a sucessão da administração fracassada de Ramon Wollinger já estão em clima mais quente que o verão. E não há dúvida para ninguém que hoje um dos vetores principais da definição das candidaturas passou a ser Douglas Borba, atual secretário da Casa Civil do governo estadual.

Se antes na base governista municipal a influência maior era do ex-prefeito Castelo, hoje ele terá de dividir espaço político com Douglas, motivo pelo qual a recente visita de cortesia e encontro de ambos no Centro Administrativo Estadual, junto com os ex-secretários John Costa e César Simas tem efeito político.

Castelo tem simpatia pela candidatura do vice-prefeito Vilson Alves que é filiado ao seu partido o PP e Douglas procura ocupar espaço próprio, sempre se colocou como uma alternativa, chegando mesmo articular com Matheus Hoffmann a tomada sem piedade do PSDB que era comandado pelo vereador Braz, para uma provável anti-candidatura Vilson. Passada a eleição de 2018, Douglas que não apoiou a chapa do PSD ao governo estadual, se transforma em um nome forte no governo do comandante Moisés e leva para junto de si praticamente todo seu jovem grupo político, basicamente oriundos das equipes de gincanas municipais, além de se aproximar de outras lideranças inclusive do MDB, preparando sua candidatura a deputado em 2022 e começa a articular a candidatura a prefeito de Matheus Hoffman, seu mais próximo aliado.

Para se eleger deputado estadual ele precisará pelo menos sair com mais de 15 mil votos de Biguaçu e ter a prefeitura em suas mãos é fundamental.

As especulações partem dessa nova realidade, o fator Douglas Borba mexeu com o quadro político local, mas tudo vai depender também do seu desempenho no governo Moisés neste e no próximo ano.

O FATOR VILSON ALVES

O vice-prefeito Vilson Alves fez tudo certo desde seu primeiro mandato como vereador em 2009, com propósito de chegar a ser prefeito.

O caminho estava bem desenhado, aliado fiel de Castelo, cuidou em se eleger vereador com boas votações, foi presidente da Câmara Municipal, fez uma composição inteligente aceitando ser vice de Ramon Wollinger, de modo que seu nome seria visto como uma solução natural para chegar à prefeitura em 2020.

Não contou nesta caminhada, todavia, com dois fatores: o péssimo perfil de administrador de Ramon Wollinger e a ambição política de Douglas Borba, que por ironia do destino se filiou ao PP por influência de Vilson, mas é de família do oposicionista MDB, filho do falecido vereador Netinho Borba.

A candidatura Vilson a prefeito sofre hoje desgaste da participação no governo incompetente de Ramon e da derrota de Merísio ao governo estadual, a quem apoiou como pode, sendo ligado ao senador Amin.

Seu espaço na administração sempre foi tolhido pelo prefeito, que tem uma sociedade política não declarada abertamente, mas sabida de todos, com Douglas Borba e Matheus Hoffmann e este, aliás, apoiou junto com Ramon a candidata Marlene do PSD a deputada estadual. E aqui outra vez a ironia se apresenta, pois se Douglas consegue investir em obras em Biguaçu que melhorem a imagem de Ramon seu aliado contra Vilson, quem fatura politicamente é o vice-prefeito e seus apoiadores candidatos a vereador, viabilizando suas candidaturas, entre estes a vereadora Salete uma reconhecida adversária política de Douglas. Disto surgem as especulações, que se resumem a duas básicas: Vilson e seu grupo seguem firmes na sua candidatura, rompem com Ramon e buscam aliados na oposição ou ele acerta com Douglas, apoiando ele a deputado e colocando Matheus Hoffman como se vice, mantendo o esquema político que governa Biguaçu desde 2009. Quem viver verá!

O FATOR OPOSIÇÃO

Em Biguaçu a oposição assiste todos os movimentos na janela das hipóteses e dúvidas. O resultado eleitoral de 2018 foi ruim para todos os partidos deste segmento. E hoje sua principal força que é o MDB ao invés de se fortalecer no episódio da eleição da presidência da Câmara Municipal, acabou se dividindo, tendo sido eleito Salmir da Silva, uma liderança emergente.

O MDB que conta historicamente com cerca de 40% dos votos válidos nas eleições municipais, tem um potencial de crescimento expressivo frente ao desgaste real da administração Ramon. Mas como disse um de seus líderes  “não se vive de voto potencial e sim de voto real nas urnas”.

O partido quase chegou lá em 2016, uma diferença de apenas 83 votos. Sem recursos e com problemas de organização interna pode repetir a derrota em 2020 e isso preocupa vários de seus filiados também. O que faz com que se discuta muito entre seus dirigentes a possibilidade de uma coligação inteligente com outros partidos e esta constatação acabou acirrando as diferenças internas.

Há os que se interessam apenas pela candidatura cabeça de chapa e aliança com partidos menores, há os que defendem aliança com o grupo de Douglas Borba, desde já e com participação com cargos no governo do estado (cogita-se nos bastidores de nomeação para cargo até do ex-prefeito Tuta entre outros nomes com potencial eleitoral) e há os que estimulam aproximação com o grupo de Vilson Alves, desde que desvinculado do governo Ramon.

O tempo dirá quem terá a hegemonia de comando e se terá a capacidade de resolver essas diferenças. Em paralelo correm outros partidos menores se articulando, buscando se tornar uma alternativa de opção para coligação na eleição de prefeito e fortalecer eleição de vereadores.

Muita conversa de bastidor em andamento e todos de olho no fim deste ano, em que o prazo legal de filiações para possibilidade de registro de candidaturas expira.

 

O FATOR RAMON

O prefeito Ramon hoje é um refém político. Refém de seu mau governo, que tem suas mãos atadas pela falta de recursos e crise financeira, pois a derrota acachapante do deputado Merísio ao governo do estado o deixou com o pincel na mão, sem tinta e sem escada. Ramon ficou refém de Douglas Borba, seu parceiro político.

Antes ele dava as cartas que queria na sociedade política entre eles e tocava o governo ao seu modo, agora é a vez de Douglas definir os caminhos para viabilizar seu candidato a prefeito. Ramon nunca deu muita atenção e apoio a seu vice-prefeito. A candidatura Vilson não é bem vista por Ramon, que o acha impopular e com péssimo trânsito nos funcionários públicos (defeitos aliás, que mais parecem espelhar ao próprio Ramon). Os alagamentos recentes, a falta de transparência e seu governo, os gastos excessivos, a péssima gestão na educação, a recomendação de desaprovação de suas contas de 2016 pelo TCE e até uma auditoria do SUS na gestão da saúde, embora não se diga abertamente, o colocam como aquele parceiro político que ninguém quer ter ao lado nos palanques das eleições de 2020.

É capaz mesmo que sugiram a Ramon tirar férias ou licença e que vá curtir o clima ótimo de Gramado nessa época, ficando longe de Biguaçu até o dia do pleito. E anotem um fato que será muito cobrado nas eleições do ano que vem. Ramon se elegeu dizendo ser a continuidade de Castelo.

E hoje, afinal quem representa o legado da atual gestão desastrada? Vilson seria essa continuidade, parece que ele não aceitará esse abraço da morte? E a “carta na manga” de Douglas Borba, o ex-secretário de planejamento Matheus Hoffmann, aceitará?

Afinal tendo sido ele desde 2014 até o fim do ano passado o braço de Douglas Borba na administração e um dos secretários preferidos de Ramon, foi seu coordenador de campanha inclusive, se for candidato, terá muito a esclarecer sobre qual foi sua atuação na secretaria que é chave dos projetos do governo municipal, mas que projetos e que governo?

Quem irá  nas praças públicas defender o governo Ramon? Isso de olhar pra frente e se pintar de novo e esquecer as responsabilidades do passado não funciona assim em eleição. A sociedade cada vez mais cobra resultados.

Ou seja, o fato é que todos vão tentar se afastar de Ramon o mais que puderem, fugir de sua impopularidade imensa. Este ano promete muita movimentação nos bastidores da política de Biguaçu.

 

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