SE A MODA PEGAR…

 

Filas em banco de Biguaçu. É preciso também investigar o caso em Biguaçu. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Na última quarta-feira (09/01), a agência do banco Bradesco de Palhoça foi simplesmente fechada pelo Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor). Qual a razão?

É que lá existe uma lei municipal que determina que os clientes só podem ficar na fila no máximo 20 minutos. Mas um dia anterior (terça, 08/01), havia gente que penava, num dia muito quente deste verão, havia três horas esperando ser atendido no balcão.

O Procon foi no local, constatou essa “loucura pura” e deu o ultimato à gerencia do banco: ou arruma a casa ou vai fechar.

Como as filas repetiram-se na quarta (09/01), aí a paciência esgotou e o resultado foi o fechamento temporário da agência.

Isso é errado? Não, de forma alguma. Se o Procon fosse “bonzinho”, aí o banco faz de gato e sapato.

A coisa tem de ser resolvida. O banco tem de pensar em estratégias para atender rapidamente seus clientes. Será que é algo impossível, coisa do outro mundo?

E perguntar não ofende: e aqui em Biguaçu? Quando é que será dada uma dura nos bancos daqui? Vale lembrar que a mesma lei de Palhoça que estabelece o limite de tolerância para o atendimento bancário também existe em Biguaçu, mas aqui, pelo jeito, é só letra no papel.

PEDIDO INUSITADO

Tem comunidade que pede a ampliação dos horários de ônibus. A alegação é que são poucos horários para atender muita gente.

Mas em Florianópolis, a comunidade da Barra da Lagoa está solicitando o contrário: que o número de ônibus disponíveis para se chegar àquela região seja diminuído radicalmente.

Motivo: é que os moradores alegam que os ônibus têm trazido muita “fuleragem” para a região por causa da temporada do calor e das praias locais.

Se a moda pegar!!!

 

PREVENÇÃO

Segundo o que soube, mas ainda preciso levantar mais dados, há algumas escolas nos Estados Unidos onde os alunos (ou parte deles) são submetidos a exames de sangue ou urina. O objetivo é detectar o uso de drogas.

É claro que os alunos flagrados com resultado positivo para a presença de drogas não são expulsos nem presos. O objetivo não é esse, mas sim os estudantes que já utilizam drogas acabam sendo convidados a participarem de um programa preventivo para ajudá-los a se livrarem do vício.

Quanto custa isso? Que estrutura é preciso para viabilizar um projeto desses? Realmente não faço a mínima ideia e talvez seja completamente inviável num país como o nosso.

Mas o fato é que se trata de prevenção e toda prevenção é mais “barata” do que o problema generalizado.

Mas a ideia é esta e poderia ser pensada através de um programa piloto, quem sabe.

Espero ter colaborado.

 

APOSTA ERRADA

Estamos lembrando-me da cidade de Santos (SP). Lá havia ônibus elétricos. Sim, eram ônibus com hastes ligadas a fios elétricos no meio da rua. Eles funcionavam perfeitamente.

Não sei se ainda existem ônibus elétricos em Santos. Talvez algum gancheiro possa responder essa dúvida. Sim, gancheiro. Sabem por quê? Porque em Santos há a maior comunidade de gancheiros fora de Governador Celso Ramos. Há muita gente lá que é filho, neto ou é mesmo gancheiro. Esse povo foi para lá por causa do porto de pesca e assim formou-se uma comunidade catarinense em terras paulistas.

Mas não é sobre isso o que quero falar. O que desejo mesmo comentar é a seguinte questão é: por que foram desativados os ônibus elétricos? Se não poluíam e funcionavam normalmente, por que foram trocados por ônibus movidos a óleo diesel?

HISTÓRIA

O tema dá um livro. Pois é! Em 1955, quando o então presidente Juscelino Kubitschek assumiu, foi instalada a indústria automobilística no Brasil. E o que se viu? Foi uma verdadeira operação “desmonte” de ferrovias, ônibus elétricos, bondinhos, enfim, tudo que não fosse automóvel, ônibus e caminhão movidos a combustíveis fósseis. O plano era muito simples: vender veículos automotores, auto peças, oficinas, pneus etc.

Em 1952, estava sendo discutida a implantação de uma linha ferroviária ligando Biguaçu, São José e Palhoça à capital Florianópolis. Nunca saiu do papel. A razão foi simples. A ideia era vender automóvel, caminhão e ônibus. Instalar trem em Florianópolis era vender menos ônibus na região.

E assim o atraso se instalou e hoje convivemos com uma capital situada numa ilha onde, pasmem, não existe sequer transporte marítimo e, muito menos, rede de ciclovias.

Sim, tirando a ciclovia da Beira Mar norte, nunca se investiu em ciclovia. Tudo para forçar os trabalhadores a andarem de ônibus.

E agora convivemos com o resultado de todo esse atraso: uma região com graves problemas de mobilidade, tudo para satisfazer a indústria automobilística.

 

OPORTUNIDADE

O governo do Estado abriu um processo seletivo para contratar agentes temporários em penitenciárias e centrais de atendimento de emergência policial. São 490 vagas. As inscrições vão até o dia 28 de janeiro próximo. A prova objetiva será realizada no dia 17 de fevereiro. O edital está no site www.pm.sc.gov.br.

MUDANÇAS

O recém empossado presidente Jair Bolsonaro cortou verbas que financiavam o SESI, o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), SESC (Serviço Social do Comércio), SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), SESCOOP (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo) e SEST (Serviço Social de Transporte).

Por que o corte? Faz parte do plano de restruturação dos impostos proposto pelo ministro Paulo Guedes.

Mas por que cortar justamente uns 50% dessas verbas?

PROBLEMAS

Em 2017, essas instituições receberam R$ 16,4 bilhões e, em 2018, o repasse foi de 17,08 bilhões.

De onde vem o dinheiro? Vem de parte dos encargos sociais cobrados na folha de pagamentos dos funcionários com carteira assinada.

Segundo Paulo Guedes, apesar da “nobreza” das instituições (cursos e serviços para os trabalhadores), há muito desperdício quando não coisa pior.

Guedes pretende fazer um ajuste geral na economia do Brasil e, para isso, pretende diminuir a carga tributária, desonerar as empresas, fazer a reforma da Previdência, entre outras medidas.

Dentro desse cenário, os cortes de pelo menos metade das verbas que financiavam os serviços S (Sesi, Senai, Sesc, Sest etc).

POR QUÊ?

Por que os cortes? O ministro Paulo Guedes é um “liberal”, ou seja, adepto da ideia do estado mínimo. Nada de estatais, impostos que ultrapassem o limite de 20%, cobrança de taxas para financiar serviços para a população etc.

O governo cobra uma infinidade de impostos e parte deles visa financiar cursos, por exemplo, no SESI ou no SENAI ou em prestação de serviços.

Como o Brasil é um país com alto índice de corrupção (sabe-se lá se o dinheiro arrecadado vai mesmo em sua totalidade para o objeto-fim), é mais fácil cobrar menos impostos e deixar para o trabalhador pagar o curso de treinamento de seu filho do próprio bolso do que cobrar um imposto absurdo sobre a folha de pagamento desse trabalhador para financiar um curso que, no final da história total, acaba quem sabe parte desviado e parte financiando coisas nada a ver.

Entenderam o cenário?

 

 

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