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O Collège de France, que existe desde 1530 (quase a idade do Brasil), tem o costume de filmar palestras e aulas magnas e disponibilizar os vídeos e áudios em seu site oficial para quem quiser conferir. Aliás, quem quiser pode até mesmo fazer o download desses vídeos para o conforto de seu computador pessoal.

A iniciativa é fora de série. Sem sair do Biguaçu, é possível acompanhar palestras de altíssimo gabarito realizadas lá na França.

Mas o que isso tem a ver com Biguaçu? A troco de que estamos falando disso?

Temos o Centro Cultural Casarão Born, na frente da praça Nereu Ramos. Tem um bom espaço para um auditório. A cidade poderia convidar cidadãos para dar palestras neste espaço. Esses eventos poderiam ser quinzenais ou mensais.

Por exemplo, um professor universitário pesquisador do assunto tal. Poder-se-ia também convidar o presidente de uma ONG de defesa dos animais, um ativista social dos direitos da população LGBT, uma liderança indígena, um perito criminalista, o presidente da OAB de Santa Catarina, quem sabe, até mesmo o governador de Santa Catarina, por que não?

Poderíamos convidar o professor aposentado da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Alcides Buss, que promove frequentes encontros naquela universidade para discutir literatura catarinense, para falar sobre poesia, sua especialidade e paixão.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo da Grande Florianópolis poderia ser convidado para falar sobre as condições de trabalho de sua categoria.

O jornalista Moacir Pereira, escritor, advogado e o mais conceituado cronista político do estado de Santa Catarina, poderia ser convidado para falar sobre Ivo Silveira, tema de um de seus livros.

E santo de casa também faz milagre. Biguaçu tem muita gente interessante também para ser ouvida nesse projeto.

Aliás, se esse projeto existisse há pelo menos uma década, o professor Evaldo Pauli (1925-2014), nascido em Antônio Carlos, poderia ter sido convidado para palestrar sobre filosofia, disciplina da qual era Doutor, história de Santa Catarina ou sobre sua paixão, o idioma internacional Esperanto. Aliás, sua palestra poderia ser para muitos biguaçuenses a oportunidade de conhecê-lo pela primeira vez na vida, de ter uma ideia mínima da obra desse filho da terra que a terra simplesmente desconhece(u).

Por que um projeto desses não foi criado? Porque Biguaçu não tem a cultura da palestra, de escutar pessoas das mais diversas camadas sociais.

O Collège de France faz isso há séculos. Eles convidam todo tipo de gente interessante sobre os mais diversos assuntos. É claro que a preferência é o mundo acadêmico, mas o foco é ouvir e conhecer as pessoas.

Uma boa caixa de som, alguns microfones e uma tela onde se pode projetar o power point são mais que suficientes para a promoção de palestras. Esquecemos de mencionar as cadeiras, mas sendo um auditório do Casarão Born, elas já estão previamente lá, não é?

Quanto custarão as palestras? Nada, absolutamente nada. São gratuitas. Ninguém aqui está advogando a ideia de convidar o Prêmio Nobel de Medicina para palestrar em Biguaçu pagando hotel, alimentação, translados e cachê em dólar.

As palestras aqui advogadas são mais simples e visam apenas residentes na Grande Florianópolis. Muitos aceitarão promover a palestra pelo simples prazer de falar e expressar suas ideias sem precisarmos pagar a eles cachês e outras despesas.

Biguaçu precisa ter alguma agenda cultural. O Casarão Born precisa funcionar de verdade, de fato e não no “faz de conta”.

Além do mais, se quisermos uma sociedade mais culta e educada, comecemos a desenvolver a cultura da palestra e do ouvir.

 

Ozias Alves Jr

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