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Li e fiquei pasmo. Foi na coluna de Roberto Alves, do DC de ontem (segunda, 14/01). É que a família do falecido ex-presidente da FCF (Federação Catarinense de Futebol), Delfim Pádua Peixoto Filho (1941-2016), pretende ingressar com uma ação trabalhista contra a entidade no valor de R$ 20 milhões.

Lembrando os fatos: Delfim foi uma das vítimas da tragédia da Chapecoense. Ele se encontrava naquele avião que caiu por falta de combustível na Colômbia na noite de 28 de novembro de 2016, tragédia esta ocasionada por um piloto boliviano dono do avião que quis economizar no combustível achando poder chegar à Medellin, Colômbia, mas deu no que deu.

Como presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim viajava junto à comitiva da chapecoense com o objetivo de prestigiar a final inédita de um time catarinense numa competição internacional.

Aliás, semanas antes da fatídica viagem, Delfim convidou o biguaçuense, Júnior Moresco, hoje dirigente da Licob (Liga de Futebol da Comarca de Biguaçu), que em 2016 atuava como funcionário da Federação. Júnior não viajou naquele voo fatídico porque ele não tinha passaporte e, como a data da viagem estava muito próxima, não haveria tempo hábil para solicitar junto à Polícia Federal e receber o documento. Foi a grande “sorte” de Moresco. Hoje certamente não estaria entre nós.

Pois bem! Conforme Roberto Alves, a família de Delfim pretende ingressar com uma ação indenizatória alegando que o falecido ex-presidente morreu durante uma missão a trabalho.

É verdade. Ele estava a trabalho. Pode até ser a lazer (afinal de contas, quem gosta de futebol não queria viajar para o exterior assistir a uma partida tão importante como era a da Chapecoense naquela ocasião?), mas não há dúvida que era a trabalho: Delfim estava representando o futebol catarinense.

Mas espera aí. A família enlouqueceu? Em primeiro lugar, Delfim era, como já dito antes, o presidente da FCF. Ele não era funcionário que foi enviado para lá por ordem da federação, mas sim era o dirigente da entidade que decidiu, por conta própria, fazer essa viagem. Isso caracteriza trabalho ou lazer?

Além do mais, quem imaginaria que o avião onde iria viajar era pilotado por um irresponsável que brincou com a sorte ao querer economizar combustível e se deu mal, levando toda um grupo de passageiros, incluindo Delfim?

Se a Justiça Trabalhista aceitar uma ação dessa natureza e der ganho de causa à família do falecido, vejam só o tamanho da dor de cabeça, segundo enumerou Roberto Alves.

Mesmo vendendo a própria sede, a Federação Catarinense de Futebol (FCF) não conseguiria arrecadar os R$ 20 milhões da indenização exigida pela família de Delfim, quer dirá os R$ 2 milhões complementares para os honorários dos advogados dos proponentes.

E a coisa não para por aí. O terreno onde fica a sede da federação, cujo nome homenageia Delfim (santa ironia!), não pode ser vendido, pois foi uma doação da prefeitura de Balneário Camboriú para a entidade.

Por outro lado, segundo Alves, ainda continuam trabalhando na federação quatro parentes do falecido ex-presidente da entidade.

Vale lembrar que Delfim foi o presidente da FCF por 31 anos (1985-2016). Independente das críticas, Delfim vestiu a camisa da federação e, inclusive, viabilizou a construção da belíssima sede da entidade.

O que dizer da ideia do processo da família de Delfim contra a FCF? Se o argumento tiver respaldo legal, será o baque financeiro total da entidade. Mas se for uma “viagem na maionese”, como se diz popularmente, foi de uma insensatez total, completa e absoluta.

Em todo o caso, não há como negar: haja ganância, ingratidão e falta do mais puro bom senso!!!

 

Ozias Alves Jr

E-mail: ozias@jbfoco.com.br

 

 

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