Causou surpresa o fato de que um dos meninos mortos no incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo na madrugada da última sexta-feira (08/02), Vítor Isaías, 15, acabou sendo enterrado na tarde de ontem (domingo, 10/02) no cemitério municipal do Fundos, em Biguaçu.

Nada contra. Pelo contrário. É para muitos biguaçuenses uma honra atender a algum pedido especial para a cidade ser o local de repouso eterno do grande jovem promissor do futebol brasileiro que infelizmente foi vítima de uma tragédia fruto da negligência tanto do Flamengo quanto da prefeitura do Rio de Janeiro.

Mas a questão é: Vítor Isaías não era natural de São José que foi revelado no Figueirense, cuja sede fica no bairro Estreito? Por que não foi enterrado na cidade onde residem seus familiares ou no bairro Estreito? Por que em Biguaçu? Era um desejo dele? De algum familiar?

Se foi um desejo dele (acreditamos que nunca houve porque ele era jovem demais para pensar nessas coisas) ou de algum familiar, tudo bem. Respeitamos. Continua sendo uma honra.

Mas vale lembrar que o cemitério do Fundos, Biguaçu, está superlotado. Teoricamente o local estaria reservado para o descanso eterno de familiares dos atuais moradores da cidade.

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É verdade que os cemitérios de Florianópolis e São José estão também superlotados e isso acaba levando famílias de lá a enterrar nos cemitérios das cidades vizinhas. Há alguns anos, o jornal Biguaçu em Foco publicou matéria de leitores que reclamavam justamente disso. Estavam referindo-se ao cemitério de São Miguel, hoje também na mesma situação: superlotado.

Na época, se a memória não estiver pregando peça, uma senhora reclamava que a administração daquele cemitério estava aceitando sepultar mortos de Florianópolis e outras cidades e que isso estaria tirando “vagas” para os sepultamentos de pessoas de São Miguel e Biguaçu.

Bom! É uma discussão complicada, mas existe um problema que, pelo jeito, ainda está longe de ser resolvido: o da superlotação dos cemitérios e a necessidade de se resolver o problema com novas medidas (o sepultamento vertical não seria uma dessas soluções?)

Vamos deixar bem claro: em hipótese alguma estamos criticando o sepultamento do jovem Vítor Isaías em Biguaçu. Repetindo: é inclusive uma honra. O que estamos chamando a atenção é para a necessidade de se ter uma política para lidar com a superlotação dos cemitérios e, no caso particular de Biguaçu, chegar num momento em que, quando menos esperar, as famílias biguaçuenses terem de enterrar seus entes queridos em cemitérios longínquos porque não há vagas tanto no cemitério da cidade como também nos da Grande Florianópolis.

É preciso encontrar uma solução para esse problema.

 

Vitor Isaías. (Foto Divulgação)

Vítor Isaías estava no Flamengo apenas há seis meses. (Foto Divulgação)

 

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