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Ozias Alves Jr

E-mail: ozias@jbfoco.com.br

 

Na edição de terça-feira da semana passada (26/03), publiquei no JBFoco o artigo “As vaginas que deslumbraram Pero Vaz de Caminha”.

Sim, o famoso Pero Vaz de Caminha, o escrivão da frota de Pedro Álvares de Cabral, o “descobridor do Brasil”, e autor da famosa carta sobre a passagem dos portugueses pela Bahia em 1500, comentou, em palavras nada discretas, sem a mínima censura pudica, o seu deslumbramento com relação às vaginas das índias brasileiras naquele século XVI que estava nascendo.

Seria algo como se hoje um Embaixador enviasse um memorando de viagem endereçado diretamente para o Presidente da República em que o autor do relatório gasta alguns parágrafos para descrever a respeito de… como são belas as vaginas das nativas (!!!!)

Foi o que aconteceu com Pero Vaz de Caminha, conforme o leitor poderá conferir, pois sua carta estava endereçada diretamente ao Rei de Portugal.

 

TRECHOS

No artigo em questão, transcrevi o seguinte parágrafo que consta na sétima página da famosa carta sobre os acontecimentos de sábado, 25 de abril de 1500. Caminha escreveu: “

“Ali andavam entre eles (índios) três ou quatro moças, bem novinhas e gentis, com cabelos muito pretos e compridos pelas costas; e suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito bem olharmos, não se envergonhavam”.

“Vergonha” significa isso mesmo, “vaginas”. Pero Vaz continuou a descrição das “vergonhas indígenas” sem a mínima vergonha, inclusive sem esconder o entusiasmo diante do Rei de Portugal, a quem dirigia-se. Consta na oitava página da famosa carta:

“e uma daquelas moças era toda tingida de baixo a cima, daquela tintura e certo era tão bem feita e tão redonda, e sua vergonha (que ela não tinha!) tão graciosa que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-lhe tais feições envergonhara, por não terem as suas como ela.”

Analisem bem a frase de Pero Vaz de Caminha: “muitas mulheres de nossa terra (Portugal), vendo-lhe tais feições (das vaginas das índias) envergonhara, por não terem as suas como ela”.

Pero Vaz não só estava descrevendo as “vergonhas” indígenas como também comentou que, se houvesse algum tipo de concurso de beleza tipo “Miss Vagina”, as mulheres portuguesas não teriam a mínima chance com as “concorrentes” brasileiras.

E essa “loucura” não foi dita por mim, mas sim é o que se conclui analisando a famosa carta de Pero Vaz de Caminha.

Brian Sloan, o idealizador do inusitado concurso mundial da “Mais Bela Vagina”. O Pero Vaz de Caminha reencarnado 500 anos depois. (Foto Google Images)
Sloan entrevistando as candidatas concorrentes em seu inusitado concurso de beleza genital. (Foto Google Images)

 

 

Pero Vaz de Caminha: o idealizador da “ideia” do concurso. (Foto Google Images)

 

Índias nuas. Dá de imaginar o deslumbre de Pero Vaz de Caminha pela nudez das índias. (Foto Google Images osgumesdocutelo.blogspot.com)

CONCURSO INUSITADO

Para minha surpresa, meu artigo sobre a falta de “vergonha” de Pero Vaz de Caminha chamou a atenção de leitores que informaram: o “concurso” de beleza genital a la Pero Vaz de Caminha já existe e foi criado em 2015 pelo norte-americano Brian Sloan, dono de uma pequena empresa que fabrica brinquedos eróticos.

Recentemente Sloan teve a ideia de lançar o concurso “The World’s Vaginal Beauty”, uma espécie de “Miss Universo”, mas direcionado à vagina.

E qual foi a surpresa? Mal divulgou na internet, 200 mulheres candidataram-se, ou seja, um sucesso de participação.

E a coisa não parou por aí. As candidatas permitiram ter seus órgãos sexuais fotografados e expostos na internet para o público votar.

E ao final do concurso, três foram as premiadas. A grande vencedora foi a britânica Nell, de 27 anos. Jenny, 23, da Alemanha, foi a “vice” (para orgulho de seu namorado, que a inscreveu na competição antes de avisá-la) e a húngara, Anita, de 20, a segunda princesa desse concurso de beleza inusitado.

A grande final, ou seja, a escolha do órgão sexual feminino mais “bonito” do universo, ocorreu num hotel em Berlim, capital da Alemanha.

A vencedora Nelly recebeu a quantia de 5 mil dólares e um “diploma” com o inusitado título de “vagina mais bonita do mundo”.

VÍDEO

E o vídeo oficial sobre os bastidores do concurso estão no site You Tube. É claro que o vídeo em questão não tem imagens explícitas. Os rostos das participantes do inusitado concurso foram borrados para não serem identificadas.

Mas quem quiser assistir ao vídeo, cujo título é “The World’s First Vaginal Beauty Pageant [INSIGHTS]”, o link do mesmo é:

 

 

Neste vídeo, está a “louca” história do impressionante concurso que teve candidatas do mundo inteiro.

Se Pero Vaz de Caminha fosse vivo hoje, certamente iria tentar cobrar direitos autorais da inusitada ideia e teria um documento incontestável do pioneirismo dessa concepção: nada mais nada menos que a carta “Certidão de Nascimento” do Brasil.

 

As vaginas que deslumbraram Pero Vaz de Caminha

 

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