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Em tempos de internet e câmeras acopladas em telefones móveis, muitos casos revoltantes do dia-a-dia recebem registros.

Foi o caso da prisão de um haitiano no centro de Florianópolis. O homem estaria sem notas fiscais de suas mercadorias que estava vendendo nas ruas da cidade.

Os policiais da guarda metropolitana o abordaram e acabaram prendendo o homem.

É verdade que não se pode vender mercadorias sem nota de procedência e sem autorização da prefeitura. Isso é indiscutível.

Mas não é preciso dizer que o haitiano em questão não tem emprego, está num país estrangeiro, precisa desesperadamente trabalhar e a única solução é vender mercadorias na rua.

Os policiais podem estar fazendo o seu papel, mas acabaram provocando a ira popular. Os populares que presenciaram a cena tiveram pena do haitiano e começaram a protestar, conforme o leitor poderá conferir no vídeo em anexo a esta matéria.

Os policiais alegam que o homem foi “violento”. As imagens não dizem isso, mas se ele foi “violento”, estava no seu santo direito de ficar desesperado de ter todas as suas mercadorias confiscadas. Certamente ele as comprou- sabe-se lá como- com a esperança de fazer dinheiro para pagar aluguel, comer e mandar algum dinheiro para sua família no Haiti, o país mais pobre das Américas.

O fato é que a prisão do haitiano provocou a ira popular. Se contra um pobre coitado de um imigrante pobre oriundo de um país miserável que se chama Haiti, a polícia vai com tudo. Mas e os ladrões que desviaram BILHÕES dos cofres públicos através dos Mensalões, Petrolões, Propinões? Por que não pegá-los do mesmo jeito que se pega um haitiano pobre, ralado, desesperado para sobreviver?

O caso merece uma grande reflexão. Até que ponto está correta tanta dureza contra o comércio informal das ruas e tanta “moleza” contra os bandidos do Colarinho Branco?

 

Prisão de haitiano no centro de Florianópolis. (Foto Reprodução)

 

VÍDEO

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