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Na segunda-feira desta semana (20/05), o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) anunciou que será realizado um concurso público para a contratação de 600 novos agentes penitenciários no estado de Santa Catarina.

Por que um concurso dessa envergadura para contratar, de uma só vez, tantos funcionários, isso numa época em que o Brasil continua passando pela crise econômica e pelo desemprego recorde, sem esquecer que o governo de Santa Catarina tem uma dívida BILIONÁRIA?

A resposta é simples: o sistema penitenciário está expandindo-se e o governo do estado pretende instalar a penitenciária em Biguaçu, na chamada “Vila Militar”, no terreno que o prefeito de Biguaçu, Ramon Wollinger (PSD), doou para o governo do Estado.

O problema é- fato puro e notório- que Ramon não consultou a população de Biguaçu. A discussão não foi às claras. Associações comunitárias, a Acibig e até a própria câmara de vereadores não foram ouvidas se aceitam a instalação de um presídio para 600 vagas na Vila Militar de Biguaçu para desativar a atual cadeia existente na delegacia da cidade, onde estão 88 presos.

Pelo jeito, Ramon não tem noção de proporcionalidade. Ele argumentou que é apenas construir uma nova “cadeia” para Biguaçu nos mesmos moldes da existente no município. Mas desde quando um presídio de 600 vagas é “proporcional” a uma cadeia de menos de 100 presos?

O fato é o seguinte: se a população não se mobilizar, vão enfiar a penitenciária estadual dentro no meio do perímetro urbano de Biguaçu.

Vocês acham que o “presídio” vai ser apenas de 600 presos? Logo, logo, com um “puxadinho” aqui, outro ali, o “presídio” vai ter seus mil, dois mil ou mais presos. Biguaçu vai virar a “Cidade Penitenciária” de Santa Catarina. E aí?

Douglas Borba, vereador licenciado e hoje secretário da Casa Civil. Biguaçu espera não ficar decepcionado com você.

Em resumo bem “resumido”: Biguaçu aceita a construção de uma cadeira para no máximo 100 detentos para substituir a insalubre e improvisada cadeia atrás da delegacia da cidade. Ou seja, vamos trocar seis por meia dúzia.

Mas a cidade não aceita presídio para 600, 800 ou mil presos. O biguaçuense pode até cara de biguá, mas não é pato. Não queremos pagar esse pato.

Se o governo do Estado quiser instalar a penitenciária, terá de promover o debate ouvindo a população de Biguaçu. Lideranças comunitárias, ACIBIG, câmara de vereadores, igrejas, entre outras, precisam ser ouvidas.

Se a maioria decidir que sim, tudo bem. Que venha a penitenciária, mas com o consentimento do povo.

Agora é problemático quererem empurrar essa “bucha” de goela abaixo.

Pense nisso, Douglas Borba. Não nos decepcione. Use a diplomacia e o bom senso.

Para quem não sabe, Ramon é agente penitenciário concursado do governo do Estado. Há a suspeita de que, sendo construída a penitenciária de Biguaçu, Ramon pode ser escolhido como diretor da instituição, um cargo de prestígio e, ainda por cima, de ótima remuneração.

Depois do mandato de prefeito, Ramon pode conseguir o cargo de diretor.

Ora, conforme o JBFoco já noticiou, Ramon não ouviu ninguém. Participou das tratativas do presídio a portas fechadas, sem alarde.

Em janeiro de 2018, o jornal protocolou alguns questionamentos, entre os quais, se Biguaçu iria realmente receber o presídio, mas Ramon simplesmente não respondeu. E depois viemos a saber, através de uma notinha no jornal Notícias do Dia, em outubro do ano passado, que Ramon tinha autorizado o dito “presídio” dentro da cidade, mas sem ouvir a população.

Então desafiamos Ramon: que ele fosse no cartório da dona Elza registrar, de próprio punho, que, caso o presídio fosse instalado em Biguaçu, ele não iria assumir como diretor da instalação.

Isso era para provar que ele, aproveitando o fato de ser o prefeito, não negociou a construção do presídio, passando por cima dos interesses da população, já pensando na vantagem futura de assumir o cargo de diretor da instituição depois de deixar a prefeitura.

O registro no cartório da dona Elza era para ele não deixar dúvidas quanto a isso, mas Ramon simplesmente ignorou. Não fez esse registro.

Portanto, só podemos concluir que tem algum caroço nesse angu.

 

Ozias Alves Jr

E-mail: ozias@jbfoco.com.br

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