O governo do Estado vai pagar os R$ 180 milhões da emenda da Saúde proposta na Lei Orçamentária Anual (LOA 2019). Também será criada uma Política Pública Hospitalar para o ano que vem, com recursos que podem somar R$ 300 milhões. A divulgação das duas medidas foi feita ontem à tarde, da tribuna da Assembleia, pelo deputado José Milton Scheffer (PP). O anúncio das decisões foi feito pelo próprio governador, durante reunião, na Casa D’Agronômica, com o deputado Scheffer, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde, presidentes da AHESC/Fehoesc (Associação e Federação de Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde) e Fehosc (Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas), respectivamente, Altamiro Bittencourt e Hilário Dallman, além de diretores de hospitais e do secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino. Em sua fala, o parlamentar avaliou que o encontro marca um novo rumo para a Saúde catarinense. “Nosso objetivo é garantir uma política que assegure ao cidadão o atendimento e a qualidade de serviço na Saúde pública. A reunião de hoje demonstrou a sensibilidade e o interesse do governo em mudar a realidade da Saúde. Estamos satisfeitos com o resultado e confiantes de um futuro melhor para a Saúde dos catarinenses”, frisou.

Clima tenso

A sessão de ontem da Assembleia teve um momento no mínimo constrangedor. O deputado Ivan Naatz (PV) usou a tribuna para apresentar a conclusão de um inquérito aberto contra ele por injúria racial. A investigação concluiu que não houve a prática de racismo e o caso foi encerrado. Mas Naatz apontou a deputada Paulinha (PDT) como responsável por esquentar o assunto com a intenção de prejudicá-lo politicamente. Paulinha também foi à tribuna, disse que era uma cidadã ajudando um cidadão, chorou e rechaçou a acusação. O pivô da situação estava presente e também não segurou o choro. Trata-se de Fábio dos Santos, ex-assessor de Naatz. A injúria teria acontecido em uma apresentação do rapaz feita ao deputado Sargento Lima (PSL), que negou ter ouvido qualquer ofensa. O caso é grave. Se não pela acusação de injúria, rejeitada pela polícia, mas agora pela denúncia de Naatz de que tudo foi uma armação com propósitos políticos que atingiu não só a deputada do PDT, como também dirigentes do PV, partido de Naatz.

“A prática (de produzir e difundir fake news) pode visar uma grande variedade de setores. Não só a política, mas também a área de Saúde, a Ciência, a Educação, as Finanças, a Economia e a Justiça, gerando sempre impactos sociais, culturais e econômicos gravíssimos. Além disso, tem colocado em risco os processos e os valores democráticos. Atinge a própria democracia. Atinge o próprio Estado Democrático de Direito.”

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, em discurso no lançamento do Painel Multissetorial de Checagem de Informações e Combate à Notícias Falsas, iniciativa que reúne órgãos da cúpula do Poder Judiciário, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entidades de classe de magistrados e veículos de comunicação

Pano de fundo Os atritos entre Paulinho e Naatz não são novidade. No pano de fundo de mais esse episódio pode estar a discordância sobre cobrança de taxa ambiental para acesso a municípios turísticos. Quando prefeita de Bombinhas, a deputada implantou a cobrança, considerada inconstitucional pelo parlamentar.

Soma de esforços A deputada Ada de Luca (MDB) quer unificar e alinhar os esforços de poderes e entidades no combate à violência contra a mulher. Ela afirma que tem muitos cases de sucesso, muitas vezes com sobreposição de ações e falta de conexão entre os diversos atores. “É preciso fazer um diagnóstico e integrar os trabalhos em prol da vítima”, defende. A deputada organiza o lançamento de uma Frente Parlamentar específica, propondo uma campanha coletiva. “Trata-se de um problema social coletivo, a solução nunca será individual. Precisamos somar esforços.”

Novo líder?  Já se fala na Assembleia que o Executivo pensa em mudar novamente o deputado líder do governo na Casa. Pela posição já passou o deputado Onir Mocellin (PSL), que entregou o bastão ao deputado Maurício Eskudlark (PL). A nova mudança não é para já. O próximo ainda será preparado.

Parceria solidária Mais de 2 milhões de bobinas de papel utilizadas nos caixas de supermercados catarinenses nos últimos três anos levaram a marca do Instituto Guga Kuerten. A iniciativa Cupom Campeão, da Regispel, reverte parte da renda obtida com a venda das bobinas para  instituto. Ao todo mais de R$ 25 mil já foram entregues ao IGK.

Andréa Leonora

Editora Coluna Pelo Estado

Naatz, por Rodolfo Espínola ag al
Paulinha, por Rodolfo Espínola ag al

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