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Já faz mais de 10 anos que Biguaçu tem uma feira de artesanato na praça Nereu Ramos, no centro da cidade.

Biguaçu deve ser uma cidade singular. Enquanto que em outras regiões, as feiras de artesanato crescem e se desenvolvem, aqui em Biguaçu acontece o contrário: só definha.

Quando a feirinha do artesanato de Biguaçu surgiu, eram inúmeras barracas, mais de 10. Hoje mal tem duas ou três. Por quê?

Uma das respostas é: a falta de opções gastronômicas.

Na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), há uma feira de comida vegana e “natureba” em geral realizada toda quarta-feira. Nesta feira, há de tudo. Não se resume apenas a comida dos mais variados tipos e países (tem comida venezuelana, síria, tunisiana, chinesa etc), mas também a todo tipo de artesanato, livros e, inclusive, serviços de astrologia.

No interior de Florianópolis, há uma feira dominical do mesmo estilo: comida e artesanato.

Na Lagoa da Conceição, imigrantes uniram-se e promovem uma feira de comidas de diversos países, junto com artesanato típico.

Ao contrário do que ocorre em todos os lugares, em Biguaçu é diferente. Segundo informações que recebemos de participantes da feirinha da praça Nereu Ramos, a prefeitura não permite barracas de comida na feira de Biguaçu. A proibição não é explícita, mas sim na forma de uma burocracia fora do comum, desmedida, às vezes irracional.

Ora, a feirinha de artesanato de Biguaçu só vai crescer se também tiver junto barracas de culinária, de preferências comidas exóticas que o público biguaçuense não conhece.

Donos de barracas gastronômicas que participam nas feirinhas da UFSC e da Lagoa da Conceição já manifestaram a favor de exporem seus produtos em Biguaçu, mas esbarraram na tal “burocracia” na prefeitura daqui.

Se Biguaçu quiser que sua feira cresça, tem de pensar em estratégias e a gastronomia é fundamental. É até uma lição cultural. É até a oportunidade dos biguaçuenses conhecerem comidas que não conhecem ou nunca ouviram falar.

As barracas culinárias atraem mais povo e, com mais gente circulando, as tendas de artesanato podem vender mais.

Caros vereadores de Biguaçu. Façam a pesquisa e verifiquem o que está acontecendo. Procedendo a hipótese de que está havendo muita burocracia na concessão de permissões para a instalações de barracas de culinária, que seja elaborada uma legislação para regulamentar isso e ajudar a “destravar” a feirinha” de Biguaçu.

É uma tristeza vermos uma feirinha tão raquítica, que poderia ser maior e mais pujante, definhar por falta de boas ideias e menos burocracia.

Ozias Alves Jr (Editor)

E-mail: ozias@jbfoco.com.br

 

Feirinha minúscula. (Foto Ozias Alves Jr)

 

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