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A assessoria de imprensa da prefeitura de Biguaçu informa: “A Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Turismo e Lazer (Secetul) estará levando a 18ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis às escolas municipais e estaduais de Biguaçu.

O circuito terá início no próximo dia 10 de julho (quarta-feira), na Escola Básica Municipal Fernando Bruggemann Viegas de Amorim, no bairro Jardim Janaína, às 8h30min e se estenderá até 19 de julho.

“Nossa intenção é levar cultura e entretenimento às crianças e adolescentes, oferecemos várias atividades desse ramo, tais como Escola de Música, Escola de Teatro e essa Mostra de Cinema dará uma oportunidade ímpar ao nosso público infantil, aguçando cada vez mais o potencial dos nossos educandos”, declara a gerente de Cultura da Secetul, Eliane Pulcena.

As escolas interessadas em participar deverão entrar em contato com a Secetul pelo telefone (48) 3094-4126, das 13 às 19h”.

O que comentar a respeito dessa iniciativa? Só elogiar. Realmente a Secetul está de parabéns por essa iniciativa que, se não estivermos enganados, é INÉDITA em Biguaçu, isto é, não temos notícia de que no passado as escolas de Biguaçu receberam alguma “Mostra de Cinema Infantil”. Parece que não. Portanto, vai ser a primeira vez. Temos de elogiar. A iniciativa é realmente muito boa.

Peço licença para mudar completamente de assunto. Gostaria de registrar que no sábado da semana passada (29/06), assisti a uma apresentação de teatro infantil no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), no centro de Florianópolis.

Uma das atrizes mirins foi minha sobrinha, Maria Eduarda Costa Casotti, 9, que chamo pelo carinhoso apelido de “Cotinha”. Ela participa de uma oficina de teatro da Escola Autonomia, onde estuda em Florianópolis.

O estabelecimento de ensino mencionado promove frequentemente apresentações de teatro em que os atores são os próprios alunos. A iniciativa é interessantíssima. Confesso que fiquei admirado com a qualidade das peças apresentadas e como as crianças e adolescentes representaram. Pareciam até mesmo atores de novela.

Mas o que esse teatro estudantil tem a ver com a Mostra de Cinema Infantil que será apresentada em Biguaçu na próxima quarta-feira (10/07)?

A priori, nada. Mas a experiência da escola Autonomia poderia inspirar a união do teatro com o cinema. Explico.

No início deste ano, certamente por causa da crítica que publicamos pelo fato da prefeitura ter gasto para a atriz global, Elizabeth Savalla, fazer uma apresentação em abril do ano passado do seu projeto “Teatro de Graça”, mas esse “de graça” custou R$ 36 mil dos cofres públicos municipais, isso numa cidade onde nunca se investiu em teatro amador, a prefeitura parece que se conscientizou e abriu, em março deste ano, aulas de teatro para crianças entre 8 a 14 anos de idade, no Centro Cultural Casarão Born.

Biguaçu não tem cinema nos dois sentidos da palavra. Não tem um local de exibição de filmes (o cinema) nem a tradição de se filmar e editar filmes locais (o cinema biguaçuense).

Hoje em dia qualquer telefone celular já tem uma câmera acoplada com imagens excelentes. Fazer cinema amador está literalmente ao alcance de seu celular e dos computadores onde se pode instalar softwares gratuitos de edição de vídeo.

Junto com os ensaios de teatro infantil, o projeto em si poderia explorar a possibilidade de se fazer cinema. As crianças que participam da oficina de teatro poderiam ser estimuladas a fazer cinema amador e os filmetes poderiam ser exibidos durante os festejos do aniversário do município em maio ou nas futuras “Mostras de Cinema Infantil” de Florianópolis.

É verdade que teatro é uma coisa e cinema é outra. São duas artes gêmeas, mas não univitelinas. Para transformar a encenação também em filme, é um processo a mais de produção.

Se não for possível unir a oficina do teatro infantil com o cinema, é possível incentivar o surgimento do cinema biguaçuense de outro jeito através de uma iniciativa bem simples, mas com tremendo potencial de popularização.

Nos aniversários de Biguaçu, é promovida uma gincana, e estas são entusiasmadamente um sucesso de público e participação popular. É até digno de estudo, pois em outras cidades não há gincana e, se houver, talvez não tenha o mesmo intenso entusiasmo tal como ocorre por aqui.

Uma das tarefas da gincana poderia ser: que as equipes façam um vídeo de no máximo cinco minutos. Um tema é proposto e a filmagem pode ser feita em qualquer tipo de aparelho, inclusive câmeras de telefones celulares.

É estabelecido que os vídeos devem ser postados num determinado dia e horário no You Tube e a comissão da gincana irá julgar a performance dos atores amadores (membros da equipe) e se o vídeo seguiu as regras do regulamento. Só não vai ter julgamento de qualidade de imagens porque ficou estabelecido que o vídeo poderia ser gravado em qualquer tipo de aparelho.

Esta poderia ser uma atividade permanente. Todo ano as equipes saberiam que teriam de gravar um vídeo. No final da gincana, poderia ser anunciado o tema do vídeo do ano seguinte. Isso faria com que as equipes organizassem-se para elaborar o roteiro e realizar as filmagens com toda a calma possível (repetindo: com seus telefones celulares).

Essa “brincadeira” de gincana certamente será o embrião do surgimento do “cinema biguaçuense”. Essa tarefa poderá certamente empolgar alguns a seguir em frente na arte de se fazer cinema.

E esta é uma ideia absurdamente simples, prática (quem não possui um celular com câmera acoplada hoje em dia?) e baratíssima (não requer equipes e equipamentos caríssimos dos tempos analógicos).

Se a gincana é um sucesso absoluto em Biguaçu, se a população participa com entusiasmo das brincadeiras, se temos um recurso disponível que são os celulares modernos e um meio gratuito de divulgação que é o You Tube, estabelecer como tarefa permanente o filmete de cinco minutos é nada mais, nada menos do que canalizar essa energia coletiva para promover uma arte que nunca antes apareceu na cidade.

Esperamos estar contribuindo com boas ideias INÉDITAS para o bem da comarca de Biguaçu. Vale lembrar que a arte faz parte da qualidade de vida.

 

Ozias Alves Jr (Editor)

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com.

 

Teatro da Escola Autonomia. (Foto Ozias Alves Jr)

 

Uma das peças encenadas foi O Pequeno Príncipe. Teatro da Escola Autonomia. (Foto Ozias Alves Jr)

 

Alunos da escola participantes da Oficina de Teatro da Escola Autonomia. (Foto Ozias Alves Jr)

 

VÍDEO

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